A irresponsabilidade das guerras

*JULIO PRATES

Eu estou convencido de que o momento que estamos vivendo exige de todos nós lucidez, discernimento e até sabedoria, embora isso não seja fácil.

Existem fatos, fatos e fatos e cada um desses fatos deve ser analisado com suas particularidades.

O festival de mentiras nas redes sociais chega a assustar, embora não se possa esperar algo diferente, ainda mais na era da telemática, mas vamos em frente.

Os fatos internacionais tem a ver, diretamente, com o nosso meio e as tomadas de posições de Israel se relacionam com os nossos povos, sejam católicos, espíritas e evangélicos, embora os evangélicos sejam mais agressivos e ferozes que outras religiões.  Ainda pior, embebidos de ideologias malucas de profecias bíblicas inventadas pelos próprios judeus.

A esquerda mente igual a direita. Vou ser didático. Os analistas de esquerda internacionalistas sempre defenderam que GAZA resistiria e colocaria em xeque o Estado de Israel. Confesso que fui um idiota acreditando nas análises da esquerda. Isso não se concretizou e tudo caiu por terra. 

Existem verdades subjacentes que precisam ser analisadas e contextualizadas. Verdades as quais tenho bem maduras dentro de mim. Por exemplo, o Estado de Israel é um Estado genocida, sanguinário, formado por uma legião de assassinos. Mas daí insuflar os povos palestinos com promessas ilusórias, dando a entender que poderiam derrotar o exército de Israel é uma irresponsabilidade muito grande, comércio de ilusões e jogar pessoas inocentes para a carnificina. Foi exatamente isso que fez a esquerda, dando a entender que o Hezbollah, instado no sul do Líbano, poderia se unir aos palestinos sunitas de Gaza e derrotarem Israel. Ignorando que o Hezbollah segue a teologia islâmica xiita de Ayatollah Khomeini e os sunitas de GAZA seguem Ḥarakat al-Muqāwamah al-Islāmiyyah. Acho que até a NINA, aos 12 anos, já sabia a diferença crucial que existe entre xiitas e sunitas. Só que a esquerda estalinista,  arrogando-se judia, jogou todos numa mortandade sem precedentes. Enorme irresponsabidade.

O Estado de Israel é multifacetado e nem os judeus ortodoxos apoiam Benjamin Netanyahu, existem muitos questionamentos as práticas genocidas do Likud dentro e fora de Israel. Só que parece que a esquerda cega não vê isso. Contudo, fica claro que a guerra é pela derrubada do governo do Irã e pela multifacelação dos persas e a ditaduta  de Ali Khamenei, que foi morto e seguiu seu filho no poder.

O confronto precisa ser estudado, analisado e pensado. Não só na correlação de forças, mas também no aparato científico e militar da tecnologia bélica.

Essa madrugada, eu dormi mal devido a gripe e fiquei muito ligado nos desdobramentos de Israel x Irã. É claro que o Irã, os persas, tem uma tradição milenar, são um povos com história, tem algum incremento bélico científico e tecnológico chinês e todos se esquecem que Putin é mais sionista que os próprios judeus. Putin é, mal comparando, como os evangélicos brasileiros que se acham sionistas sem saberem a diferença entre sionistas e semitas, derivando-se daí uma confusão sem precedentes. Os evangélicos brasileiros acham que os palestinos não são tão semitas quanto os judeus.

O blefe do final de semana, blefe irresponsável, é que a CHINA e a RÚSSIA vão atacar Israel e vão se posicionar ao lado do Irã. Isso até poderia acontecer, mas dependeria do contexto.

Nada mais falso e nada mais fora da casinha. É claro que a Rússia negocia com o Irã e vai seguir negociando, mas daí achar que os russos botarão seus ICBM – Mísseis Balísticos Intercontinentais – para atacar Israel, é uma ilusão bem própria da esquerda.

Nem a Rúsia vai se meter nesse conflito e nem a CHINA, muito preocupada com o Taiwan, embora a guerra corra solta nas redes sociais  que aceitam tudo e engolem qualquer mentira.

É claro o Irã terá um relativo poder de fogo contra Israel, isso ninguém questiona, mas o Irã não tem o mesmo incremento científico e tecnológico bélico de Israel, exceto se  buscar esse apoio na CHINA ou na RÚSSIA, embora a CHINA esteja mais próxima, hoje, do Irã.

Por outro lado não estão levando em conta a conjuntura mundial, detonada por Putin, a partir da invasão da Ucrania, que é tudo que TRUMP almeja, pois seus planos são muito semelhantes aos de Putin.

Em meio a tristeza, eu chego a rir, pois a esquerda agora defende que o HAMAS vai se levantar contra Israel. O que fazer diante de tanta idiotice? O hamas não tem poder de fogo para confrontar Israel.

Eu sugiro que todos leiam A ARTE DA GUERRA, de Sun Tzu, porque as besteiras e as irresponsabilidades são tão grandes que chegam a assustar.

É claro que eu defendo uma nova ordem mundial, é claro que eu sou contra o imperialismo judeu/americano, só não sei se existe formação persa para derrotar ISRAEL e EUA, ai eu realmente confesso que ignoro.


*Jornalista MTb-RS 11.75, Jornalista Internacional com registro de Editor nº 908225, Sociólogo, Teólogo e Advogado.

Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual e também em Sociolo=gia Rural.

Autor de 6 livros.

 

Jesus vai ou não vai voltar? Tudo no novo testamento é Zoroastrismo Persa. A volta de Jesus é uma invenção

Osvaldo Luiz Ribeiro é teólogo batista, Teólogo, Mestre,  Doutor, Pós-Doutor em Teologia pela Universidade Federal Fluminense. Professor Universitário. Apontado pela crítica como o maior teólogo brasileiro da atualidade.

Zoroastrismo persa – O zoroastrismo é uma religião que também é denominada de Madaísmo ou de Parsismo. Essa crença é baseada no monoteísmo e teve início na antiga Pérsia por volta do século VI a.C. Atribui-se ao profeta Zaratustra chamado pelos gregos como Zoroastro a criação dessa doutrina que é intitulada em alusão a ele.

Irã

Irã, país que se localiza no Planalto Iraniano (Oriente Médio), era chamado de Pérsia do século 6 a.C. até 1935, apesar de o nome Irã já ser utilizado pelos persas desde o século 7.