CNN – MANUELLA DAL MAS
Missão decolou neste domingo (24) e dará continuidade a mais de 100 projetos científicos em órbita.

A China lançou neste domingo (24) a missão tripulada Shenzhou-23 a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste do país. O voo marca uma nova etapa do programa espacial chinês e acontece após o país ficar sem missões tripuladas desde 2024.
A missão tem como destaque a participação da taikonauta Li Jiaying, que se tornou a primeira representante de Hong Kong a integrar uma missão espacial tripulada da China. Nascida e criada no território, ela foi selecionada em 2022 para o grupo de astronautas em treinamento do país como especialista em carga útil — responsável pela condução de experimentos científicos a bordo.
Segundo a Agência Espacial Tripulada da China, a Shenzhou-23 dará continuidade a mais de 100 projetos científicos e tecnológicos durante sua permanência em órbita. Os estudos envolvem áreas como ciências da vida espacial, ciência de materiais, medicina, novas tecnologias e pesquisas sobre comportamento de fluidos em ambiente de microgravidade.
De acordo com o porta-voz da agência, Zhang Jingbo, a missão também servirá para ampliar o conhecimento sobre permanência prolongada no espaço. Entre os objetivos estão reunir dados sobre adaptação do corpo humano, testar sistemas de saúde para astronautas e permitir pesquisas contínuas em períodos mais longos.
Antes do lançamento, o integrante da tripulação Zhu Yangzhu afirmou que a operação representa mais um passo na evolução do programa espacial do país, que passou de voos curtos e individuais para missões mais longas e com equipes maiores.
