*DAVI DAMIAN
Lembrei de Kafka no “carta ao pai”, teu relato, lamento estilhaçado mas sempre em reparo sobre a filha. Teus fragmentos ainda moventes como em Bergson, em outra vida que anda e que perceba quem cerca. Carta a filha, um envio se não sabe que terá lido tal destino, mas escreveu e que isso já vale. E o que escreveu que seja lido pelo mundo. Nunca esquecer que ja fomos crianças.
*Psicanalista, Mestre e Doutor em Psicanálise pela UFRGS.
