Carnaval ….

O quadro político em SANTIAGO entra numa área de instabilidade. Paulo Rosado parece ser o mais consolidado. Está firme e sempre. Responde prontamente a imprensa, mantém sempre a cordialidade e firma-se num espectro de esquerda e centro-esquerda. Diferentemente, o candidato Miguel Bianchini parece ter recuado; pessoalmente, estou bem com ele, mas sequer visualiza as mensagens de whatsapp que a gente manda para ele. Não sei se foi o não de Guilherme Bonotto, convidado para ser seu vice que o fez recuar, sinceramente, não sei o que houve que o candidato mudou – e em muito – sua tradicional postura. Ou subiu nos saltos: para falar com ele tem que passar a filtragem pelo amigo Lucas Figueira. Ademais, ao que tudo indica, um dos maiores empresários de Santiago, certamente o que mais investe, está com malas e cuias prontas para ser vice de Paulo Rosado. Eu sei coisas que não posso contar.

Também no PP surgem grande novidades. Cláudio Cardoso já avisou que não concorre mais, vai se dedicar a Obra de Deus. Está certo, salva sua alma. O PP trava uma reflexão interna sobre o nome a vice. A carga parece se voltar para cima de Piru Gorski, eis que todos almejam que seja o vice de Tiago.

Inquérito em face de Tiago Gorski, que está na polícia federal de São Borja, agora está sob nova a coordenação de um novo delegado federal: Dr. João Lyra. Estive conversando com o delegado. Acho que agora anda.

Papa e Lula. A jogada tática

Decisão do Papa em receber Lula, fato de repercussão mundial, aguça a separação entre evangélicos e católicos no Brasil. Aliás, aguça a radicalização de ambos os lados. Até agora não sei se foi uma boa decisão. Os reflexos serão fortes no plano interno, apesar de Bolsonaro continuar crescendo nas pesquisas de avaliação do seu mandato.

É claro que a decisão foi tática dos mentores intelectuais do Vaticano e o objetiva impedir o crescimento dos evangélicos no país.

Só eu penso que o efeito poderá ser o contrário. Os evangélicos vão radicalizar ainda mais em torno de Bolsonaro e os católicos de direita ficarão cada vez mais desconfiados do Papa.

Esperemos, pois, pelo tempo, que é Senhor da Razão.

Mais militares

Existem decisões do governo Bolsonaro que eu não concordo e outras que eu concordo.

Agora, colocar um general na casa civil é uma decisão brilhante. E quanto mais militarizar o governo, melhor. Explico-me: os militares são honestos, estancaram-se os roubos no país e só quem bota medo num congresso corrupto são os generais. Os bandidos sabem que lidar com um general o furo é sempre mais embaixo. Bolsonaro acertou em cheio. Seu erro foi não ter militarizado o governo desde o início.

O povo tem confiança nas forças armadas. O povo está se lixando para democracia.

Se eu fosse o Bolsonaro, eu botava mais generais no governo. Quanto mais, melhor.