Agora, caberá à Polícia Civil investigar as circunstâncias que levaram à morte do magistrado. Ainda não há informações sobre o que teria ocorrido para o desfecho trágico do episódio. O falecimento, no entanto, vem causando grande comoção em Francisco Beltrão e no meio jurídico.

De origem paulista, Antonio Netto tinha 45 anos de idade e há pouco mais de 10 anos atuava no Sudoeste do Paraná. Dois anos atrás, quando o prefeito Cleber Fontana se licenciou, ele chegou a assumir como prefeito interino de Beltrão, ocupando por nove dias a função. Depois, recebeu uma moção de aplausos na Câmara de Vereadores pelos serviços. Além disso, ele tinha três pós-doutorados e era professor da Escola da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Emap) e de diversos outros institutos e universidades.

Morte de magistrado repercute até em Brasília

O falecimento do juiz vem repercutindo no meio jurídico. A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), por exemplo, divulgaram notas de pesar, solidarizando-se com familiares, amigos, colegas de magistratura, servidores e toda a comunidade jurídica.

“Magistrado respeitado e dedicado à prestação jurisdicional, Antonio Evangelista de Souza Netto destacou-se ao longo de sua trajetória pelo compromisso com a Justiça, pela seriedade no exercício da magistratura, pela dedicação aos estudos e ao ensino, além de sua relevante contribuição ao fortalecimento do Poder Judiciário. A magistratura brasileira perde um colega valoroso, cuja atuação foi marcada pela ética, pelo conhecimento jurídico e pelo comprometimento com a sociedade”, destacou a AMB.

Já em Brasília, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) destacou que o magistrado deixa duas filhas e a esposa.

A Corte também recordou que ele atuou no STJ como juiz auxiliar temporário na Segunda Seção. “Teve destacada passagem pelo gabinete da ministra Isabel Gallotti, onde trabalhou de novembro de 2025 a junho de 2026”.


BELTRÃO AGORA 

Já o site BELTRÃO AGORA+ 1 divulgou o que seguinte : A principal linha de investigação das autoridades aponta que o juiz Antônio Evangelista de Souza Netto cometeu suicídio.

JORNAL LIRAS DA LIBERDADE
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A morte do magistrado causou forte comoção no meio jurídico e levou à divulgação de notas oficiais de pesar por parte de instituições públicas e entidades de magistrados, além de uma intensa repercussão nas redes sociais, onde comentários especulam sobre possível automorte motivada pelo impacto do atual ambiente de restrição remuneratória imposto à magistratura por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) — hipótese para a qual, não há comprovação factual, nem oficial.