POR QUE O GOVERNO VÊ RISCO A0 PIX APÓS OS EUA CLASSIFICAREM O PCC E O PV COMO TERRORISTAS?

GLOBONEWS

O governo brasileiro vê risco ao Pix porque teme que tribunais ou autoridades dos Estados Unidos apliquem sanções unilaterais e desproporcionais contra a infraestrutura bancária nacional, sob o pretexto de que facções como o PCC e o Comando Vermelho utilizam o sistema para movimentar recursos.

Com o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”, o fórum contará com mais de 450 palestrantes de 15 países. A programação reúne autoridades dos Três Poderes do Brasil, especialistas, empresários e convidados internacionais.

Como o governo norte-americano passou a classificar oficialmente esses grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), a legislação de segurança daquele país ganha um alcance global agressivo. O Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda apontam os seguintes fatores de preocupação:

1. Punições automáticas a bancos brasileiros
  • Efeito cascata: Instituições financeiras brasileiras operam globalmente e possuem conexões diretas com o sistema financeiro dos EUA. 
  • Risco de punição: Pela lei americana, qualquer banco que processe, mesmo sem saber, transações ligadas a grupos terroristas pode sofrer sanções duras. 
  • Temor da Fazenda: O ministro da Fazenda declarou que cortes ou agências reguladoras dos EUA poderiam constranger ou punir bancos brasileiros pelo “mero fato de estarem dentro da infraestrutura” do Pix se houver relatórios de que as facções usam o sistema.
2. Má compreensão internacional do Pix
  • Interesses comerciais: Segundo o governo, o Pix é uma ferramenta de soberania nacional mal compreendida por empresas privadas estrangeiras. 
  • Perda de receita: Empresas internacionais de cartões e intermediários financeiros perderam muito lucro no Brasil com a gratuidade do Pix. 
  • Pretexto geopolítico: O governo argumenta que associar o Pix ao financiamento terrorista serve de narrativa para afetar uma inovação tecnológica brasileira que incomoda interesses econômicos externos.
3. Falta de alinhamento jurídico internacional
  • Conceito de terrorismo: Os EUA usam as listas de sanções (como a SDN da OFAC) para rastrear e bloquear bens no âmbito de sua própria Segurança Nacional.
  • Diferença legal: O Brasil classifica o PCC e o CV como organizações criminosas de caráter econômico (narcotráfico), e não como grupos terroristas (que exigem motivação ideológica, política ou religiosa sob a lei brasileira).
  • Risco de intervenção: Essa divergência faz com que o governo tema o uso de ferramentas jurídicas ou de inteligência americanas (como a CIA) para atuar diretamente sobre sistemas e empresas no Brasil de forma unilateral, atropelando a soberania do país.
Na prática, embora o Pix continue funcionando normalmente dentro do território nacional, a classificação norte-americana acendeu um alerta vermelho no setor econômico devido ao aumento nas exigências de conformidade (compliance) e rastreio de dinheiro, sob a constante ameaça de isolamento ou sanções externas às fintechs e bancos do país.

FORUM DE LISBOA COMEÇA AMANHÃ

Lisboa sedia a partir desta segunda-feira, 1º de junho (até o dia 3), a 14ª edição do Fórum de Lisboa. O tradicional encontro Brasil-Europa, promovido pelo IDP, que ocorre na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

O evento foca na “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais” e conta com a sua maior participação internacional, incluindo especialistas da Alemanha, França e EUA. Simultaneamente, a capital portuguesa recebe a programação de encerramento da FICOMEX 2026 (Feira Internacional de Comércio Exterior), na sede da ApexBrasil.

Acompanhe as transmissões e o cronograma completo no portal oficial do XIV Fórum de Lisboa.

Eu fiquei assustado com o preço do meu celular

Eu acho que todos se lembram quando eu fui depositar a pensão da NINA no BB SA e deixei meu celular a vista. Não me importei, eu sabia que meu celular era bem velhinho e valia pouco, e mais, estava pouco preocupado com celular, sempre usei só o facebook e o whatsapp.

No final do ano, um colega advogado me falou que tinha um celular sobrando e que me daria de presente. Fiquei feliz e uma tarde ele bateu aqui em casa com o tal celular.

Como eu não entendo nada de celular fiquei feliz com presente e guardei-o.

Ele tinha alguns riscos na tela, mas nada que o impedisse de operar. A verdade, a rigor, é que eu nunca me importei e nunca liguei para marcas; só decidi, agora, trocar o vidro e todos me falavam que devia ser entre 200 reais, um pouco mais, um pouco menos.

Fui até o CHICO, que é meu amigo de muitos anos e um profissional altamente competente, e perguntei quanto custava um vidro. O rapaz que trabalha com ele, olhou, olhou e fizeram as ligações. Dali um pouco, ele me disse que o vidro custava R$ 1.400,00 (um mil e quatrocentos reais).

Agradeci e achei que tinha algo muito errado com meu modesto presente.

Sem entender bem o que estava acontecendo, baixei tudo sobre o meu celular, afinal era um samsung, e eu imaginei que o preço dele fosse pouquinho.

Outro dia, perguntei ao rapaz que trabalha com o CHICO, porque o vidro era tão caro. Ele foi taxativo comigo, tá louco, esse teu samsung de 1TB é entre 14 e 16 mil reais, depende do lugar onde você o comprar.

Daí fui pesquisai na internet. Busquei a descrição do aparelho e entendi exatamente o que o rapaz me dizia. Nem eu sabia o porquê desse celular ser tão caro. Usei-o um bom tempo sem a menor noção de preço.

Agora, vou ser obrigado a cuidá-lo bem e quanto ao colega que me deu de presente, é claro, é uma pessoa rica, mas me chocou o preço do celular com 5 câmeras, aliás, câmeras que eu nem sei usar.

Mas, enfim, é a vida. Esse é o preço de ter bons amigos. Pena que eu levei meses para entender o celular que eu ganhei desse amigo e colega advogado.