HEGEMONIA E IDIOSSINCRASIAS

*JULIO CÉSAR DE LIMA PRATES

Desde que deparei-me com a obra de GASTON BACHELARD compreendi, com exata nitidez, diversos aspectos da vida humana, desde o peso do senso comum com a força dos seus juízos morais, que bloqueiam e impedem o avanço da ciência, até os obstáculos epistemológicos que impedem uma interação na vida social, posto que os tradicionais e antigos julgam-se detentores de uma verdade – que, a rigor – não existe. A verdade é apenas uma construção momentânea. Não sem razão, o sábio francês asseverou: “face à realidade, o que julgamos saber claramente, ofusca o que deveríamos saber”.

É claro que deriva-se daí o entendimento cultuado no senso comum que aquilo que muitos julgam uma verdade cristalizada, nada mais é que uma ilusão, um ofuscamento, do que esses deveriam realmente saber: que não existem verdades absolutas, que tudo é suscetível de mudança e que nenhum grupo social detêm o monopólio de todos os entendimentos sociais, embora o raciocínio valha para a economia, direito, ciência política … O máximo que as pessoas fazem é comprar um sapato novo para um casamento, embora essa prática esteja tão em desuso,  embora eu não tenha dados atualizados por classe social.

O pensamento conservador santiaguense, especialmente na política, expresso no controle político das agências locais de produção de ideologia, e aqui incluo a imprensa, é arrogante e autoritário na medida em que não aceita divergências, não sabe conviver com o contraditório, e acha-se investido messianicamente do poder de controlar tudo. É claro, pesa o dinheiro público e isso faz todos apontarem numa só linha.

Esquecem-se, justamente, que o controle é produto de circunstâncias, de construções de interesses, de pactuações, de disputa acertada de hegemonia, das imposições de inteligências e – por fim – de um somatório de interesses até difusos, mas que acabam ganhando força com uma visibilidade que transcende a generalidade do difuso e ganha uma identidade na formulação de pleitos comuns. Isso é muito presente nas classes sociais D e E de nossa sociedade.

O controle hegemônico que o PP detém na sociedade santiaguense é produto dessa unidade de circunstâncias, construções, pactuações e somatórios de interesses. E isso não é nada abstrato, pelo contrário, é tão real e concreto que saltam os olhos de um observador mais atento, especialmente a impotência e a fragilidade dos grupos opositores, que sequer sabem fazer a leitura social e política e a partir dela conceber um contraponto.

Se de um lado não existe disputa de hegemonia e reconhece-se que o PP faz política o ano inteiro, também é notório o abandono das bases, das vilas e do próprio povo. A oposição que durante o período eleitoral esteve nas vilas, agora, praticamente abandonou essa expressiva parcela da população. Se não existe o contato direto com os moradores, o que é plausível numa dimensão espacial diminuta como é Santiago, também não se disputa o campo propositivo, o que é desastre total, especialmente se notarmos que a ofensiva pepista nos bairros é ostensiva, até por força do controle da maquina. Sempre insisti e demonstrei isso no meu livro PAMPA EM PROGRESSO que a hegemonia do PP basicamente decorre da omissão da oposição em disputar tal controle, especialmente desses aparelhos que fazem a correia de transmissão com o poder municipal executivo, refiro-me ao movimento comunitário e associativo.

 

O PP é bom no controle dos programas sociais e o faz com eficácia, entretanto, é horrível no que tange as propostas no campo econômico. Mesmo com todos os indicativos que apontam o desastre total que existe no município acerca da carência de empregos e rendas, falta de um pólo industrial eficaz e pujante, até hoje; a oposição não percebeu que isso é o calcanhar de Aquiles da dominação, e não sabe fazer uma crítica e nem elaborar um programa alternativo de disputa de poder. Entra eleição e sai eleição, ficam todos gravitando em torno de lideranças  que entendem que entendem que fazer política e disputar hegemonia é coisa de nomes, nome esse, nome aquele. Com uma santa burrice dessas dando as cartas em cima de uma legitimidade pífia, apenas por serem velhos, a dominação das famílias tradicionais de Santiago tende a permanecer intacta.

São os velhos conservadores com suas práticas obsoletas que deveriam se retirar e parar de constituírem em obstáculos para o avanço do debate e disputa de hegemonia no campo das ideias.

O PP não é imbatível, quem o faz vencedor a cada pleito, é nossa própria oposição, posto que insiste em velhas fórmulas ultrapassadas de fazer política dentro de Santiago.  Também no meio rural, grassa um sentimento de abandono e seria muito fácil unir esse pessoal todo. Mas não, nada é feito, a exemplo dos sentimentos das vilas e das classes D e E de Santiago. A subjetividade desses sentimentos precisa ser captada e esse captura passa pela elaboração de uma linha discursiva que entre em sintonia com a subjetividade dos desejos e sentimentos.

Enquanto nada disso é feito, a dominação domina solta e sem edição de contraditório.

Nos anos 70 e 80 era um esbanjamento total, mas afinal eles precisavam gastar de alguma forma seu dinheiro, na época, as custas da pecuária. Santiago é um município amável, um povo dócil e hospitaleiro, temos uma posição estratégica, local alto, sem rios em roda e nisso somos altamente privilegiados, duvido quem não ame Santiago.

Eu amo Santiago, apesar de toda a discriminação que sofro.


*Autor de 6 livros, todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023.

Pós-graduado latu sensu em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).

As fúrias contra a educação brasileira

Um alerta sobre como o acesso naturalizado a conteúdos violentos e a desatenção das famílias por desvio de caráter e limites têm transformado adolescentes em jovens perversos.

Colaboração:

Ana Paola de Oliveira –

O que aconteceu na escola municipal de São José dos Campos com uma professora, em que três alunos colocaram cacos de vidro em sua garrafa d’água, não é um caso isolado. Isso acende um alerta sobre como o acesso naturalizado a conteúdos violentos e a falta de observação das famílias por possível desvio de caráter e limites têm transformado adolescentes em jovens perversos que desprezam as normas sociais.

Há a questão das diretrizes atuais das escolas. Não se pode rodar alunos e expulsá-los, são apenas suspensos ou transferidos. Professores perderam totalmente a autoridade na sala de aula. Suspensão virou prêmio. Ficam em casa, com acesso à internet para continuarem fazendo o que querem. Na sala de aula ainda existem normas a serem cumpridas e alguns não foram educados em casa para isso.

Também temos uma retórica pejorativa e inimiga da educação. Invasão de universidades públicas pelo MBL, políticos e religiosos perseguindo professores e currículos escolares. Isso é a base do fascismo. O exemplo vem de cima e, consequentemente, esses jovens se sentem no direito de fazer o que bem entendem dentro das suas escolas. É a fidelidade na agressividade, a liberdade em transgredir através do universo do crime. São todos cúmplices das barbaridades contra o sistema educacional. É uma catarse permanentemente agressiva.

Edgar Morin já trazia no livro “A Cultura de Massa do Século XX” que a exteriorização maciça e permanente jorrada pelos meios de comunicação faz com que uma criança de 8 a 16 anos tenha acesso a mais de 18 mil imagens de golpes, ferimentos, estrangulamentos e torturas. Esse dado é da segunda metade do século passado. Imaginemos hoje com o acesso livre à internet.

Dá para fazer uma analogia com o filme “Precisamos falar sobre o Kelvin”, no qual o filho mais velho de um casal, desde pequeno, começa a ter traços de psicopatia. O termo até os 18 anos é chamado de transtorno de conduta. No filme, ele não respeita a mãe, sempre a confronta, há um olhar distante, faz pequenos delitos, como sumir com o animal de estimação da irmã mais nova. A mãe começa a se preocupar com a conduta do filho, observa, mas o pai acha que não há nada de anormal.

Os traços de psicopatia sempre estão lá, mas muitas famílias deixam passar, não enxergam. O filme é uma boa comparação, pois os responsáveis pelos envolvidos em colocarem caco de vidro no copo da professora pediram, apenas, para os seus filhos serem transferidos de escola. Isso é caso de expulsão e envio à Fundação Casa para cumprirem medidas socioeducativas, pois foi tentativa clara de homicídio.

Sobre a redução da maioridade penal, não sou a favor, mas acredito que o jovem infrator deve permanecer na Fundação Casa ou Fase e, conforme a gravidade do crime, após os 18 anos, cumprir em estabelecimentos penais ou unidade experimental de saúde. Hoje um jovem infrator fica preso apenas três anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente e as Leis de Execuções Penais, se fossem cumpridas como foram idealizadas, a situação seria bem diferente.

Professores viraram para-raios de perversos. Estamos diante de um combate no qual a dita “liberdade” do pode tudo invalida constantemente a lei, as normas sociais e os princípios civilizatórios. Como canta Tom Zé, “a liberdade é traiçoeira”. Receber um não é lidar com as frustrações, afinal ninguém pode tudo. Se não aprende em casa, vai aprender na rua, e as implicações podem se transformar em mais uma grande tragédia.


Ana Paola de Oliveira é jornalista, produtora musical, mestre em comunicação e especialista em direito autoral. Produtora executiva, assessora de imprensa e curadora. Produz fonogramas e licenciamento de músicas para audiovisuais. Foi professora da ESPM nos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda. Repórter e crítica musical do Correio do Povo. Trabalhou como diretora de produção e assessora de imprensa na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Prefeitura Municipal de Porto Alegre na Usina do Gasômetro.

Recursos e petições no STJ terão que resumir fatos, pedidos e decisões

 

ALEXANDRE ÁVALO
No dia 30 de junho, o STJ publicou a Emenda Regimental nº 53/2026.
Na prática, o tribunal formalizou algo que muitos advogados ainda tratam como secundário: as petições e os recursos agora precisam apresentar, de forma explícita, um resumo dos fatos, dos pedidos, das decisões impugnadas e dos dispositivos legais invocados.
Não é apenas mais uma exigência formal.
É triagem.
A nova regra permite que o tribunal identifique com mais rapidez o que está sendo discutido, qual decisão está sendo impugnada e quais fundamentos jurídicos sustentam o recurso.
Essa exigência entra diretamente na lógica da Assessoria de Admissibilidade, Recursos Repetitivos e Relevância, responsável por analisar, antes do exame do mérito, quais recursos reúnem condições formais para serem processados.
E se soma a um movimento que o STJ já iniciou: o uso de inteligência artificial para ler petições, identificar fundamentos e apoiar a triagem dos recursos.
Ou seja, o tribunal está tornando ainda mais rápida, objetiva e padronizada a forma como decide o que avança e o que fica pelo caminho.
E aqui está o ponto que mais me preocupa.
Muitos advogados recebem um acórdão desfavorável, identificam uma tese sólida, encontram jurisprudência favorável e constroem uma peça tecnicamente bem escrita.
Mas isso nunca foi suficiente.
Agora, fica ainda mais explícito que não é.
Você pode ter razão no mérito e, mesmo assim, nunca chegar ao mérito no STJ.
O recurso pode morrer antes, em uma triagem que sequer chegou a discutir o ponto central do seu cliente.
Foi por isso que eu criei a imersão O Caminho do Mérito.
Em 3 dias ao vivo e online, vou mostrar como construir um Recurso Especial capaz de enfrentar os filtros de admissibilidade, deixando clara a questão federal, o prequestionamento, a moldura fática e o enfrentamento dos óbices que podem impedir o recurso de avançar.
Porque, com a triagem do STJ cada vez mais estruturada e mais rápida, aquilo que parece apenas um detalhe pode se tornar o motivo objetivo da inadmissão.

PAPA HEMINGWAY

Assistam esse maravilhoso filme sobre a vida de HEMINGWAY, sua rotina, seus escritos e seu suicídio. O pai de HEMINGWAY suicidou-se e sua neta, Margot Hemingway, também suicidou-se no dia do aniversário da morte de seu avô, aos 42 anos. Foi nobel de literatura.

Hemingway, Dostoiévski, Hegel e Kundera: reflexões de uma mente provinciana em SANTIAGO

*JULIO CÉSAR DE LIMA PRATES
Nesses dias prolongados  de inverno  consegui sair fora da rotina da prática jurídica, voltei-me aos problemas da nossa língua e o reencontro com a escrita e a busca de tempo para os encantadores filmes que amo. É claro, sempre pensando em minha filhinha. 
.
Assim, o primeiro filme que curti intensamente foi Hemingway & Martha. O filme é dirigido por Philip Kaufman que também dirigiu o fabuloso filme A Insustentável Leveza do Ser, adaptado do romance de Milan Kundera, de mesmo nome. Inspirado nessa velha recordação e também porque conheço um pouco a obra de Hemingway, optei por assistir Martha antes de todos. Aliás, conheci Hemingway aos 15 anos, quando tive a rara oportunidade de frequentar a biblioteca comunista na casa do saudoso Aparício Gomes da Silveira.
.
Martha, no cinema, é interpretada por Nicole Kidman, que até se sai bem…Judia, disposta a ser repórter de guerra, envolve-se com Ernest dentro de sua própria casa e ante os olhares da  sua própria esposa. 
 .
Para quem conhece um pouco da obra de Hemingway e aspectos psicológicos de sua vida, especialmente nós – americanos do sul – é fácil inferir que Philip Kaufman não foi muito feliz ao apresentar um escritor extrovertido, festivo, beberão, sedutor e altamente engajado com a política oficial de Moscou. Creio que não foi feliz nessa tentativa. 
 .
As ilações acerca das posições políticas de Hemingway com o contexto da guerra espanhola foram muito óbvias. Ademais, Hemingway não era de viver se vangloriando (parece até que Kaufman buscou inspirações santiaguenses  kkkkkk). O escritor era modesto, tímido, recatado e depressivo. Tanto, que terminou sua vida com um tiro na cabeça, em julho de 1961. É claro que os escândalos e aventuras de Hemingway são notórias, mas daí criar um perfil psicológico distinto, vai um abismo. 
 .
Creio que já estava na hora de produzirem um filme honesto sobre Ernest  Hemingway e sua atribulada vida. Esse, é centrado em Martha e deixa muito a desejar. É um bom filme, bom, mas nada que lembre A Insustentável Leveza do Ser. Fiquei um pouco frustrado. 
 .
O segundo filme que assisti, atualizando-me, OS MISERÁVEIS, inspirado na obra de Victor Hugo. Esse sim é um filme de rara qualidade, alta sensibilidade, e profundamente impactante. A história transcorre  no curso da Revolução Francesa. O personagem Jean Valjean rouba um pão para alimentar sua irmã mais nova e termina preso. As narrativas das perseguições ao ex-preso são chocantes. Ademais, existe uma boa especulação acerca do drama da readaptação de um ex-preso e sua redenção. A fotografia é demais e diria até que se trata de um filme perfeito.
.
No retorno à advocacia, sinto-me a vontade para emitir um juízo, pois noto que o dia-a-dia da advocacia embrutece, é tudo muito mecânico e não existe espaço para especulações sociológicas, psicológicas e filosóficas. É tudo muito seco, muito óbvio, muito feijão com arroz, muito formalismo preso a regras prontas e rígidas.
.
Outro dia fiquei de cara com a IA que sequer sabia o que era aporema, tive que buscar meu velho Dicionário de Filosofia, de Nicola Abaggnano, pois escrevia sobre silogismos e paralogismos. Imaginem, a IA não conhecer o mais conhecido filósofo italiano da modernidade, falecido em 1990, é uma IA burra ou mal alimentada, imagino o STJ não alimentá-la com os conceitos de Abaggnano.
.
Eu tinha uns 4 mil livros, mas aposto que perdi a conta dos que estão na rua. 99% das  pessoas que levam livros emprestados, não devolvem. Antes, não me importava em doar meus livros. Agora, mudei.  Comprava, em média, 10 a 15 livros por mês. De cada 10 livros que compro, 9 são usados. Raramente compro livros novos, exceto alguns de Direito. Mas sou sebeiro por amor e identidade.
.
Mas na semana passada fui extremamente feliz em minhas aquisições. Encontrei os volumes 1 e 2 de CRIME E CASTIGO, de Dostoiévski, capa dura, em ótimo estado de conservação, de uma coleção editada em 1979, pela Editora Abril. Da mesma coleção, no mesmo estado, encontrei também OS LUSÍADAS, de Camões, (tinha apenas uma edição de bolso), DECAMERÃO de Boccaccio e Machado de Assis (esse comprei apenas para guardar).
.
Por outro lado, recebi uma coleção de Karl May, que houvera mandado encadernar. Ficou muito boa e também isso deixou-me profundamente satisfeito. Essa coleção pertenceu ao médico e advogado Guido Emmel, de Santo Ângelo, mas estava em precário estado de conservação.
.
Assim, curti intensamente as trevas  aproveitei bem meu tempo, fugi do quotidiano massante do Direito e pude novamente compenetrar-me naquilo que eu mais gosto de fazer: lidar com meus livros, apreciar bons filmes, no almoço, e escutar música clássica, especialmente Frédéric Chopin, Mozart e Beethoven.
.
E assim vou indo, tocando a vida e vivendo em Santiago. Esses foram os dias importantes em minha vida.
.
Nossa sociedade continua sendo uma sociedade de aparências, ou, como dizia a Nina, de imagens. Aqui, a essência não tem voz e nem espaço e quem tenta ser essência logo é linchado. Somos uma mentira e uma farsa. Será que alguém percebe que quando uso os conceitos aparência e essência sou vivamente hegeliano? Hegel, Hegel, Hegel, quantas pessoas leram Hegel em nossa sociedade?
.
Ficava feliz com Nina … e – às vezes – notava-a debruçada sobre grossos livros de Harry Potter. Já é um começo. Sem questionar a literatura.
.
Casualmente, nunca tive identidade com J.K. Rowling. Outra paixão de Nina são os mangãs e Suehiro Maruo, onde ela mergulha no mundo das gueixas e samurais, embora o mérito de Maruo, com sua vasta obra sobre  o Japão, com fortes traços do expressionismo germânico e do surrealismo ( ou sobrerrealismo) de Salvador Dalí.
.
É um começo, mesmo imperceptível, embora o arbítrio tenha me afastado de minha própria filha. O problema agora é que eu sei tudo de tudo e como tudo foi tramado, armado, sei todos os pormenores e- como eu me conheço – sei que o acerto de contas será duro demais para os bandidos que se acham intocáveis, só eles se esquecem que eu sou um velho cabalista e sei usar tanto para um lado quanto para o outro. E tudo tem dois lados, até a máfia sabe disso.
.
Fiquei com medo de ferir minha psicóloga com a tônica de minha fala acerca da ética e da honra. A honra dos samurais é odiada pelas feministas de esquerda, pois consideram tudo muito machista. Mas é o paradigma de honra que mais me seduz, inclusive o harakiri (Seppuku).
.
Minhas grandes derrotas geraram-me a ideia de  não aceitar a quebra da palavra empenhada. Deriva-se daí meu conceito de honra e, honra para mim, é tudo. Admito perder tudo, menos minha honra. Esse é um aviso aos bandidos que acham que não notei tudo que foi armado contra mim, sei demais e não estou blefando sobre as mais de 6 mil páginas de ofício, frente e verso, tudo baixado de whatsapp e também de outros aplicativos.

.

Poderia ser cálido?

Assistam esse maravilhoso filme sobre a vida de HEMINGWAY, sua vida, seus escritos e seu suicídio. O pai de HEMINGWAY suicidou-se e sua neta, Margot Hemingway também suicidou-se no dia do aniversário da morte de seu avô.

MARGOT
MARGOT HEMINGWAY

—————————————————————————————-

*Autor de 6 livros, todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023.

Pós-graduado latu sensu em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).