Assombrações: eu não creio, mas elas existem

Têm uma atração mórbida pelo mal, não assumem seus próprios atos e vivem sempre da transferência de culpas, tentando responsabilizar os outros pelos seus próprios descaminhos.

Eu gostaria muito de ter um lado místico e acreditar um pouquinho em assombrações e fantasmas. Sei que elas não existem, mas sei que existe gente que age como elas. Não podem ver ninguém bem, aí elas aparecem. 

O místico e a realidade têm em comum apenas uma unicidade: ambas são derivadas dos esgotos; do misticismo, derivam-se as assombrações de almas sofredoras, que não encontraram a paz e vivem nos esgotos do invisível, sendo que, às vezes, tomam forma. Mas é tudo fantasia, mentirinha, como diria minha filha.

 Já a segunda categoria dessa espécie, são reais, tem um rosto, um CPF, um RG e CNH. Tiram uma temporada nos esgotos sociais e quando descobrem que alguém está bem, insurgem-se, metamorfoseiam-se, assumem mil faces e fazem de tudo para prejudicar a vida da pessoa. 

Só que ao invés do jogo limpo, aberto, com atos transparentes, públicos, com uma assinatura embaixo, essas assombrações agem com puerilidade, disseminando boatos, intrigas, fofocas, fazendo-se passarem por vítimas, escondendo sua inescrupulosidade e – conforme a situação – usam uma máscara social, um choramingo, conforme os desdobramentos dos fatos sociais.

Essas, certamente, são piores que as primeiras; as assombrações espirituais, apenas ilustram a fantasia do nosso imaginário. As segundas, ilustram nossa vida com sementes de ódio, de vingança e de insatisfação em ver alguém bem.

Têm uma atração mórbida pelo mal, não assumem seus próprios atos e vivem sempre da transferência de culpas, tentando responsabilizar os outros pelos seus próprios descaminhos.


 

A poligamia e a parábola das dez virgens

O evangelho muçulmano avança no Brasil, com nova orientação, novo enfoque e releituras. 

Vejam as considerações islâmicas sobre a poligamia e a mulher.

Nas leis religiosas da antiguidade, não existe nenhuma restrição quanto ao número de esposas que um homem pode ter. Todos os profetas bíblicos eram polígamos. Até na cristandade, que se tornou sinônimo da monogamia, o próprio Jesus Cristo jamais pronunciou uma palavra contra a poligamia; por outro lado, há eminentes teólogos cristãos, como Lutero, Melancton, Bucer e outros, que não teriam hesitado em concluir pela legalidade da poligamia a partir da parábola das dez virgens, contida no Evangelho de Mateus (25: 1-12), na qual Jesus Cristo prevê a possibilidade de um homem casar-se com até dez mulheres ao mesmo tempo.

Se os cristãos não querem se beneficiar da permissão que o próprio Jesus Cristo parece ter-lhes dado, a lei não está alterada por causa disso. Isto também vale para os muçulmanos, cuja lei é, além do mais, a única da história, que expressamente limita o número máximo permissível de esposas. Circunstâncias há que podem requerer o tomar outra esposa, mas o direito é garantido, de acordo com o Alcorão, somente na condição de que o marido seja escrupulosamente equânime.

Podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver entre as mulheres. Mas, se temerdes não poder ser eqüitativos para com elas, casai, então, com uma só. (4ª. Surata, versículo 3).


Na realidade, a lei muçulmana está mais perto da razão, pois ela admite a poligamia quando a própria mulher consente com tal modo de vida. O preceito não impõe a poligamia, somente a permitindo em determinados casos. Ela depende unicamente do consentimento da mulher. Isso se aplica tanto à primeira esposa, quanto à pretendida segunda.

Seria desnecessário observar que a suposta segunda mulher pode simplesmente recusar-se a casar com o homem que já tem uma esposa; pois já vimos que ninguém pode forçar uma mulher a contrair laços matrimoniais sem seu próprio consentimento. Se a mulher concorda em ser co-esposa, não é só a lei que deve ser considerada como cruel e injusta para com as mulheres, e como favorecedora somente dos homens.

Quanto à primeira esposa, o ato de poligamia depende dela, já que por ocasião do seu casamento pode exigir a aceitação, e inserção, no documento referente ao contrato nupcial, de cláusula assegurando que seu marido pratique somente a monogamia. Tal cláusula é tão válida quanto qualquer outra de um contrato legal. Se uma mulher não quiser utilizar esse seu direito, não será a legislação que a obrigará a fazê-lo. A poligamia não é a regra, e sim a exceção, com vantagens multilaterais, sociais, entre outras; e a lei islâmica tem orgulho de sua própria maleabilidade.

Fonte – Mesquita Brasil

O ataque de Lula as igrejas

Lula já começou fazendo merda. Ao atacar os evangélicos e católicos e responsabilizá-los pelo alto índice de transmissão do COVID-19, cometeu seu maior erro e foi um erro fatal.

Conseguiu com uma asneira, gerar uma antipatia coletiva de todos. Depois não entendem.

Por outro lado, ao invocar uma crítica ao neopentecostal Valdomiro Santiago, Lula demonstra total ignorância acerca da compreensão que ele e boa parte dos petistas têm acerca dos evangélicos e suas mais diferentes manifestações. Lula sequer sabe a diferença entre pentecostais e neopentecostais. Para ficar nisso. Repete o erro mais comum de todos os petistas

Os evangélicos, assim como os católicos, não representam um bloco monolítico de pensamento. E as divergências são enormes entre os vários entendimentos e /ou concepções teológicas. É só traçar um comparativo crítico entre os Batistas e os Adventistas e como ambos concebem a morte e o destino da alma.

Ademais, ao generalizar, pecou na base, pois um candidato à Presidência do Brasil, que se diga democrata, precisar respeitar o direito de credo das pessoas. Mostrou-se intolerante, cego, radical e enterrou ali seu projeto político partidário. Um desastre.

Lula é o que eu sempre disse: deixem ele falando sozinho, que sozinho ele – por si só – se enterra.