Não sei quem é mais doído, se os dirigentes do PTB, que estão negociando a adesão, ou se o próprio. Prevejo uma explosão no PTB se isso acontecer mesmo. A notícia é amplamente divulgada agora a noite.
O convívio com a intolerância … sempre
O jornalista, o escritor ou um cidadão qualquer que se expõe, através da escrita, é sempre o alvo preferido das críticas e dos ataques. Esse sempre dividi opiniões. Por isso, está sempre no epicentro dos furacões. Isso acontece aqui em Santiago, em Porto Alegre, em São Paulo, Brasília e qualquer lugar do mundo. Acompanho blogs de outros países e existem blogueiros presos, outros condenados a morte, especialmente nos países árabes. Existem escritores condenados a viverem escondidos, como é o caso de Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, cuja morte foi decretada pelos aiatolás.
Nós temos blogueiros, no Brasil, que por defenderem uma ideologia respondem a mais de 2000 processos, que é o caso do Paulo Henrique Amorin, que bateu de frente com a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário.
Processo ainda não é nada, embora seja uma enorme restrição à liberdade de expressão e manifestação de pensamento. Em história local recente, todos lembram bem o que fizeram comigo no blog do saudoso Tide Lima, postagens apócrifas, acusações de todos os lados. Meu crime: minha empresa jurídica prestava serviços para a Prefeitura administrada pelo PP. Tudo tinha nota fiscal emitida, tributos recolhidos e mesmo assim o linchamento era diário. Eu só tinha uma opção: resistir, resistir, resistir e resistir.
Recentemente, com a campanha de Guilherme enfrentei de novo a intolerância, o radicalismo de direita (no tempo do Tide eu enfrentada o radicalismo de esquerda).
Um grupo da oposição local precisa ter ramificações nas bases populares, é preciso adotar práticas de esquerdas na busca do controle da hegemonia da sociedade santiaguense, daí ser imprescindível a presença do setor esquerda do PDT, PSOL, PSB e PT.
Soube de uma decisão de um grupo de petistas locais. Iniciar um trabalho de base desde logo, voltar-se aos sindicatos e associações de moradores. Voltar a reconstruir o PT nas velhas bases. Conclusão: a oposição ao PP já se rearticula dividida, embora o mérito do Bianchini de uni-la. Um lado, à esquerda; outro lado, à direita.
Durante o pleito, quando eu dizia que o PP estava forte nas classes C, D e E eu era quase linchado pela intolerância. Certa tarde, um amigo, Flávio de Almeida Medeiros, que mora na Rua Marechal Deodoro 430, em Santiago, esteve no comitê do Guilherme atrás de mim. Ele queria falar sobre uma Pesquisa na Bossoroca.
Sabe o que disseram para ele:
– Nós corremos o Júlio Prates daqui.
Esse é o pensamento intolerante, radical, boçal, pois quem protagonizou a candidatura de Guilherme, quem peitou todos os grandes enfrentamentos com o PP, sozinho, fui eu. Não houve coadjuvantes, apenas eu. Só que monitorando a situação com Pesquisas, essas indicavam Tiago na frente. E eles ficam furiosos comigo. Eu era o pessimista, o negativista. É claro, que essas pessoas intolerantes não sabem reconhecer o papel de um sociólogo especialista em Pesquisas Eleitorais.
Na prática, não era nada disso. Eu era apenas honesto em passar a realidade que os entrevistadores colhiam na pesquisa de campo. Todas as pesquisas que eu realizei, desde janeiro, em todas, em termos absolutos, Tiago sempre aparecia acima dos 50%, sem exceção. A culpa era minha?
Esse exemplo sintetiza bem a extensão da intolerância e de não sabermos conviver com o contraditório.
Eu terminei dois romances, cujos originais estão com minha sobrinha, em São Paulo. Estou produzindo um material sobre alienação parental por dentro do aparelho do Estado, antemão sei da imensa dor de cabeça que arrumarei, mas o assunto precisa ser levantado, documentado e provado.









