Ministério Público pede que Tribunal de Contas da União bloqueie bens de Moro por suspeita de sonegação

FONTE – Correio do Povo (FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP).

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Rocha Furtado, pediu que a Corte bloqueie os bens do pré-candidato à Presidência Sergio Moro (Podemos) por causa de indícios de sonegação fiscal no período em que trabalhou para a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal.

Furtado alegou inconsistência nas informações sobre os contratos firmados por Moro com a Alvarez & Marsal que foram apresentadas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e pediu a íntegra dos documentos dos contratos.

Segundo ele, essa “seria a única forma de comprovar a remuneração pactuada, já que os recibos isolados (além de inconclusivos no caso dos emitidos nos EUA) provam os valores neles registrados, mas não a inexistência de outros, referentes a verbas da mesma ou de outra natureza”

Surge uma nova variante do HIV, matéria publicada na Revista Science

Uma nova variante do vírus HIV descrita como “altamente virulenta” foi descoberta por cientistas da Universidade de Oxford. O artigo foi publicado na quinta-feira na revista científica Science. Batizada como “variante VB”, abreviação em inglês para “variante virulenta do subtipo B”, ela demonstrou ser capaz de levar a uma maior carga viral no sangue em comparação com outros tipos do vírus; de ser mais transmissível; e de diminuir mais rapidamente as células de defesa do corpo. FONTE – BLOG POLÍBIO BRAGA

Advogado e jornalista, por que a região discrimina tanto

Lasier Martins trabalhava na RBS, como jornalista, e advogava, antes de ser senador.

Lauro Quadros, da mesma forma.

O saudoso Paulo Santana, após deixar de ser delegado, seguiu na advocacia e na imprensa.

Gustavo Vitorino, jornalista da Rede Pampa, que inclusive é membro da direção estadual da OAB-RS, nunca deixou de trabalhar na Rede Pampa, onde participa do programa Pampa Atualidade.  O mesmo exemplo vale para o jornalista, advogado e blogueiro Políbio Braga.

No eixo Rio-SP são inúmeros os jornalistas que também advogam, sendo a mais notória delas a jornalista e advogada Gabriela Prioli.

Eu mesmo conheci o advogado e desembargador Ruy Gessinger, fazendo uma cobertura jornalística para a Rede Pampa, aqui na Praça de Santiago.

Não vamos longe, o próprio ex-juiz e atualmente advogado Sérgio Moro é também colunista no site Antagonista. Exerce a advocacia e o jornalismo remunerado.

Eu sou jornalista, tenho registro na DRt-RS sob número 11.175 e exerço o jornalismo há mais de 40 anos. Também sou advogado. A OAB-RS nunca questionou o exercício de ambas as profissões. O problema maior, por incrível que pareça, parte de alguns setores da sociedade santiaguense que alegam que não me reconhecem como jornalista por eu ser advogado, inscrito na OAB do Rio Grande do Sul. Mais uma discriminação odiosa.

Tenho um órgão de imprensa, legalizado, com CNPJ, matrícula no Cartório de Registros Especiais, NIRE, em suma, tudo legalizado e afora meu órgão ser legalizado, eu próprio sou legalizado e reconhecido pelo Estado como jornalista, inscrito com matrícula própria e tudo mais. Meu blog é totalmente legalizado, tanto que recebo pagamentos de verbas federais todos os meses por minha atividade jornalística.

Gostem ou não, continuarei exercendo ambas as profissões. É meu trabalho e como eu me sustento e sustento minha filhinha.

Reflitam, os boicotadores.

A origem de Jesus, filho de Deus, e outras reflexões sobre o poder divino e o governo em nome de Deus

Em respeito aos cristãos, que sequer sabem por que se dizem cristãos, vou tentar contextualizar o assunto sob 2 enfoques: 1 – de ciência política e o outro 2 – sob o enfoque da sociologia das religiões e demografia.

Quanto anos mesmo tem o cristianismo? Dois mil e alguma coisinha. Isso não é nada, em termos históricos, se pensarmos que os primatas têm 32 milhões de anos. Da mesma forma, se pensarmos que o a evolução do homo habilis, que deu origem ao homo erectus (homem em pé) tem cerca de 2 milhões de anos. Aliás, desses 2 milhões de anos até 15 mil anos atrás a Terra viveu a era glacial, ou como muito dizem, a era do gelo. E é do frio que surge o homem de neanderthal, uma evolução do homo erectus. É sabido, ademais, que o homem de neanderthal travou relacionamento com outra espécie mais evoluída, o homo sapiens (nós aí ó) que surgimos – mais ou menos na região da África, há cerca de 200 mil anos.

As primeiras organizações sociais, rudimentares, viviam da caça e da coleta, em bandos, pegando raízes, às vezes pescando…E em busca dos alimentos, os homens eram nômades.

Um detalhe importantíssimo, e que muitos desconhecem, é que a agricultura foi responsável pela fixação do homem num determinado local. E a agricultura surgiu, mais ou menos, há cerca de 10 mil anos atrás, na Mesopotâmia.

É a partir desse período de fixação e paragem que começa uma história interessante na escolha do líder de uma determinada organização social. É claro que o assunto é bem anterior. Mas é importante entender que critérios norteavam essas escolhas. O líder (rei, faraó…o nome aqui não importa) já foi o mais bravo e o mais guerreiro. Já foi o mais sensato e mais ancião.

A ciência política trabalha com detalhes essa origem de escolha e eventual aceitação e/ou contestação. Registra-se que o escolhido, primeiramente forte, belo e esbelto, deveria morrer pelo bem na nação, da tribo … assim, a ele era dado o direito de viver um certo tempo, digamos que fosse um ano, em regalias, com direito a virgens para deflorar, com direito a fartura de alimentos…provavelmente bebidas. Era um rei que reinava por curto espaço de tempo. Depois, era sacrificado.

Com o passar dos anos, os escolhidos para morrer em nome dos deuses, foram organizando sua corte, sua burocracia e – ao invés de morrer em nome dos deuses – conceberam uma teoria de que podiam era governar em nome dos deuses. (Nem vou entrar aqui em monoteísmo ou politeísmo e nem origem do Estado) Mas a origem do poder divino dos reis vem dessa construção discursiva e dessa formulação teórica. É claro que com o passar dos anos tudo foi se aperfeiçoando, foram sendo criadas grandes cortes, é lembrar as cortes egípcias, por exemplo.

E assim “perpetuou-se” o entendimento de que os faraós, os reis … governavam em nome dos Deuses. Pronto. Esse entendimento fez escola e passou a ser aceito ao longo de milhares de anos.

Os judeus, hábeis e inteligentes como sempre, vivendo na opressão, na escravidão…resolveram inverter essa construção discursiva e essa formulação teórica. Para contrapor aos faraós que diziam governar em nome de Deus, os judeus inventaram uma outra história, qual seja, “o nosso rei, o rei dos judeus, vai ser o próprio filho de Deus…nada de governar em nome de Deus”.

Do ponto de vista de uma formulação teórica, isso é fantástico. O nosso rei ta vindo aí e é filho de Deus.

E assim nasceu Jesus Cristo, um judeu, filho de judeu, que pregava para os judeus …

Saulo de Tarso, que também era judeu, (os cristãos falam em Paulo de Tarso) foi quem deu uma reinterpretada na formulação teórica de cristo e abriu o leque da salvação (judia) para todos os povos ímpios que o aceitassem.

Os judeus não esperavam que Jesus Cristo fosse um pacifista, um pregador do amor, eles queriam a guerra, o confronto com os faraós, a insurreição…Cristo não era o rei que os judeus esperavam.

O catolicismo, assim, nesse contexto, é um penduricalho do judaísmo, como o protestantismo.

Agora, cá entre nós, que mal tem algum ateu concordar com os pressupostos teóricos da doutrina cristã, como a solidariedade, a igualdade, o amor, o respeito e a irmandade entre as pessoas? Eu acredito que Jesus Cristo tenha existido, foi um homem normal, como qualquer outro, só foi um líder político, só isso. Essa história de que é o filho de Deus, bem, essa história fica condicionado ao tamanho da crença de cada um e dos limites cerebrais. Eu acredito em papai noel. Outros acreditam em despachos de saravas, outros em orações evangélicas, outros em karma…

A população mundial, hoje, é de aproximadamente 8 bilhões de pessoas. Só o islamismo já bate na casa dos 2 bilhões de pessoas. E temos gente pra caramba seguindo o Confucionismo, o Taoísmo, o hinduísmo, o budismo, o xintoísmo … O problema é que cada um deles acha que suas verdades são as únicas que existem no planeta (isso é olhar o mundo a partir do nosso próprio umbigo).

A vida não é assim, gente. É burro achar que só a gente é que sabe das coisas e que todos os outros estão errados. A essência do fundamentalismo no mundo é esse mal de cada qual achar que suas verdades são universais, prontas e concluídas.

Nós conhecemos muito pouco. De um modo em geral, todos somos ignorantes. O mistério da vida é muito mais complexo do que a “síntese” que as religiões querem lhe atribuir. Não existe uma Verdade universal, única e absoluta. Nós é que criamos o absoluto e fizemos o absoluto absoluto. Mas esse absoluto não é uma mera criação humana?

Assim é tudo na vida social. Acreditamos no que nos dizem. Os evangélicos acreditam nos pastores. Os católicos acreditam nos padres. Os espíritas acreditam em seus pregadores. O pessoal da umbanda acredita nos pais de santos, nos caboclos, pretos velhos. E assim vamos indo. Eu procuro acreditar na ciência, por isso eu leio, por isso eu invisto o que ganho em livros e na busca de informação. Mas me acho pobrezinho, pequeno, limitado…queria saber mais.

Acredito que o conhecimento liberta.

Busco e sou curioso. Só isso.