Eis minha sugestão para os bons apreciadores da sétima arte.
1 – Balada de Narayama
2 – Dersu Uzala
3 – Os irmãos karamazov

Jornalista
2 – Dersu Uzala
3 – Os irmãos karamazov
Santiago precisa ser mais crítico acerca da cultura do ufanismo. A REALIDADE dos fatos, sem o mascaramento, sem o véu ideológico, aproxima-nos da verdade, do convívio sincero do que é como está, sem necessidade de manipulação ou criação de inverdades em cima dos fatos sociais.
A consequência desse culto ao irreal, dessa ação manipuladora da realidade, é a formação de uma massa acrítica, alienada e suscetível de ser conduzida pelo efeito manada. Se somos uma cidade educadora, a criticidade devia ser nossa palavra de ordem, pari passu à rejeição aos embustes, que devem ser identificados onde se gestam, como se gestam e porque se gestam.
Enfrentar a dominação, estabelecer a resistência, seja no espaço que for, deve ser a missão dos não covardes. Missão, bem compreendido, é o compromisso altivo de cada um de nós diante da vida, na busca dos nossos sonhos. Esse é o legado mais honrado, para todos nós, diante da História, que é sempre produto da INTERVENÇÃO de cada um de nós, seja por nossa ação, seja por nossa omissão.
É triste a submissão, a covardia, o andar agachado, a falta de altivez, isso demonstra, em última instância, a falta de caráter. Os perseguidores e as perseguidoras já têm seu lugar reservado na história da infâmia, aliás, no lixo da história, pois os momentos passam e novos fatos se engendram na emergência da realidade social, gerando um somatório que – no final – será o cômputo da ação de nossas vidas.
Manipuladores e perseguidoras, unidos, o fio tênue que os separa é facilmente identificado, mesmo que finjam estarem em campos distintos.
Fiel ao propósito de intervir no debate político da cidade, saímos de sola atacando o lixão da Bonatto (e também veio o primeiro processo, embora eu os colecionasse no Expresso Ilustrado), os casos de doenças oriundos desse, os problemas sociais que se derivavam dessa condição imposta aos moradores e tivemos a felicidade de sensibilizar – aos poucos – nossos agentes políticos, que foram compreendendo a força dos argumentos e a essência de nossa proposta.
A partir daí o Jornal nunca mais parou nesse propósito político, redefiniu-se várias vezes, deu nome ao primeiro veículo on line de Santiago – a horaonline – feito por Luciano Barreto e esse blogueiro, com um domínio próprio aqui de Santiagonet, lançado em março de 2000. Com a pouca adesão a esse tipo de jornalismo digital, numa época em que pouquíssimas pessoas tinham internet em Santiago, o jornal on line durou apenas 2 anos e foi substituído, em 2002, pelo meu primeiro blog juliocesarprates.blogspot. Como naquela época o BLOGGER só aceitava até 1.000 postagens, era necessário criar um blog novo uma vez por ano.
Assim, nosso protagonismo jornalístico em Santiago e região foi se consolidando, partiu do papel para a vertente digital e ainda segue fiel ao propósito de textos opinativos, interpretando os fatos e avesso a política de publicar a notícia pela notícia.