Chuva e essa palhaçada de carnaval, deixo sugestões de bons filmes

Eis minha sugestão para os bons apreciadores da sétima arte.

1 – Balada de Narayama

2 – Dersu Uzala

3 – Os irmãos karamazov

4 – Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski – Episódio 1 – BBC 2002

5 – Fausto – Goethe 

6 – O Estrangeiro  –  Camus

Quem quiser, eu conto a história dos livros e o enredo dos filmes.

Aos perseguidores, a História já reservou seus lugares no lixo da história

Santiago precisa ser mais crítico acerca da cultura do ufanismo. A REALIDADE dos fatos, sem o mascaramento, sem o véu ideológico, aproxima-nos da verdade, do convívio sincero do que é como está, sem necessidade de manipulação ou criação de inverdades em cima dos fatos sociais.

A consequência desse culto ao irreal, dessa ação manipuladora da realidade, é a formação de uma massa acrítica, alienada e suscetível de ser conduzida pelo efeito manada. Se somos uma cidade educadora, a criticidade devia ser nossa palavra de ordem, pari passu à rejeição aos embustes, que devem ser identificados onde se gestam, como se gestam e porque se gestam.

Enfrentar a dominação, estabelecer a resistência, seja no espaço que for, deve ser a missão dos não covardes. Missão, bem compreendido, é o compromisso altivo de cada um de nós diante da vida, na busca dos nossos sonhos. Esse é o legado mais honrado, para todos nós, diante da História, que é sempre produto da INTERVENÇÃO de cada um de nós, seja por nossa ação, seja por nossa omissão.

É triste a submissão, a covardia, o andar agachado, a falta de altivez, isso demonstra, em última instância, a falta de caráter. Os perseguidores e as perseguidoras já têm seu lugar reservado na história da infâmia, aliás, no lixo da história, pois os momentos passam e novos fatos se engendram na emergência da realidade social, gerando um somatório que – no final – será o cômputo da ação de nossas vidas.

Manipuladores e perseguidoras, unidos, o fio tênue que os separa é facilmente identificado, mesmo que finjam estarem em campos distintos.

1° de Maio de 1997 nascia o Jornal A Hora

Dia 1° de maio de 1997. Circulava pela primeira vez, em Santiago, a primeira tiragem do Jornal A Hora, com 2.000 exemplares. A data é sugestiva.
A proposta era clara,  textos longos e opinativos, poucas ilustrações e circulação restrita; nasceu diferente dos jornais tradicionais, apostou na essência, no conteúdo e não foi indiferente frente a sociedade santiaguense e regional.A manchete do primeiro número dava o tom:“Santiago: a estética de uma sociedade contraditória”. A seguir, uma longa matéria de minha autoria sobre o deslocamento do eixo campo-cidade que fez emergir um forte proletariado urbano e ocasiona a formação de grandes bolsões de miséria. O primeiro texto discutia a proliferação de vilas, o inchaço habitacional e as novas demandas oriundas da urbanização forçada e semi-espontânea em face de novas conjunturas econômicas, tecnológicas e políticas.Também, nesse primeiro número, publicamos uma longa matéria, intitulada “Excertos para entender o neoliberalismo” e demontramos com argumentos bastante didáticos o que eram essas propostas e como elas se constituiam, trazendo luzes e entendimentos para uma sociedade.E nossa primeira Pesquisa foi exatamente sobre clonagem humana e como os santiaguenses se posicionavam diante do assunto.

Fiel ao propósito de intervir no debate político da cidade, saímos de sola atacando o lixão da Bonatto (e também veio o primeiro processo, embora eu os colecionasse no Expresso Ilustrado), os casos de doenças oriundos desse, os problemas sociais que se derivavam dessa condição imposta aos moradores e tivemos a felicidade de sensibilizar – aos poucos – nossos agentes políticos, que foram compreendendo a força dos argumentos e a essência de nossa proposta.

A partir daí o Jornal nunca mais parou nesse propósito político, redefiniu-se várias vezes, deu nome ao primeiro veículo on line de Santiago – a horaonline – feito por Luciano Barreto e esse blogueiro, com um domínio próprio aqui de Santiagonet, lançado em março de 2000. Com a pouca adesão a esse tipo de jornalismo digital, numa época em que pouquíssimas pessoas tinham internet em Santiago, o jornal on line durou apenas 2 anos e foi substituído, em 2002, pelo meu primeiro blog juliocesarprates.blogspot. Como naquela época o BLOGGER só aceitava até 1.000 postagens, era necessário criar um blog novo uma vez por ano.

Assim, nosso protagonismo jornalístico em Santiago e região foi se consolidando, partiu do papel para a vertente digital e ainda segue fiel ao propósito de textos opinativos, interpretando os fatos e avesso a política de publicar a notícia pela notícia.

Todos os processadores de jornalistas a eles reservei um lugar bastante digno na história, aguardem meu livro onde vou contar tudo e imortalizar algumas pessoas.