Em artigo no The New York Times, de Carl Zimmer, é anunciado o aparecimento de uma nova CEPA do coronavírus, a Deltacron, que é uma mistura do ômicron com a delta, só com letalidade bem mais agressiva.
Para todos nós que achávamos o fim estava próximo com a ÔMICRON, o surgimento dessa cepa coloca a comunidade científica mundial em alerta, pois os vírus são recombinantes. França, Holanda e Dinamarca são os países mais atingidos, até agora.
O pesadelo prosseguirá.
Apesar de trágico, vão largar do pé do Putin um pouco…
As críticas do Araponga ao Diretor do IPE, até então, Júlio Ruivo, podem até passar ideia de uma posição autônoma. Mas não. A sintonia do pessoal do JEI com o Executivo Municipal do PP é muito grande. Júlio Ruivo anda sozinho e não tem a aquiescência do gabinete do prefeito Tiago, que só finge que o apóia, mas – na prática – não o apóia. Júlio Ruivo não tem cacife para correr por fora, tipo ir para o PSD, como Ana Amélia Lemes fez. Isolado dentro do PP, Júlio Ruivo corre o risco de sequer passar na convenção.
Eu imaginei, num primeiro momento, que o grupo de Tiago e os seus até fingiriam um apoio. Hoje, nem nisso mais eu acredito. Júlio Ruivo sabe que criou um monstro e o grupo do Tiago sabe que se deixarem Ruivo passar, convenção e uma eventual vitória do Ruivo a deputado estadual, é o fim do grupo que está com Tiago.
Por uma questão de sobrevivência, o grupo de Tiago precisa fazer qualquer coisa contra Ruivo, para ferrar com Ruivo.
Ruivo demonstrou uma ingenuidade primária até aqui. Acreditar no Tiago é o equivalente a uma criança que acredita em coelho de Páscoa. E Ruivo até acreditou.
Eu converso com alguns caciques do PP e todos são receosos quanto ao futuro. O problema é que Ruivo tem um pequeno grupo (seu) e sem expressão, ao passo que Tiago aparelhou todo o diretório e joga muito melhor que Ruivo.
Quando eu anunciei que Ruivo poderia ir ao PSD é porque as lideranças maiores realmente acreditavam nisso, como fez Ana Amélia, hoje.
Ruivo tem peso, mas não tem força partidária. É um homem altamente preparado, certamente um dos melhores quadros do PP estadual, é honestíssimo e sua vida privada é intocável. Até deu uns pulinhos fora, mas isso até o sociedade aceita. Não é candidato a santo.
Agora Ruivo terá que traçar bem seu destino. Se continuar no PP, corre sérios riscos. Se pular fora, corre outros riscos mais sérios ainda. Ruivo foi ingênuo demais ao imaginar que poderia criar asas, é óbvio que o staff dominante de Tiago não o permite e muito menos o grupo dos Peixotos. Nenhum dos grupos dominantes do PP lhe é simpático.
Por outro lado, Ruivo sabe o que é botar uma candidatura na rua sem a máquina do PP. Não vai além da ponte do Rio Rosário.
O ideal seria ele criar coragem, ir para o Republicanos com Marcelo Brum. Aí talvez se elegesse deputado estaudal.
É um pena tudo isso. Eu gosto muito do Ruivo, mas só ele não vê que está sendo fritado e o araponga lascou mais uma hoje, obviamente, que com o aval do gabinete. Jamais o araponga agiria sem o consenso do staff, que é Éldrio e tudo passa pelas mãos do Tiago. É claro que o Ruivo não está morto, é novo, tem bela formação, mas precisa se reconstruir com forças fora do staff.
Existem bastidores que as pessoas não sabem. O Ruivo teria tudo para ter assumido como chefe de gabinete do deputado. Fui eu mesmo que lhe fiz a proposta. Ele não aceitou. Preferiu ficar à deriva, e hoje está a margem. Considerando suas qualidades, é uma lástima a forma como foi destruído.
Se ele quiser, pode fechar conosco … é só ele me mandar um sinal verde e ele sai de prefeito em 2024. Não sei se ganha, mas dá para tentar. É impossível que alguém não vá sobreviver fora da máquina do PP.
A política santiaguense tende a demonstrar um velho filme no embate Bianchini x Ruivo, filme, aliás, já notado na eleição passada e onde Ruivo levará ligeira vantagem. Talvez dentro da cidade, devido a força do PP, Ruivo até leve alguma vantagem, mas na região Bianchini está fazendo um trabalho quieto e eficaz. E bota trabalho.
Bianchini é Bolsonaro.
Ruivo – em sua intimidade – vai de Lula, mesmo que não possa tornar público tudo isso. Pessoalmente, eu não creio que Ruivo vá de Eduardo Leite, embora no embate ao Senado ele até possa trafegar com Ana Amélia Lemos
Resta saber ao governo do Estado, como se comportarão? Bianchini irá de Ônix, não irá de Heinze. Ruivo, pelo menos – aparentemente – irá de Heinze, embora a dívida de gratidão com quem o levou para Diretor do IPE.
Certamente, o pragmatismo do PP saberá criar contorcionismos malabarísticos capazes de dar vazão ao voo do pepista (que é petista na intimidade).
Já Bianchini, na intimidade, é explícito e não esconde mais seus amores por Bolsonaro e Mourão. Amor político, bem explicado, porque na vida real é macho alfa.
Eu sei o quanto o PP é forte em Santiago, mas sinto que Bianchini está com muita força na região. E o PP está cheio de trairagens. Bianchini corre solto, livre dessas amarras invisíveis que atam Ruivo.
O ataque da guarda revolucionária do Irã contra bases dos EEUU, ontem, no Iraque, em Erbil, trás embutido, em si mesmo, algumas reflexões subjacentes. Em março de 2003 os EEUU e o Reino Unido, convenceram à opinião pública mundial de que o Iraque, de Saddam Hussein, tinha fábricas de armas químicas de destruição em massa. Então, invadiram o país, enforcaram seu presidente e mataram seus filhos.
Coronel norte-americano Douglas Macgregor sobre os fatos da operação militar russa na Ucrânia. Fox Business.
Invadiram um país livre, autônomo e soberano e ninguém da grande mídia gritou contra os americanos.
Esse ataque mostra que o Iraque permanece ocupado por bases americanas até hoje, desde a invasão em março de 2003!
Engraçado, ninguém acusa os EEUU de violador da soberania de países livres.
E foi só o Iraque que os EEUU invadiram?
Começemos pelos anos 1890 …
Vejamos: em 1893, invadiram o Reino do Havaí. Em 1898 invadiram Cuba e Porto Rico (vejamos que esse invasão é bem anterior a invasão da baía dos porcos). Em 1899, foi invadida as Felipinas,
Mas continuemos com o elenco de países invadidos, direta ou indiretamente, pelos EEUU, a título de ilustração. Vamos os anos de 1900.
Em 1903 os EEUU invadiram o Panamá.
De 1900 a 1920, foi Honduras.
De 1912–1933, foi a Nicarágua.
De 1915 a 1934, foi o Haiti.
De 1916 a 1924, foi a República Dominicana.
Em 1918 os EEUU invadiu a Rússia, com mais 270 mil soldados e tropas da Europa e do Japão. Vejam que até a Rússia já foi invadida pelos americanos.
Em 1941, o país invadido pelos EEUU foi o Pananá.
Entre 1945 e 1950, foi a Coréia do Sul.
Entre 1946 e 1949, foi a China.
Entre 1946 a 1949, foi a Grécia.
Em 1947, logo após o término da II Guerra Mundial, a Itália foi o próximo país e tal ocupação e intervenção durou até meados dos anos de 1970.
Em 1949, Síria.
Em 1952, Egito.
Em 1953, foi o Irã.
Em 1954, foi a vez a Guatemala.
Tentativas de golpes armados e patrocinados pela CIA na Síria, 1956, Operação Straggle e em 1957, Operação Wappen.
Na Indonésia, em 1957 a 1959, mais golpes fracassados patrocinados pela CIA.
Em 1958, os EEUU invadiram o Líbano. E em 1959, foi a primeira intervenção no Iraque, que foi novamente invadido em 1963, em 2000 e, novamente, em 2003, a pretexto de combateram armas químicas de destruição em massa.
Em 1960, as vítimas foram o Congo e o Laos. No mesmo ano os EEUU patrocinam a invasão de Cuba. E em 1961, foi a República Dominicana, outra vez. Logo a seguir, em 1963, começaram as ações no Vietnã, que culminou com um vergonhoso fracasso.
A República Dominicana volta a ser vítima do imperialismo americano entre 1965 e 1966.
A Indonésia foi a vítima de 1965 a 1967.
Em 1967, a Grécia volta a ser vítima do imperialismo americano.
Em 1971, começa a orgia imperialista na Bolívia, apoiando o golpe do general Hugo Banzer.
Em 1972, começa outro golpe americano no Iraque, dessa vez apoiando os curdos e isso se estende até 1975. Sabendo disso fica fácil entender a ira de Saddan contra os curdos.
Em 1973, os EEUU derrubam e assassinam o presidente constitucional do Chile, de Salvador Allende. O poder é entregue ao general golpista Augusto Pinochet.
Dentre 1979 a 1989 começa o período das incursões americanas no Afeganistão, um país sem controle até nossos dias.
A partir de 1980/1989, na Polônia, existe um período em eu vivenciei muito bem e até hoje me sinto massa de manobra por ter usado camisetas em nome do SOLIDARIEDADE, certamente um dos grandes erros de minha vida. Até hoje a Polônia não se encontrou, é só ver que dias atrás tentou manipular com os EEUU e a Alemanha contra a Rússia.
Em 1980 a 1992, em El Salvador, outro período que eu conheço bem, especialmente pela Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, período muito rico em produção de textos e materiais analíticos. Não tínhamos internet naquela época, mas os jornais vinham com abundantes materiais (didáticos e explicativos). De 1982 a 1990 foi o período em que, na Nicarágua, todo o jovem politizado brasileiro lutava contra os CONTRAS, fomentados pelos EEUU. Nesse período eram frequentes as viagens de jovens gaúchos para colher café na Nicarágua, onde vale lembrar o atual prefeito de São Sepé, João Luiz Vargas. Em 1983, os EEUU invadem Granada e, em 1989, invadem o Panamá (mais uma vez).
De 1991 a 2000 os EEUU começam suas incursões até no Kuwait e também, nova-novamente, no Iraque. Sendo que no Iraque se segue em 2003 até quando os americanos assassinam o presidente Saddan Hussein enforcado. Em 1997 os EEUU derrubam o presidente da Indonésia, Suharto e no ano 2000 começam suas estrepolias na Iuguslávia, financiando eleições, sabotando governos não alinhados com os EEUU.
Quem acha que a Rússia atual é imperialista, que me apresente a lista de países invadidos pela federação russa? Não estou falando da URSS.
Alguém têm dúvidas de que os EEUU tornaram-se ricos às custas da pilhagem, do roubo de tecnologia e da interferência na autonomia é auto-determinação dos povos?
Agora, cá entre nós, se acham tão fácil vociferar contra a Rússia e Putin, por que não invadem a Rússia e não socorrem a Ucrânia?
Triste sina da Universidade Luterana do Brasil, que já foi um dos símbolos da pujança do ensino superior privado em nosso Estado. Devendo 9 bilhões e sem recursos para quitar essa dívida, foi vendida a Rede Particular Evolua de Educação, de São Paulo.
A crise do ensino superior tradicional é explícita, pois foi afetada pelo ensino virtual, pelas universidades públicas do governo do PT e pela crise que se abate, há anos, sobre o ensino superior e médio privados do nosso país. Hoje, o ensino privado no Brasil sobrevive graças a exploração da educação infantil e de adolescentes, pois no ensino superior não houve exceções.
Paupérrimo o debate em nossa cidade, como se a crise não fizesse parte de todos nós.
O debate sobre o futuro da URI é urgente em Santiago e região.