Esclarecendo
Atendendo pedido do amigo Miguel Bianchini, que não gostaria de ver sua ação exposta antes de qualquer decisão judicial, retirei-a, a seu pedido.
Desejo a ele boa sorte e sucesso nessa nova fase, pois ele me disse que deseja boas relações com a administração municipal. Como a ação é de novembro de 2021, disse-lhe que retiraria a ação, respeitosamente, a sua vontade.
Peço desculpas aos leitores e a ele.
Júlio Prates
Sobre o Pedido de PIX
Todos os veículos de imprensa pedem auxílio para sua manutenção, desde o poderoso Brasil 247, ao nosso conterrâneo Leudo Costa, titular de um canal potente em Porto Alegre, passando pelo Professor da USP, Paulo Giraldelli, todos, todos, todos, sem exceções, pedem auxílio de seus leitores, quem conheçe a blogosfera e os youtubers nacionais sabem como funcionam os canais que não tem patrocínios oficiais.
Tive que retirar a postagem dado as ofensas que foram postadas, agressões contra minha pessoa, ofensas ao deputado Marcelo Brum e quero dizer que pedir um auxílio não é crime, é um ato de solidariedade e humildade, e todos os canais do Brasil e do mundo fazem isso.
Pessoas de direita e de esquerda, petistas e bolsonaristas, para a manutenção de seus canais, socorrem-se de pedidos de doações de seus leitores. Nunca recebi “dinheiro sujo de pastores”, como foi dito, aliás, nunca recebi um centavo de pastor algum.
Sou um advogado, mas sou pobre, nunca deixei de atender uma pessoa por dinheiro e boa parte de minhas ações são pro bonno, sem cobrar, e não existe impedimento de eu fazer isso.
Por fim, agradeço a grandeza de pessoas que compreenderam e compreendem o significado da solidariedade para com quem escreve e produz textos para a reflexão coletiva.
Mas vou seguir minha luta. Impossível não me defender.
Prefeito Tiago Gorski pede a penhora dos móveis de minha casa. Páginas públicas do processo 064.118.0002871-6
Dos poderes constituídos e a legitimidade – Parte 1
Estudei muito os clássicos de ciência política. Aliás, embora advogado, estudei no curso de ciências sociais, as disciplinas de ciências políticas, isoladamente. Foi ali que tive contato com as teorias de Montesquieu e a divisão dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário). É claro, sempre vamos nas raízes de John Locke e seu aflorado iluminismo.
Anos depois, no curso de Direito, especialmente estudando Direito Constitucional, Teoria Geral do Estado … somei os conhecimentos adquiridos numa área (ciências sociais/sociologia) com outra (Direito). O somatório desses conhecimentos permitiu-me entender – ao lado de outros ramos do Direito – o funcionamento do Estado, origens, desenvolvimento e estágios atuais, desde as formas e sistemas de governos, até a compreensão mais ampla da legitimação que um dos elementos constitutivos do Estado – o povo – concebe aos seus governantes.
É claro, a ciência política levou-me de Maquiavel a Gaetano Mosca, pois o estudo do poder, seu exercício e suas formas de legitimação, são imprescindíveis para entender o Estado em seu núcleo essencial.
Durante muitos anos, confesso, fui defensor da democracia como um valor universal. É claro, com um Estado controlado pelos três poderes harmônicos e independentes entre si.
Em 1998, entrevistando o Juiz de Direito Vanderlei Deolindo, levantei para ele, em conversa fora da entrevista, sobre a legitimidade do poder judiciário.
Sigo em outro artigo, abordando a questão da legitimidade desse poder. Devido a perda paulatina de visão, agravada pela diabete, estou tendo muita dificuldade em escrever no mesmo ritmo.



