Comemora-se, hoje, o dia internacional da família. Em todo o mundo a data é objeto de reflexões, textos, teses e – por que não? – comemorações.
Eu sou assumidamente conservador e defensor – sempre – da família. Nunca tive sorte com as famílias que constitui, mas nada mudou minha opinião. Talvez eu até morra sozinho, mas morrerei convicto que sempre defendi a FAMÍLIA.
Uma família é tudo. É nossa razão para viver, lutar, enfrentar os dissabores e comemorar as alegrias.
Hoje cedo a Cleonice enviou-me uma foto dela e as irmãs dela com dona Tereca, em Porto Alegre, a matricarca ancestral, e viúva do falecido Abdo Mottecy. Linda demais e emocionante a foto. Aliás, que família unida essa dela e que justifica a razão de ser da data e a simbologia decorrente.
Família, família, família … quem não tem uma, sonha em tê-la. E todos nós vamos indo, aglutindando-se, constituindo-se e sonhando.
A data, mais que comemorações, enseja reflexões. Afinal, nunca é demais reafirmarmos o peso da Instituição Família e o significado dessa união.
Os cultos, hoje, quero crer, serão em homenagens as famílias.
Vale a pena comemorar, e refletir. Vou esperar que a minha filha me ligue. Se me ligar, vou dizer o quanto a amo e quanto sonho ela alimentou-me.
Todo mundo – muito ou pouco – tem um certo nível de curiosidade mórbida. Para os que possuem mais fé, a morte é tratada como algo que chega ao seu tempo, já para os mais céticos, as correlações com a ciência são mais utilizadas. Agora, pense que, com um simples programa de computador, você pode “descobrir” como pode ou vai morrer. O projeto “How You Will Die“, da Flowing Data, permite que você adivinhe a causa de sua morte com base em seu sexo, raça e idade, entre outros parâmetros.
Este simulador, desenvolvido pelo programador Nathan Yau, faz uso de dados do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) para traçar, automaticamente, o que pode te levar à morte de acordo com o período de sua vida. A compilação de dados cobre detalhes sobre essas causas de mortes entre 1999 e 2014. Especificamente, os registros são baseados em atestados de óbito.
O CDC classifica as causas em 113 subcategorias, que se enquadram em 20 categorias de doenças e causas externas. Mais especificamente, o CDC usa a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde Relacionados (CID), publicada pela Organização Mundial da Saúde.
Como simular?
Digite seu sexo, raça e idade. Cada ponto representa uma de suas vidas simuladas e, a cada ano que passa, mais de seus seres simulados desaparecem. A cor corresponde à causa da morte, e as barras à direita acompanham as porcentagens acumuladas. No final, você terá as chances de morrer de cada causa.
Tente mudar a idade para zero e observe a taxa de variação. Uma coisa que você deve notar é que, depois de passar do primeiro ano, é baixa a probabilidade de você morrer nas próximas décadas. O ponto principal, que é o que você espera, é que a taxa de mortalidade é muito menor nos primeiros anos de vida do que nos anos anteriores. Mas, se você morrer em uma idade mais jovem, é muito mais provável devido a algo externo e não a uma doença.
Captura de Tela/ Felipe Ribeiro
Experimente, depois, mudar a idade para os anos mais longínquos e deixe as simulações correrem. Neste cenário, as doenças começam a aparecer e os fatos externos diminuem (nçao muito, é verdade) para a sua causa mortis. Um dado que chamou a atenção, por exemplo, é o número de mortes por problemas circulatórios depois dos 80 anos, e não o câncer, como comumente acreditamos.
Sugestão. Um filme raro. Fotografia fantástica. Sem corridas de carros, sem pancadas, sem sexo, sem tiros, e um enredo excepcional. Atuação irretoquável de Omar Sharif e Émilie Dequenne, superando-se nessa atuação.
A cena, ao final, dela andando de bicicleta e esforçando-se para não mostrar as pernas ante o vento, é demais. Qualidade rara do cinema francês.
Marie, jovem, 25 anos, colhedora de frutas, conhece Jaume, homem de 75 anos de idade, que foi campeão de ciclismo e toca a vida pintando. Surge uma linda amizade. Graças a ele, Marie descobrirá uma identidade: a pintura. Na pauta, envelhecimento, o final da vida e abordagem da morte, sem cortejos e sem velórios…Vale a pena.
Eu deitei cedo para descansar. Dei uma dormida. Depois, reuni-me com os trabalhistas de Unistalda, liderados pelo Jorge Saraiva e fomos até a Piscina Tênis Clube participar da recepção ao reitor da UFSM, Paulo Burmann.
Na verdade, eu fui convidado pelo Presidente trabalhista, Márcio Bitencourt, e também pelo amigo Mauro Burmann.
O evento foi surpreendentemente grande, peso na representatividade e lideranças de toda a região. Estava também o deputado estadual Gerson Burmann. De Santiago, anfitrião Paulo Rosado, com sua tradicional fineza. Mauro Burmann(foto), Márcio Bitencourt(foto), o ancestral Alceu Nicola, que agora voltou-se as atividades partidárias e deu um brilho especial ao evento, assim como o vereador Montano Borges e muitos candidatos a vereadores trabalhistas do último pleito.
Delegações de vereadores de São Francisco de Assis, Buiu; e, de Nova Esperança do Sul, Cristiano Brasil. Prefeito Gelson Soares, do Itacurubi, vereador Cadó de São Borja. Trabalhista não declarado, Guilherme Bonotto Behr prestigiou o evento.
Lideranças sindicais presentes, muitos professores e o Presidente do núcleo do CEPERS, Professor Leandro.
O ambiente estava muito amigável, os trabalhistas são exemplares na organização interpessoal. Muita valorização dos cabelos brancos, com suas esposas, o que reflete bem o lado conservador.
Bastante gente do PT, como o ex-vereador Marion, sempre amável e delicada pessoa, dentre outros.
Os discursos um tanto incendiários e a defesa de estatais na pauta. Muitos falam em defesa da Petrobrás e contra as privatizações. Montano deu um show ao violão e com um gaiteiro tornou a janta muito agradável.
No cardápio, um excelente arroz carreteiro, com uma feijoada nota mil, farrofa, salada e pão. Não sei quem eram os cozinheiros.
O ponto alto da noite e mais esperado foi o discurso do reitor da UFSM, Paulo Burmann. Lembrou suas raízes interioranas, contou que conheceu luz elétrica aos 10 anos, contou sobre seu pai, que foi colono e tornou-se Prefeito de Catuípe. Família de esquerda e com tradição de resistência à ditadura militar.
Deputado Gerson Burmann, Paulo Rosado, Mauro Burmann, Paulo Burmann, Márcio Bitencourt e Cadó.
Com seu nome lembrado para concorrer ao governo do Estado pelo PDT, Paulo Burmann sentiu-se muito emocionado e ganhou amplos aplausos pelo seu discurso, eivado de riquezas e detalhes históricos.
Ademais, deu destaque a sua gestão a frente da UFSM e – em conversa pessoal – contou-me que sua esposa o acompanha em todos os eventos. É claro, ela estava lá, ao lado de várias outras esposas de lideranças trabalhistas.
Curiosidade, para mim, foi saber que ele lia meu blog e me disse, na frente de Mauro Burmann e Jorge Saraiva, presidente do Sindicato dos Municipários de Unistalda, que acompanhava as histórias locais pelo meu blog.
Diria que foi um evento raro, ainda mais se falando que tudo visava debater organização da educação, numa noite de sexta-feira, 13. Darcy Ribeiro, Leonel Brizola e as brizoletas em foco.
Momentos raros que nossa cidade poderia usufruir melhor. Da imprensa de Santiago, o blog Nova Pauta/Jornal Expresso Ilustrado.
Esse é o lado bom das eleições. Sentado a minha frente, em direção ao palco, uma menininha e seu namorado, de 14 anos, 13 … sei lá, bem novinhos, mas notei que os dois ficaram muito ligados no discurso do Reitor. Ela e ele me encheram de orgulho. São raros, como raridade eram todos lá dentro e o exemplo raro do jantar.