Em Israel o ensino superior público é misto, parte de recursos públicos, parte paga

ABMES/INTERNACIONAL

Israel tem tradição de excelência acadêmica, com universidades, faculdades e instituições de pesquisa reconhecidas mundialmente. Quase um quarto de século antes do estabelecimento do estado, foi fundado em Haifa o Technion – o Instituto de Tecnologia de Israel (1924).

No total, o país possui 62 instituições de educação superior: 9 universidades, 32 faculdades e 21 faculdades de formação de professores. Todas as universidades israelenses e 41 das faculdades são públicas, enquanto 12 faculdades são particulares.

Conselho de Educação Superior
As instituições de ensino superior funcionam sob a supervisão do Conselho de Educação Superior, órgão estatal presidido pelo ministro de educação e que reúne acadêmicos, representantes comunitários e um representante dos estudantes. Ele outorga reconhecimento, autoriza a concessão de graus acadêmicos e aconselha o governo no que diz respeito ao desenvolvimento e financiamento do ensino superior e da pesquisa científica.

Os fundos públicos representam 70% do orçamento do ensino superior e as mensalidades pagas pelos estudantes, 20%. O restante é proveniente de várias fontes particulares.

Principais campos de estudo em Israel

Ciência e Engenharia
Israel é líder mundial em ciência e engenharia. Cientistas israelenses ganharam quatro Prêmios Nobel de Química, três Prêmios Turing (Ciência da Computação) e uma Medalha Fields (Medalha Internacional de Descobrimentos Proeminentes em Matemática). Ocupa o 7º lugar do mundo no número de citações por publicação científica e é particularmente forte em áreas como ciência da computação, engenharia, química e ciências.

Inovação e Empreendedorismo
O senso de inovação está enraizado nas instituições de educação superior de Israel, com muitos programas acadêmicos direcionados para estudantes que desejam ter sucesso nos negócios e no empreendedorismo. Alguns incluem oportunidades para realizar estágios em empresas líderes de todo o mundo, dando-lhes a oportunidade de avançar na carreira.

Arte, Design e Música
Com base no seu rico patrimônio histórico e cultural e na sua dinâmica cena de arte contemporânea, Israel é o lar de instituições de educação superior líderes nas áreas de artes, design e música. Muitos programas oferecem elementos inovadores e multidisciplinares, permitindo que os estudantes desenvolvam tanto interesses particulares como conquistem uma carreira bem-sucedida em Israel e no exterior.

Estudos judaicos
Israel é o centro do mundo judaico e, como tal, é a escolha natural para estudantes interessados em aprofundar a compreensão da religião, da história, da cultura e da filosofia judaicas. Muitos locais históricos de grande importância para o judaísmo estão localizados em Israel.

Tecnologia e Inovação
Israel é o país da região da África e da Ásia Ocidental mais bem colocado no Índice Global de Inovação, subiu quatro posições, de 21 para 17. Em 2017, o país ocupa a 20ª posição no indicador de produção de inovação, 14ª em entrada de inovação e 23ª na taxa de eficiência de inovação. Possui a segunda maior densidade de startups do mundo e um dos maiores índices de exportação de alta tecnologia.

Com 8 milhões de habitantes, Israel é a segunda nação mais inovadora do mundo, perdendo apenas para a Suíça, de acordo com o Relatório de Competitividade Global 2016-2017 do Fórum Econômico Mundial (FEM). Mais de 300 multinacionais possuem escritórios no país.

Das nações que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é a que mais investe sua riqueza nacional em educação. Com 47% da população de 25 a 34 anos graduada em nível superior, publica aproximadamente 1% dos artigos científicos do mundo.

Conhecido pelo apelido de “nação das startups”, Israel reúne cerca de 6 mil empreendimentos de tecnologia em estágio inicial. A principal razão para o sucesso do ecossistema de empresas inovadoras tem a ver com a jornada que os jovens enfrentam muito antes de pensar em empreender. O serviço militar é compulsório – a nação está rodeada por adversários desde que declarou sua independência, em 1948. O Exército pinça as mentes mais brilhantes todos os anos para as unidades estratégicas. A principal delas é chamada de 8200 e cuida da inteligência e cibersegurança. Lá, os escolhidos recebem treinamento altamente especializado e têm acesso a informações estratégicas.

A avalanche de recursos humanos qualificados que chega ao mercado não passa despercebida para as grandes empresas de tecnologia. Gigantes como HP, IBM e Microsoft têm centros de pesquisa e desenvolvimento no país. Elas são responsáveis por grande parte dos investimentos em P&D feitos em Israel, que chegam a 4,5% do PIB, segunda maior taxa do mundo segundo a OCDE.

Universidades de Israel

  • Ariel University
  • Bar-Ilan University
  • Ben-Gurion University of the Negev
  • The Hebrew University of Jerusalem
  • The Open University of Israel
  • The Technion – Israel Institute of Technology
  • Tel Aviv University
  • The University of Haifa
  • The Weizmann Institute of Science

Faculdades

Particulares

  • The Academic Center of Law and Science
  • The Academic College of Society and the Arts
  • The Carmel Academic Center
  • The Center for Academic Studies in Or Yehuda
  • The College of Management – Academic Studies
  • The Interdisciplinary Center Herzliya
  • The Israel Academic College in Ramat Gan
  • Netanya Academic College
  • Ono Academic College
  • Peres Academic Center
  • Schechter Institute of Jewish Studies
  • Shalem College
  • Sha’arei Mishpat – The College of Legal Studies

Públicas

  • The Academic College of Tel-Aviv – Yaffo
  • The Achva Academic College
  • Afeka Tel Aviv Academic College of Engineering
  • Ashkelon Academic College
  • Azrieli – College of Engineering Jerusalem
  • Bezalel – Academy of Arts and Design
  • College of Law & Business
  • The Hadassah Academic College
  • Holon Institute of Technology
  • The Jerusalem Academy of Music and Dance
  • Kinneret Academic College in the Jordan Valley
  • Lev Academic Center
  • Max Stern Academic College of Emek Yezreel
  • ORT Braude College of Engineering
  • Ruppin Academic Center
  • The Sami Shamoon College of Engineering
  • The Sapir Academic College
  • Shenkar – Engineering. Design. Art
  • Tel-Hai Academic College
  • The Western Galilee College
  • Zefat Academic College

Faculdades de formação de professores (Teacher Training Collefges)

  • Al-Qasemi Academic College of Education
  • The Arab Academic College of Education
  • Beit Berl College
  • The College of Sakhnin for Teacher Education
  • David Yellin College of Education
  • “Emuna-Efrata” – Academic College of Education for Art and Education, Founded by the Ephrata and Emuna Colleges
  • Givat Washington Academic College of Education
  • Gordon College of Education
  • “Hemdat HaDarom” – College for Education in Jewish Studies, Science and Humanities
  • Jerusalem College
  • Kaye Academic College of Education
  • Kibbutzim College of Education, Technology and the Arts
  • The Levinsky College of Education
  • The Neri Bloomfield school of Design and Education
  • Ohalo Academic College of Education and Sport in Katzrin
  • Oranim Academic College of Education
  • “Orot Israel” Academic College of Education Founded by the “Orot Israel” College and the “Moreshet Yaakov” College
  • “Shaanan” Academic Religious Teachers’ College
  • “Talpiyot” Academic College of Education
  • The Yaakov Herzog College (at the Har-Etzion Yeshiva)
  • The Zinman College for Physical Education and Sport Sciences at the Wingate Institute

 


FRANÇA: CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Bresil – Campus France

A França conta com mais de 3.500 instituições públicas ou privadas de ensino superior. Universidades, Grandes Écoles, escolas de arte e de arquitetura: a escolha é ampla para os estudantes estrangeiros que desejam estudar na França.

UNIVERSIDADES: ENSINO SUPERIOR PARA TODOS

As universidades recebem 75% dos estudantes estrangeiros que escolheram a França para seus estudos superiores. Estas instituições públicas de ensino superior são financiados pelo Estado francês. Distribuídas por todo território, as universidades emitem diplomas nacionais (Licence, Master, Doctorat).

A admissão em primeiro ano é aberta aos titulares do baccalauréat francês ou acesso estrangeiro equivalente, como o vestibular ou SISU no Brasil. Ciências, letras, línguas, artes, ciências humanas, saúde, esporte – as formações na universidade abrangem a maior parte das áreas do conhecimento.

 

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GRANDES ÉCOLES: CULTURA DE EXCELÊNCIA À LA FRANÇAISE

No total, 20% dos estudantes estrangeiros realizam cursos nas grandes escolas. Écoles normales supérieures (ENS), Institut d’études politiques (IEP), escolas de engenheiros, escolas de comércio e gestão, escolas veterinárias e demais escolas. As grandes escolas são estabelecimentos de ensino públicos ou privados reconhecidos pelo Estado que emitem diplomas de nível bac+5, alguns deles conferem o nível de pós-graduação (Master). Nestas instituições, diversas formações podem ser oferecidas ministradas em inglês.

A admissão nas Grandes Escolas é bastante seletiva e pode acontecer por concurso após dois anos de classe preparatória, por análise de diplomas e percurso acadêmico ou diretamente após o baccalauréat ou equivalente no caso das escolas que propõem um ciclo preparatório integrado. O custo das formações e processo de candidatura são mais elevados em relação aos praticados pelas universidades.

ESCOLAS E INSTITUTOS ESPECIALIZADOS: FORMAÇÕES ESPECÍFICAS

Aproximadamente 3.000 instituições de ensino superior públicos e privados propõem cursos em setores específicos como audiovisual, comunicação, jornalismo, moda, design, gastronomia, hotelarias, entre outros.

Estes estabelecimentos emitem diplomas e certificados reconhecidos pelo Estado ou validados pelo repertório de formações profissionais. A admissão instituições é feita através de concurso ou dossiê. A duração dos estudos é, geralmente, de dois a cinco anos.

ESCOLAS SUPERIORES DE ARTE E ARTES APLICADAS

Na França, aproximadamente 50 escolas públicas superiores de arte e design dependem diretamente do Ministério da Cultura. As formações na área de arte, design e comunicação são organizadas em ciclos de três ou cinco anos de estudos, cada qual concedendo um nível de diplomas nacional. Algumas oferecem, igualmente, um terceiro ciclo para aprofundamento.

Quatro escolas públicas de arte, bastante reconhecidas, dependem diretamente do Ministério do Ensino Superior: as escolas BoulleOlivier de SerresDuperré e Estienne. Elas concedem diplomas nacionais nos domínios do design gráfico, o design espacial, moda ou profissões artísticas.

Algumas escolas privadas ou ligadas às câmaras de comércio e da indústria emitem seus próprios diplomas. Algumas são registradas no Repertório nacional de certificações profissionais (RNCP)A seleção destes estabelecimentos de ensino superior de arte e artes aplicadas é bastante seletiva e a análise é feita através de dossiê, concurso e/ou entrevistas. As candidaturas podem ser feitas online no site Campus Art.

ESCOLAS NACIONAIS SUPERIORES DE ARQUITETURA (ENSA)

As escolas nacionais superiores de arquitetura fazem parte de uma rede de 20 escolas públicas que estão sob a dupla tutela dos ministérios da Cultura e do Ensino Superior, da Pesquisa e da Inovação. Duas outras instituições, a École spéciale d’architecture e o Institut national des sciences appliquées de Strasbourg, fazem parte desta mesma rede e emitem diplomas equivalentes.

As escolas de arquitetura propõem três ciclos de formações que emitem diplomas nacionais reconhecidos pelo Estadolicencemaster e doctorat. Para conhecer a estrutura da formação de arquitetura e os ciclos de estudos, acesse aqui.

Banco Mundial sugere fim do ensino superior gratuito no Brasil. O País tem aproximadamente 2 milhões de estudantes nas universidades e institutos federais

FONTE – ESTADÃO/JORNAL DO COMÉRCIO
Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa é uma das sugestões apresentadas no relatório “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, elaborado pelo Banco Mundial.
A ideia é que o governo continue subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do País. Porém, os de renda média e alta poderiam pagar pelo curso depois de formados. Durante a faculdade, eles acessariam algum tipo de crédito, como o Fies.
Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das instituições de ensino superior federais estão na faixa dos 40% mais ricos da população. Como, após formadas, essas pessoas tendem a ter um aumento de renda, a suspeita dos técnicos é que a gratuidade “pode estar perpetuando a desigualdade no País”.
O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de estudantes nas universidades e institutos federais, ao passo que nas universidades privadas são 8 milhões de estudantes. Porém, o custo médio de um aluno numa faculdade privada é de R$ 14.000,00 por ano. Nas universidades federais, esse custo salta para R$ 41.000,00 e nos institutos federais o valor é ainda maior: R$ 74.000,00 ao ano.
Esse gasto, diz o estudo, é “muito superior” ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. No entanto, o valor agregado em termos de conhecimento dos estudantes não é muito diferente do das faculdades privadas. Esse critério considera o que o aluno aprendeu em comparação ao que se esperava que ele tivesse aprendido.
Os gastos do governo com ensino superior são equivalentes a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e crescem, em termos reais, 7% ao ano, acima da média mundial. “As despesas com ensino superior são, ao mesmo tempo, ineficientes e regressivas”, diz o relatório.
Uma reforma poderia economizar aproximadamente R$ 13 bilhões ao ano nas universidades e institutos federais. No nível estadual, a economia poderia ser de R$ 3 bilhões.
Além da cobrança de mensalidades, o estudo sugere que os gastos por aluno tenham como limite o valor gasto pelas instituições mais eficientes. As menos eficientes teriam, assim, de ajustar suas despesas à nova realidade.
Se as escolas do ensino fundamental e médio atingissem o nível das melhores do sistema, o desempenho na prova do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) subiria 40% para o nível fundamental e 18% no médio. No entanto, aponta o relatório, o Brasil gasta perto de R$ 56 bilhões a mais do que seria necessário para ter o atual desempenho.
A principal proposta para enxugar gastos nessas esferas é aumentar a quantidade de alunos por professor. O estudo diz que a quantidade de estudantes está caindo devido à redução das taxas de natalidade, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A proposta é não repor os professores que deixam o sistema. Só com isso, a economia seria de R$ 22 bilhões.
Enquanto no ensino fundamental a nova realidade do crescimento demográfico está esvaziando salas, nos postos de saúde a tendência é contrária: a demanda por atendimento aumenta devido ao envelhecimento da população.
Também nesse caso, o estudo sugere soluções para ajudar a reduzir os gastos que, segundo o banco, não trariam prejuízo ao atendimento. Se todo o sistema atingisse o nível das unidades mais eficientes, poderiam ser economizados R$ 22 bilhões. Entre as propostas, está o fechamento de hospitais de pequeno porte, que custam proporcionalmente mais do que os grandes, se for considerado o valor por atendimento prestado.
O relatório sugere também o fortalecimento do atendimento primário que filtraria os casos mais complexos para enviar aos hospitais. E que o atendimento dos casos mais simples possa ser feito por profissionais de saúde não médicos, deixando-os liberados para os casos mais complexos.
O governo poderia ter ganhos também com acréscimo na arrecadação tributária, da ordem de 0,3% do PIB, se fosse eliminada a dedução no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Segundo o relatório, esse mecanismo beneficia os mais ricos de maneira “desproporcional” e “constitui um subsídio para as despesas de saúde privada.”

Inteligência artificial geral

IBM anuncia seu primeiro computador quântico, DeepMind afirma ter criado a primeira inteligência artificial geral, rede neural para Drones enfrentarem ventos fortes, robôs da Uber entregando alimentos, primeiro drone submarino 100% autônomo , aeronave autônoma para atingir 5 vezes a velocidade do som, estas e outras novidades das novas tecnologias estarão neste episódio e é isso que vamos ver no vídeo de hoje…