Declaração bomba de Lula: “Bolsonaro poderia, com uma canetada, reduzir preços de combustíveis”

O debate acerca dos preços dos combustíveis continua incendiário. Lula, agora afirmou que: “Bolsonaro poderia, com uma canetada, reduzir preços de combustíveis”. A declaração foi dada por ocasião do lançamento do plano de metas do governo Lula/Alkimin no dia de ontem.

Na verdade, Bolsonaro perde espaço com a política de preços dos combustíveis, pois ao invés de ficar incentivando CPIs e greves de caminhoneiros, escamoteando que o governo é o acionista majoritário da Petrobrás, e insistindo na adoção de preços internacionais. Somente os caminhoneiros bolsonaristas ainda acreditam em Bolsonaro. Enquanto Lula e Ciro seguem com o discurso às avessas, pois segundo estes é possível o controle dos preços a partir das escolhas políticas e da política de preços, não em dólar, mas em real.

Os ratos cresceram e multiplicaram-se

Dyonélio Machado, nos idos de 1935, presenteou-nos com o célebre livro intitulado OS RATOS. Trata-se de uma narrativa sobre o uso do espaço geográfico assentado no individualismo e na ausência de uma concepção coletiva de vida em sociedade. É um perfeito  retrato do caos psicológico.

O absurdo veto gramadense a Ministra Carmem Lúcia e ao Ministro Dias Tófolli, ambos do STF, assim como a desistência desses, a um evento jurídico programado com bastante antecedência, deveria soar o alerta em todos os democratas do país.

Primeiro, o direito de ir e vir não pode sofrer restrições, independente de quem seja.

Segundo, esses atos contrários a presença dos ministros em solo gaúcho, mais precisamente na região serrana, são indicativos sérios da presença de uma ideologia excludente, bárbara, primitiva, e que mancha nossa tradição de fidalguia e respeito aos nossos semelhantes.

Terceiro, poucos conseguem identificar os germes nazi-fascistas que contaminam algumas regiões do Rio Grande do Sul. Não soa novidade a tentativa segregacionista de cobrarem ingresso dos visitantes na entrada dessas cidades. Isso mesmo. Essa novidade é abertamente discutida em cidades gaúchas.

O pensamento segregacionista gaúcho, ante a desistência da vinda ao nosso Estado de Carmem e Tóffoli, vai ficar mais forte, encorajado e potentoso. Aí reside um perigo que poucos conseguem vislumbrar em toda sua extensão. Em boa parte do Estado existem festejos.

Os ratos estão mais fortes. O desprezo ao pensamento divergente e a repulsa aos nossos irmãos de pátria, são indicativos perigosos demais para tempos complicados como os que vivemos.

A vontade que eu tenho é dizer que eles não sabem o que fazem.

Só que eles sabem muito bem o que fazem. A sabem muito bem o que dizem.

Os ratos estão soltos.

Cresceram e multiplicaram-se.

Conclusão inconclusa.

 

PETROBRÁS

A renúncia de José Mauro Coelho da presidência da Petrobrás já era aguardada desde muito cedo. O presidente Bolsonaro faz jogos de cenas apoiando uma CPI e incentivando greve dos caminhoneiros.  Bastaria mudar a política de preços iniciada por Parente e ouvir Ciro Gomes.