Como a minha existência perturba essa gente?

Hoje vou fazer uma manifestação singela, ponderada, pequena e breve.

Todos que armaram contra mim, que tramaram nas minhas costas, os falsos amigos, os que fizeram tudo para ver minha família e minha vida destruída, só não acertaram numa coisa: eu ainda estou vivo.

E estou vivo para dar um recado a todos esses bandidos, sem exceções, eu não temo bandidos e nem temo a morte. A morte – para mim – é uma consequência de estar vivo. Existem bandidos que temem a morte porque temem pelo futuro de suas almas. Pois eu estou tornando público, a partir desta postagem, que eu não temo a morte e nem temo o suposto destino de minha alma.

Não existe destruição maior com um ser humano como a que fizeram comigo. De um lado foram pessoas que me conheciam, que se diziam meus amigos e amigas, e fizeram uma trama tão insólita e tão absurda, que chega a chocar experientes advogados.

Foi bom eu conhecer a extensão da falsidade de homens que vem de fora fingindo serem amigos, mas na primeira oportunidade, armam para destruir com uma vida. Da mesma forma, homens de dentro, do nosso meio, a quem eu conheci o lado obscuro e podre de suas personalidades.

Resta-me o gratificante consolo de ver reafirmado os vínculos de homens retos e dignos, gente boa por ser de boa índole.

A dor que me impuseram é terrível, quase insustentável, e tenho resistido meus dias como se fossem os últimos, expremido por uma diabete avassaladora, endurecimento dos pés, perda de sensibilidade nas mãos, mas nada me assusta.

Sei quem foi o canalha maior dessa orquestra, sei quem foi o sub canalha e sei que foi o terceiro nessa hierarquia satânica da canalhice para destruir uma vida.

Dias atrás, o professor Juarez Biermann, que me conheceu quando eu tinha 9 anos de idade, um homem bom e decente, me disse que estava preocupado comigo. Juarez sempre me chamou de “alemão”, quando criança, mas é uma dessas almas decentes que ainda orgulham nossa sociedade.

Hoje a tarde, fiquei longamente explicando ao meu amigo Dr. Julio Garcia, amigo desde 1978, que eu não tinha casa e nem terreno no cemitério. Então, olhando para dentro de minha própria vida, sendo eu uma pessoa bastante pobre, o que explica o ódio e a fúria dessa camarilha que se armou para me destruir com minha vida?

É minha existência que os perturba? Ou o cinismo dessa gente é tão grande que eles são capazes de armar e fingirem que nada sabem? Como o notável advogado que chamou uma fraca e a instruiu a fazer e ir fazendo ocorrências contra minha pessoa, que numa me pegariam?

Minha resistência advém do fato de eu estar jogando limpo o tempo todo. Sou isso que eu sou, que as pessoas conhecem, um homem simples, pobre e um resistente, O desfecho disso tudo, será dado por Deus ou pelo diabo, isso eu não sei. Mas o certo é que haverá um desfecho. Eu sei bem quem é o diabo e sei para quem ele aparece. Também sei bem quem é Deus, que me trouxe até aqui.

Minha maior certeza, nesses tempos árduos e difíceis, é que apenas ando somente ao lado de pessoas boas, honradas e decentes. Estou afastado de praticamente tudo, e sei que a doença é algo natural,  que assola a todos nós, também é parte da vida. Por isso, estou sereno, tranquilo e preparado para o que se apresentar na minha frente.

Aprendi com o meu saudoso amigo Chicão que um livro é uma forma de eternizar fatos e pessoas. Só eu sei o que é passar dez horas por dia na frente de um computador escrevendo em caixa 72, por isso sou grato a Deus, pois apesar de tudo, da diabete sempre passando dos 600 ainda assim consigo escrever e organizar muito bem meus raciocínios.

Eu sei tudo e sei quem são todos os espíritos malignos que se insurgiram para destruir de vez com minha vida. Sei o papel de cada um e de cada uma. Acho graça deles e delas imaginarem que eu nada sei.

O sistema é nojento diz procuradora federal

A procuradora Monica Cheker, do MPF, criticou a decisão do TSE desta terça-feira (16) que cassou o mandato do deputado Deltan Dallagnol (Podemos), ex-chefe da força tarefa do Ministério Público na Lava Jato e ex-procurador federal.