Níger, Burkina Faso e Mali: qual é o próximo país?

O recente golpe militar no Níger deixou claro a tendência dos militares na África. Afora, Burkina Faso e Mali, agora a especulação é sobre é o próximo país a romper com o Ocidente?

Se 3 países saíram da curva, isso fica evidente o descontentamento dos africanos com o massacre que sofre dos europeus, especialmente a França e da linha atlanticista.

É claro que já se pode falar numa nova tendência na África e as razões não são puramente econômicas como no Níger, onde todos querem ignorar  o banditismo estatal e a ala  jihadista do país, que promove o islamismo, altamente assentado nos setores mais pobres e marginalizados do país.

O próximo país deve ser a Nigéria? Se for, ainda não sei como os EEUU e a ala atlanticista da europa pretende dominar a situação. O  jihadismo é um movimento com o qual os próprios europeus sequer sabem  enfrentar e a França demonstrou bem isso recentemente.

Pelo sim, pelo não, a grande verdade que emerge nesse contexto, é a facilidade com que esses países estão quebrando a dita democracia ocidental e atlanticista. A sorte dos EEUU é que na América Latina não temos o islamismo forte e nem um ponta  jihadista acesa. Aqui, cresce o movimento com bandeiras social-democratas, mas sem a válvula propulsionadora jihadista que sempre vem embutida nas teorias islâmicas.

Na esteira dos grandes acontecimentos desse século, eis que as teorias maometistas ganham largo espectro de significativos avanços e deixam os falcões do Pentágono cada vez num brete mais agudo. Afinal, o brete é enorme, é só ver o que aconteceu no Níger, em Burkina Faso e Mali? Será que os rumos de 3 países são suficientes para indicar uma tendência?

E olhemos, pois, para a Nigéria. E nem quis abordar o fator Putin e a simpatia dos africanos pela Rússia.

O ser

Eu tenho uma amiga em São Paulo que é amiga pessoal e colega do Professor Miguel Nicolelis. Desde 2016 passei a escutar sínteses do pensamento de Nicolelis e devido minha curiosidade por estudar o cérebro humano, creio que sou o santiaguende que mais o aprecia hoje.

Lembro me que foi no distante ano de 1988 que descobri minha paixão por ler matérias sobre o cérebro humano. Na universidade, eu tinha um contato muito estreito com as turmas da psicologia e estreitei relações com grandes amigos Charles Lang e Adriano Bessa, um jungiano e outro altamente ateu. Mas foi um momento muito rico de minha vida e depois que essa minha amiga me contou a história da vida de Nicolelis, aproveitando o advento do youtube, tenho-o acompanhado pelas redes sociais. Não escondo minha ignorância sobre o neurocirugião Nicolelis, mas louvei muito ter conhecido, aqui mesmo em Santiago, o neurocirurgião José Francisco Shulte, um homem de raro conhecimento na área de cirurgias cerebrais.

Eu nunca impus nada a minha filhinha, mas sonhava – ainda – em desenvolvê-la para o lado fascinante da medicina, embora ela diga que vai para o Direito e tem paixão por política.

Meus planos para convencer Nina eram grandes segredos e repousavam nos filmes de Frankenstein de Mary Shelley. Conhecia os mais tradicionais, mas foi no distante ano de 1996 que assisti ao incrível Robert de Niro como o mais mais dramático monstro do cinema e da medicina. O reviver de Frankenstein a partir de impulsos de choques de raios é fascinante e altamente curioso.

Certa noite, estávamos na casa da colega Dra. Maria Pagnossin e parei para ouvir relatos que o Dr. Shulte me fazia sobre operações cerebrais. É claro que a multiplicidade de ofertas que temos em estudos, que tudo fica muito complexo em nossa mente. Até hoje, aos 63 anos, não posso dizer que tenho uma área específica do conhecimento que mais me seduz, pois quanto mais leio e mais me aprofundo, mais eu fico contente com essa pleide de intenções, pois sou um pouco historiador, um pouco sociólogo, um pouco filósofo, um pouco jurista e a necessidade obrigou-me a ser um bom economista, onde descobri o encanto pelas teorias econômicas estudando sobre neoliberalismo, capitalismo e socialismo.

O sonho de Frankenstein, embora uma produção cinematográfica, mexe com nossos inconscientes, tanto quanto a bomba de fissão.

Quem passou por várias gerações e viveu a anotomia dessa revolução telemática, consegue olhar para trás e conjeturar as múltiplas hipóteses em curso acerca do fim da humanidade, o qual, pessoalmente, sou céptico e descrente.

É certo que deveremos mergulhar numa nova era. Agora, duvido quem saiba, com grau de certeza, traçar as granes linhas do que vem pela frente, sequer sabemos o que virá da guerra Rússia x Ucrânia.