A política santiaguense anda a mil. A nomeação da senhora Silvana para a pasta da saúde tem muita coisa não revelada. Ela é evangélica, sempre evangélica, seus pais Aristóteles e Terezinha eram da Igreja O Brasil para Cristo e depois foram a Comunidade. É um casal exemplar e criaram toda a família em ambiente evangélico. Conheci a avó da secretária de saúde, dona Reasilva, também evangélica da Igreja O Brasil para Cristo. Recebeu cura divina quando estava desenganada,
Aristóteles tem um irmão que foi delegado de Polícia e que foi morto num assalto a um mercadinho, em Porto Alegre. Uma morte que chocou a família em Santiago. Ele estudou Direito em SANTO ANGELO e depois foi aprovado no concurso de delegado.
A grande verdade é que o casal, pais de Silvana, é um casal exemplar, conheci-os quando eu tinha 8 anos e foram altamente exemplares, educados e justos. Diria até que é um casal exemplar.
O Bitencourt, então presidente do PDT, convidou-me para ir no culto com ele. Como eu já ía nos cultos da Igreja no Capão do Cipó, fui de coração limpo, só fiquei chocado com a pregação de ódio de um senhor, não o conhecia, mas atacava o STF o tempo todo.
Considerei muito a minha amizade com o historiador Joaquim. Fui outra vez no culto e dessa vez ouvi uma pregação do próprio médico e coronel do exército Ribeiro. Só ódio contra as autoridades de nosso país. Percebi ali que não tinha mais espaço, ainda mais quando vi uma foto do Joaquim abraçado na bandeira genocida de Israel.
Ali descobri que não poderia mais frequentar igrejas evangélicas, Para mim, estavam todos perdidos no mal, aqui no Brasil contra nossas autoridades do poder judiciário e do executivo, e ainda, no cenário internacional, defendendo o governo genocida e assassino de crianças e mulheres em GAZA, isso para mim é altamente intolerável.
Nunca mais entrei em Igreja evangélica e nem pretendo entrar. Atacar nossas autoridades do poder judiciário é tão sem sentido como tirar foto abraçado na bandeira do estado genocida como o Estado de Israel.
Sai quieto e decidido a morrer fora da igreja, mas convicto que só poderia manter-me em paz era longe das igrejas evangélicas, onde comecei a frequentar aos 8 anos de idade e batizado aos 12 anos.
Na verdade, sempre fui contra a linha internacional das igrejas evangélicas. Em comum, todas defendiam as ditaduras militares na América Latina e mesmo na Eurásia, onde houvesse uma igreja evangélica, lá estavam os evangélicos babando dos ditadores. Era tudo incompatível com minhas crenças.
Conclui que meu destino era andar sozinho, pois mal entendo como todos caíram no papo de Bolsonaro, que é a pessoa mais anti-cristã que eu conheci. E tão horrível quanto o bolsonarismo é a adesão ao sionismo assassino e genocida de crianças e mulheres do porco Benjamin Netanyahu.
Velho, para ter um mínimo de coerência comigo mesmo, descobri que o ideal era viver longe das igrejas evangélicas. Assim fiz, assim vivo. O único evangélico que me conhece e não me enche o saco com política, contraditoriamente, é Marcelo Brum, pois o conheço há 30 anos, que é quem melhor me conhece, assim como minha ex-família. É claro que existem pastores de esquerda, como o deputado federal do PSOL-RJ, Pastor Henrique Viera Lima, mas esses ainda não chegaram no Rio Grande do Sul e muito menos em Santiago.
Por enquanto vou vivendo assim até a morte chegar. Deus sabe que quem me afastou das igrejas foram os próprios pastores, que não sabem aglutinar e nem respeitar as diferenças. Eu tenho certeza que Jesus Cristo, nos dias atuais, seria comunista e eleitor do PT e do PSOL. Diferença não é só aceitar gays e negros, é também respeitar e aceitar quem está ao lado dos Palestinos e das vítimas do governo genocida de Israel. E também quem vota no PT e no PSOL e quem ama o Xandão e o Gilmar Mendes!!!

