Sobrenomes trocados pelos cartórios

Existe uma troca de sobrenomes que passa batido por muita gente. Explico. Em Florida, onde meus pais viveram toda a vida, era comum os donos de Cartórios mudarem os sobrenomes dos filhos. Meu pai era Rebelo e no Cartório explicaram que ele devia ser aportuguesado e trocam o Rebelo por Ribeiro.

Na verdade, não existe a família Ribeiro em Florida, mas os Rebelos e Rabelos perderam os sobrenomes. Isso é problema grave para quem tenta reconstruir as genealogias familiares. Eu creio que todos os Rebelos são meus parentes paternos.

Na mesma forma, foi o aportuguesamento dos Prates para Prado, ou Pratis, coisa comum em Florida, então sede do terceiro distrito de Santiago.

E o que é mais grave é que não existem estudos sérios sobre os sobrenomes aportuguesados pelos cartórios no interior do nosso Estado.

Na verdade, eu tinha entre 7 ou 8 anos de idade quando conheci o professor Juarez Bierman e ele, desde que me viu me chamou de alemão. E a ideia do meu apelido infantil pegou até hoje.

Eu fico imaginando quantas pessoas têm suas histórias pessoais alteradas pelos cartórios e isso é uma lacuna ainda em aberto.

 

Com alta e novamente a vida em Santiago; e a luta pela implantação de uma faculdade de medicina em Santiago

Comunico aos meus amigos e amigas que recebi alta perto das 12 horas de hoje.

Meu caso foi bastante grave e glicose bateu nos 21%, caso clássico de hipoglicemia

Mas a gente só vai na hora reservada para a gente.  Eu nasci para lutar e com tantos amigos e amigas é impossível ficar indiferente.

Agradeço ao Hospital na pessoa do Ruderson Sobreira, meu velho amigo  de décadas e a médica Bernadete, jovem, moça, mas saiu-se tri bem, é uma pessoa talentosa e competente. Eu acho que nada é por acaso. Ela foi escolhida por Deus para salvar-me. Embora as coisas nem sempre sejam claras no momento, com o passar dos dias, tudo fica espantosamente claro para todos nós.

Agradeço a tantos amigos que me ligaram, mandaram-me mensagens pelas redes sociais ou foram até o GHS. Louvo a presteza e a solidariedade dos colegas de escritório, e as pessoas amigas que se manifestaram de alguma forma. Agradeço aos amigos de sempre Marta Marchiori e Artur Viero, aos advogados Dionísio Mello da Costa, Maria Marcina Alves do Amaral, em nome OAB, agradeço a todos os colegas.

Meu velho amigo de décadas Miguel Bianchini, sempre sábio e prudente, preferiu ir me visitar. Comportamento idêntico  aos de meus familiares Vagner Damian e Rodoldo Damian, que foi com minha sobrinha neta Marianinha Gorski Damian e meu amigo há exatos 46 anos, Dr. JÚLIO GARCIA,

Na sexta-feira pela manhã, eu estava ainda no GHS e amigo Ruderson Mesquita decide me visitar. Foi quando ele conheceu o talentoso colega Marcos Contreira. Nessa ocasião Ruderson lembrou-se do nascimento da Nina, das doenças da Nina bebê …. foi muito emocionante, porque o Ruderson é um excelente narrador, sempre enriquece seus exemplos e casos passados transcorridos há décadas.

Enfim, é necessário o caos para dar a luz uma estrela cintilante. Eu sou velho e estou ciente disso.

Agradeço demais aos amigos e amigas, aos familiares e todos que sempre prestigiaram nosso trabalho.

Na semana que vem retiro os exames pendentes e resultados de novos exames que foram todos para o Dr. Shulte, nosso médico-neurocirurgião e meu amigo pessoal que presta atendimento ao HRS, Hospital Regional de Santiago, em Cruz Alta. Graças as emendas do Deputado Federal Marcelo Brum foi possível criar um complexo tecnológico de alta complexidade para Santiago e região, eis  que os Hospitais se diferenciam pelo atendimento  de pequena, média e alta complexidade, sendo que Santiago está no mesmo nível de Caxias do Sul, com alta complexidade.

A alta complexidade médica não se limita apenas a procedimentos tecnológicos avançados, mas também envolve expertise profissional e abordagem multidisciplinar. 

A Alta Complexidade é um conjunto de procedimentos que, no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), envolve alta tecnologia e alto custo, com o objetivo de promover à população acesso a serviços qualificados, integrando-os aos demais níveis de atenção à saúde, especialmente o médio e o pequeno.

Não sem razão, a luta do amigo Ruderson Mesquita pela implantação de uma faculdade de medicina em Santiago cresce a cada dia que passa

Fiquei feliz a notícia de que meu sobrinho GUILHES PRATES DAMIAN está retornando a morar em Santiago, sendo que em 1998 foi morar em São Paulo.

 

 

 

 

 

 

Dia 21 de setembro o Dr. Aléssio Viero completa 95 anos

I

Dia 21 de setembro o advogado Aléssio Viero Neto  completa 95 anos  de vida, em plena forma e excelente saúde. Vai a pé na Igreja com sua esposa, Professora Ana e sempre dá suas caminhadas ao redor da praça.

Eu fiquei muito honrado em ser escolhido para cuidar de um inventário dele em Jóia e é uma pessoa justa e correta.

Família distinta, gente muito decente e honrada. Ontem, estive conversando com ele, gosto muito de trocar idéias com seu Aléssio, o mais idoso advogado de Santiago.

Portanto, preparem seus presentes para o dia 21 de setembro, que ele estará completando 95 anos. 

 

 

Dias Toffoli, ministro do STF, é internado com quadro de broncopneumonia em Brasília

Dias Toffoli, ministro do STF, é internado com quadro de broncopneumonia em Brasília. O ministro do Supremo Tribunal Federal foi internado na noite de segunda-feira, 16, no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de broncopneumonia. De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, o magistrado “encontra-se estável, respirando espontaneamente e sem previsão de alta”. Dias Toffoli já havia sido internado por problemas respiratórios no ano passado, quando foi diagnosticado com covid-19.

Fonte – TERRA

CAOS E MOBILIDADE URBANA

Os problemas dos alagamentos nas cidades e as consequências, estampadas em canais de televisão, redes sociais, filmetes … chocam à opinião pública nacional.

Existem os catastrofistas, fundamentalistas messiânicos, que atribuem tudo isso ao final dos tempos e como sinais da volta de Jesus.

Nada mais errado.

Embora advogado, foi como aluno do curso de sociologia, nos distantes anos de 84/85 … que tomei consciência dos graves problemas dos aglomerados urbanos, ocupações de áreas de riscos e, principalmente, da cultura asfáltica.

O asfalto represa as águas, bloqueia os lençóis freáticos e gera o aquecimento urbano. A pós-modernidade, em muitos países avançados, é o retorno ao calçamento. Não se falando que os asfaltos, em ruas largas como Santiago, viraram pistas de corridas. Na cidade, ninguém respeita faixas de segurança, não se falando que são mal pintadas, sem sinalizações prévias e sem educação para o trânsito. E ainda existe um problema subjacente: faixa de segurança embaixo de sinaleiras, só gera confusão.

Não precisa ser um bom arquiteto e urbanista para saber que os asfaltos represam águas. O escoamento é concebido para calçamento e qualquer volume de chuva a mais, todos ardem prejuízos.

A ocupação de áreas de riscos é o atestado da pouca atuação do CREA/CAU e omissão das autoridades.

Claro, abordo dois assuntos embutidos num só texto. Minha cidade, Santiago do Boqueirão, RS, já começou com a cultura dos asfaltos. E     olha que têm áreas de riscos ocupadas aos montes. Como só foram pelo populismo de asfaltar por asfaltar, sem cultura para o trânsito, sem educação, sem avisos prévios, sem faixas de segurança sem as devidas pinturas, o caos é instalado nas mortes que se sucedem por atropelamentos. O asfalto é um convite para o velocidade … a partir daí, ninguém quer parar numa faixa de segurança.

O Ministério Público, que tem o dever constitucional de defender os interesses difusos da sociedade, deveria tomar a dianteira desse preocupante quadro. Do contrário, é só marcar o próximo velório de um munícipe.

Santiago é uma cidade 48 mil habitantes e com a migração pendular chega aos 60 mil . Ainda é tempo de corrigir. Ainda é tempo de redefinir. Ainda é tempo de instituir um debate sobre mobilidade urbana. A URI não interage com a sociedade.  O executivo municipal é gerido por um grupo sem visão política urbanista e até hoje nada fizeram em termos de mobilidade urbana.

As motos em Santiago, andam numa velocidade assustadora. Parece que o mundo já vai acabar para eles. Os ricos cagam para os pedestres e faixas de seguranças, embora existam exceções. Mas a dominação é a arrogância: foda-se esse pobrerio.

Eu tive acesso a um debate da UNICAMP onde são feitos relatos de milhares de famílias que estão migrando do eixo Rio/São Paulo/BH para pequenas cidades do Paraná, Santa Catarina e também saída do Brasil, pois aí também pesa a insegurança urbana.

Os problemas criados em megalópoles como São Paulo não terão solução. O caos é irreversível.

Tudo isso não tem nada a ver com messianismos toscos, uso indevido de Deus … isso é a ação do homem pura e tão somente. Dos asfaltos até a ocupação de áreas irregulares, a insegurança urbana, tudo isso é apenas e tão somente ação humana.

De São Paulo a Santiago é preciso pensar tecnicamente o porquê disso tudo, as razões e buscar as soluções.

Do contrário, a cada chuva, todos viverão o caos, com prejuízos e danos irreparáveis, no caso de morte de entes queridos. Aqui em Santiago, embora não estejamos mergulhados no excesso de água, passamos de luto pelas mortes num trânsito de motoristas que não têm noção do que é perímetro urbano e transformaram as nossas ruas em pistas de corrida.

Asfalto é tóxico.

Precisamos repensar Santiago como um todo, especialmente pela mobilidade urbana .

PS.: A estiagem prevista para 2024/25 devia acender o alerta acerca do esgotamento da capacidade de nossa barragem. Depois não digam que não avisei, pois nem o muro de contenção foi construído. Nossa barragem está exaurida.