Contatos com mortos: é possível ou tudo é apenas imaginação?

*JULIO PRATES
Eu sempre fui muito cético quando o assunto é matafísica. Não acredito em quase nada e sempre afirmei que só acreditaria se realmente tivesse algum contato com pessoas mortas.
Com as crises de hipoglicemia confesso que fui duramente atingido. Tive duas crises muito profundas e, felizmente, nas duas consegui recobrar minha consciência.
Contudo, nas duas, lembro-me bem que eu pedia socorro. Foram duas crises bem agudas, pois quando cai, inconsciente, sofri muito, é uma sensação horrível. Como eu vivo e moro sozinho não tenho outra alternativa a não ser buscar esforços pessoais e psíquicos pela retomada da normalidade. Na verdade, tive 6 crises, mas duas delas foram muito agudas, em ambas cai inconsciente e levei um bom tempo para recobrar a memória. Imagino a felicidade dos abutres que torcem pela minha morte. Até hoje não sei se a gente realmente pede e fala, ou se apenas imagimamos que falamos. Fiquei sempre com essa dúvida, pois só tenho câmeras no lado de fora da casa e não tenho dentro de casa.
Mas, na primeira, lembro-me bem, eu chamei muito pela NINA. Confirmo a mesma sensação, eu não sei se realmente a chamava ou era tudo produto de minha imaginação. De qualquer forma, é sempre muito gratificante pensar na NINA e o vínculo que criei com ela, cuidando-a desde que nasceu até seus 4 anos, foram muito marcantes.
Entretanto, a segunda crise que eu tive foi mais surreal (talvez seja mais realismo fantástico), pois eu chamava, e me lembro bem, que eu sempre chamada minha mãe. Chamei muito minha mãe, mas eu tinha a sensação que ela estava na sala da casa, onde é meu escritório, e, embora eu gritasse por ela para ir até o banheiro onde eu estava caído, a sensação que eu fiquei era que ela ficava sempre na sala. Só que meu estado era tão grave que nunca, em momento algum, eu me toquei que minha minha mãe é morta há mais de 20 anos.
Quem veio me socorrer, após recobrar a memória, foi meu amigo Arthur Viero. Com ele, veio sua companheira, a Rosane Fontella, de São Borja, que é envolvida com mediunidade e espiritismo, embora eu não creia nessa possibilidade possível. Mas ela e ele ficaram um bom tempo comigo e ao contar que eu chamava minha mãe, sem me tocar que ela é falecida, vieram as teses e as sugestões de ROSANE.
Ouvi-a atentamente e embora meu lado muito forte, quase cem por cento ateu ou agnóstico, me chamou muito atenção a certeza de que minha mãe estava na sala de casa. A Rosane veio com longas explicações, todas respeitáveis, em que pese minha absoluta ignorância sobre tudo isso.
Curiosamente, eu não tenho medo disso tudo e mesmo que fosse, em tese, a presença de minha mãe em espírito, nada me assusta, embora minha resistência racional em admitir a presença de espírito, embora eu próprio não acredite em espíritos.
Saindo do Hospital, voltei para casa e confesso que fiquei um pouco impressionado. Mas não muito, apenas um pouco mais seguro, pois se existe espírito e o espírito de minha mãe estava em minha casa, e ela acompanhou tudo o que eu passei, não é ruim, é até bom, pois eu tenho certeza que minha mãe me amava muito.
Eu nunca tive medo da morte e é tudo um assunto que eu encaro com muita naturalidade. Nunca ensinei a Nina ser atéia e se ela escolheu esse lado em sua vida, apenas respeito. Questões que eu nunca quis opinar e sempre respeito é a escolha de religião das pessoas ou suas crenças. Admito que tenho mais incertezas e dúvidas que certezas, que são poucas e raras. Por outro lado, concluindo, imagino a extensão da felicidade dos abutres que almejam minha morte, os mesmos que se fingiam de amigos esperando a oportunidade para cravar-me o punhal nas minhas costas, com apoio discreto de familiares falsos que tudo sabiam e sempre armaram; eu finjo que nada sei. Só que a hora da Verdade está chegando, guardem suas preocupações, pois eu sempre fui discreto, só não me responsabilizo pelo eventual estrago.

*Autor de 6 livros, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 99/00, Advogado 1984/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008 e também Pós-graduado em Sociologia Rural 2000/2001. Embora santiaguense, até hoje nunca fui convidado para a Feira do Livro de Santiago.
Cartão postal de uma professora de Amsterdam. Distrito da Luz Vermelha para o psicanalista DAVI DAMIAN
DAVI DAMIAN é nossa sumidade maior em Psicanálise, sendo Mestre e Doutor pela UFRGS, e, creio, ainda vai ao PHD em Londres, embora a amiga que o enviou o cartão esteja na HOLANDA, alguns chamam de Países Baixos.

Festa em Blumenau, SC, promete boicotar samba, pagode, forró, sertanejo, funk e músicas gaúchas

Sistema e.proc continua fora do ar. 11.22 da manhã

