Dostoiévski e os semeadores do mal: a anatomia de Salieri e a podridão humana

REFLEXÕES DO PSICANALISTA, MESTRE E DOUTOR EM PSICANÁLISE PELA UFRGS, DAVI DAMIAN

Nessa lembrei de “Gente Pobre” de Dostoiévski, a luta pela vida e sobrevivência, onde o personagem com o pouco que se tem dá tudo física e mentalmente, e relata por correspondênci com sua amiga, ou o “Capote” de Gogol em que o personagem consegue um casaco novo a duras penas e acaba sendo roubado, lidar com uma perda, um roubo arrancado de si, deixando o ser que se vire, se vire de contorcer, disforme, “o homem sem importância”, como na burocracia de Pushkin e o tcheco Kafka. A luta com o ambiente seja ele climático como relacionamento humano. Ou dito humano. Aqueles que ajudam como quem “ajuda” com segundos fins, e mesmo que tu ajude, nenhuma boa ação sai impune. Mas por fim, sabe que lutou a boa luta, não ficou na inação. O inverno um dia acaba.

 

Apêndices transversos e as cruzas perpendiculares

Nas noites frias de inverno eu sempre fazia sopas com NINA.

Eu estudei muito como responder a duas pessoas ao mesmo tempo, pois essas também participaram de um ato. Eu sei bem que o meu propósito não é fácil, mas inicei minha resposta nessa madrugada, embora eu tenha estudado mais de 60 dias na elaboração desse raro documento.

A primeira resposta foi até fácil. A numerologia da Cabala de Lorenz coincidiu em tudo,  o cruzamento foi fácil, e os meses pares e o dobro ao mesmo tempo, foi tudo perfeito na elaboração de minha resposta a um intocável. Os dias análogos.


Ontem, um amigo, um digno amigo, muito espiritualizado, mas um homem de uma bravura incomum, pegou velhos artigos do meu blog, cruzou informações, e matou uma charrada de cara, embora eu não saiba desde quando ele começou a furuncar nessas histórias.  Só sei que ele foi preciso, certeiro e exato.

Eu expliquei a ele a lógica da entrada dos cadáveres no cemitério e o desvio de um corpo sem vida  pelo lado do fundo. Ele entendeu que a morte foi provocada e a extensão da blasfêmia. Sábio e um justo homem, não sem razão, um grande amigo meu por todos os apêndices transversos e as cruzas perpendiculares.

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Prime e HBO estão apenas fantasiando uma realidade

Dia claro,  terminei achando artigos dispersos, mas todos datados e com informações badaladas devido o HBO. Eu escrevi sobre o assassinato de Carlito Meném, o atentado a sede da AMIA e o suposto suicídio no promotor Nisman, todos esses fatos são altamente conexos e todos tem a mesma origem, só que ninguém tem as pontas das cordas que passam pelo assassinato de um agente do CIA na Colômbia. Prime e HBO estão apenas fantasiando uma realidade sem as devidas conexões, embora as premissas sejam corretas.


Eu escrevo apenas para quem sabe ler. 

Essa bonequinha sempre dorme ao meu lado, no meu colchão, no chão, onde durmo sempre. 

Desejo um bom dia aos justos e aos adoradores da Verdade. 

Dostoiévski e os semeadores do mal: a anatomia de Salieri e a podridão humana

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

O mal  é muito presente nas obras de Dostoiévski. Certamente, o autor russo é quem mais aborda com primazia e rara esperteza a prática do mal, onde muitos, em nossa sociedade, praticam-no e se acham acima do bem e do mal.

Dostoiévski aborda o mal  e suas consequências em obras como Os Demônios, Crime e Castigo e Os Irmãos Karamázov.  No seu fabuloso livro Os Demônios ele aborda o niilismo (conceito nietzschiano), onde é abordada  a destruição fruto de convencimentos pessoais de homens e mulheres que se  obececam pelo anacronismo da ausência de  valores morais e convencem-se que podem destruir sentimentos e amores, mesmo que sejam valores refletidos em suas mentes doentias e patológicas oriundas dos ciúmes e da inveja de suas almas podres.

Esses seres humanos, mostrados com raridade no filme AMADEUS, onde o músico SALIERI desenvolveu um ódio tão grande contra MOZART, tudo porque ele era quem melhor entendia a obra de MOZART e fez tudo para vê-lo morto, pois a qualidade de sua música e a perfeição dos acordes o perturbavam a ponto dele desenvolver uma doença que só o conformava gerando a morte de MOZART e foi o que ele fez, embora o próprio SALIERI tenha morrido inconformado com a qualidade da música de MOZART.

É certo que eu não sou músico, nem nada entendo de música. Sou um ser humano totalmente insignificante, pobre, miserável, mas tinha um valor que me movia, que me impulsionava a viver. Aí o SALIERI aliou-se uma mulher inescrupulosa e trataram de me afastar do convívio do único significado significante que eu tive em minha vida. Eles agiram juntos, foram cúmplices e o plano deles sempre  foi me levar ao suicídio, crentes de que eu não resistiria viver longe do meu significado significante.

O plano deles começou a dar errado quando o Tifão Salieri foi diagnosticado com demência neurodegenerativa. Logo, trataram de mudar os planos, voltaram de onde saíram e pensam em controlar minha vida, imaginando que sou suscetível de ser controlado por mentes doentes. Enganam-se, podem até escrever a separação de um amor puro e sincero como fizeram com a minha vida, mas jamais apagarão a chama sincera de um amor divino e puro, o que nenhum dos dois jamais compreenderá.

Eu apenas dei amor sincero, algo puro, só Deus sabe a extensão da pureza que eu sempre agi, sempre fui sincero e sempre fui avesso a mentira.

Eu posso  morrer, é óbvio que vou morrer, mas jamais Salieri conseguirá ser um pouco do que eu sou, sem nenhum dinheiro, sem nenhum poder, pronto para o destino da vida, sem medo e sem temor de nada, pois sempre fui a Verdade e meus sentimentos sempre foram sinceros.

O objeto que ambos tentaram destruir em mim, jamais conseguirão, pois eu sou o amor mais puro que um pai pode ter e isso não morrerá nunca, nem com minha eliminação física. O afeto, o carinho e a grandeza da verdade nunca será alcançada pela pulha demente e seu manipulado tarado sexual, que quis exorbitar-se no poder de minha destruição para satisfazer sua podre concupiscência carnal.

O que ambos, a pulha e o tarado, nunca compreenderão é que eu sempre fui limpo na minha vida, estou pronto para morrer como nasci, pobre, miserável, sem nunca ter buscado nada, mas feliz pelo que eu vivi, pelo alimento  simples que imiscuo todos os dias, e sem a falta de todos os que eles afastaram de mim, imaginando que eu não sei dos seus jogos pobres.

O tarado já está definhando e a pulha colherá os frutos dos abusos, erros e das mentiras que atingiram o dom mais puro de Deus.


*Jornalista MTb-RS 11.75, Jornalista Internacional com registro de Editor nº 908225, Sociólogo, Teólogo e Advogado.

Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual e também em Sociologia Rural.

Autor de 6 livros e titular de blog www.julioprates.com desde o março de 2002.

Satanismo, cultura woke e um debate altamente ideológico

*JULIO PRATES

Dias atrás eu escrevi sobre a imensidão das crítica a poetisa PRETA GIL. O poeta e vereador ADRILLES JORGE nomina a agência “satânica A Mynd”, de propriedade da poetisa e cantora, que faria muitos trabalhos de caráter satanista. Eu não tenho certeza de nada, sequer sabia da existência dessa agência e acho muito triste as acusações contra uma pessoa falecida. O que eu registro  é o avanço das críticas e as manifestações de tantos canais, até então surpreende quem está de fora de tudo isso, como é o meu caso.

 O debate, a rigor, tem um cunho mais ideológico contra a cultura woke, a qual parece que Preta Gil representava e impunha uma pauta ideológica aos artistas. Hoje o falatório expandiu-se e outros influenciadores a atacam abertamente. Entretando, a sensação que eu fico é que esse debate é puramente ideológico, defensores do PT e defensores de Bolsonaro se digladiam num debate muito desrespeitoso, afinal nem o luto é mais respeitado. E esse debate entre os simpatizantes e os adversários da cultura woke há muito tempo vem marcando posições e delimitando espaços entre a esquerda e a direita no Brasil.

“Woke” é um termo que originalmente surgiu dentro da comunidade negra nos Estados Unidos, significando estar consciente e alerta sobre questões de injustiça social e racial. No entanto, ao longo do tempo, o termo passou a ser usado para descrever uma postura mais ampla de conscientização e ativismo em relação a diversas questões de desigualdade, como gênero e orientação sexual. Atualmente, “woke” também é usado de forma pejorativa, especialmente por setores mais conservadores, para se referir a uma suposta cultura politicamente correta, que busca impor valores progressistas e praticar o “cancelamento” de opiniões consideradas ofensivas.

O que é a ideologia woke?
Woke ( / ˈ w oʊ k /WOHK ) é uma palavra que originalmente se referia à conscientização sobre racismo e discriminação . Mais tarde, passou a incluir a conscientização sobre outras questões de desigualdade social , por exemplo, em relação a gênero e orientação sexual .

(COPIADO DA WIKIPÉDIA).

A grande verdade que emerge nesse debate todo é a presença da morte em nossas vidas. Esse é um debate bem realista, quer queiramos, quer não, todos nós passamos e vivemos essa inquietação. Eu tenho muita consciência de que vou morrer e estou – estranhamente – maduro e não temo a morte. Sei bem  que houve comigo,  a presença de falsos amigos, de pessoas falsas, de gente ardente pela mentira; e compete a cada um de nós fazer a leitura do que passamos.

Eu sempre vivi da escrita e já preparei tudo sobre o golpe que levei, quem articulou, quem me traiu e quem planejou tudo contra mim.

A minha versão sobre os fatos ninguém me impedirá de transmiti-la aos meus amigos e conhecidos e também quero expor como se provoca a morte de uma pessoa viva, usando as estruturas podres do Estado. Não quero mais agradar a ninguém, não temo mais nada, nem a própria morte, pois sei bem que os 3 maiores bandidos que conheci já pensaram em eliminar minha vida. Mas mesmo tirando minha vida, não impedirão a publicação de minha versão documentada sobre os fatos. Sempre fui simpático da justiça, embora dentro da justiça tenha encontrado o campo fértil da injustiça.

Quando eu digo NINGUÉM, eu tenho plena consciência de que NINGUÉM me impedirá de mostrar a podridão de pessoas que vivem de enganar os outros, de satisfação bestial, de usurpação sentimental  e de uma alienação, que emerge do individual e ganha corpo no coletivo. Entendi bem a podridão e sei quem é quem nessa sujeira.

Não pensem que a surpresa estará num canal onde uma ordem judicial retira tudo do ar e pronto. Eu me preparei além de nossas fronteiras e me inspirei em Camus e Dickens. Sempre deixei isso bem claro.


*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).