STJ DETERMINA QUE EX-CONJUGE PODE PEDIR PARTILHA DE BENS A QUALQUER MOMENTO SEM QUE O OUTRO CONJUGE POSSA SE OPOR

Sim, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que um ex-cônjuge pode solicitar a partilha de bens a qualquer momento após o divórcio, sem que o outro cônjuge possa se opor. Essa decisão é baseada no entendimento de que a partilha é um direito potestativo, ou seja, pode ser exercida a qualquer tempo, independentemente da vontade ou concordância do outro cônjuge. 

  • Direito potestativo:
    A partilha de bens é considerada um direito potestativo, o que significa que um dos cônjuges pode exercê-lo livremente, sem depender da vontade do outro. 

  • Imprescritibilidade:
    O STJ também entendeu que a partilha não está sujeita à prescrição ou decadência, ou seja, não há um prazo limite para que um dos ex-cônjuges solicite a divisão dos bens. 

  • Comunhão universal de bens:
    A decisão foi tomada em um caso envolvendo o regime de comunhão universal de bens, mas o princípio se aplica a outros regimes de bens também. 

  • Não realização da partilha no divórcio:
    A decisão se aplica especialmente aos casos em que a partilha não foi realizada no momento do divórcio. 

Implicações da decisão:
  • Segurança jurídica:
    A decisão garante que um ex-cônjuge não perca o direito à partilha de bens por falta de ação imediata após o divórcio. 

  • Direito a qualquer tempo:
    Um ex-cônjuge pode solicitar a partilha a qualquer momento, mesmo após anos do divórcio, sem que o outro possa se opor. 

  • Importância da assessoria jurídica:
    É fundamental que um ex-cônjuge que deseja solicitar a partilha busque orientação jurídica para garantir seus direitos, segundo o IBDFAM e outros sites jurídicos. 

fonte – IBDFAM

STF desmente fake news bolsonarista: filha de Barroso não será deportada

DCM – DIARIO DO CENTRO DO MUNDO

É fake que a filha do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, será deportada dos Estados Unidos. Luna van Brussel Barroso não mora no exterior e está atualmente no Brasil.

A desinformação começou a circular em perfis bolsonaristas após a revogação dos vistos americanos de ministros do Supremo e seus familiares. As publicações usam fotos da advogada ao lado do pai para espalhar boatos, sugerindo que ela advoga nos EUA e não poderia recorrer da decisão.

Luna é formada em Direito pela Fundação Getúlio Vargas e cursou pós-graduação na Universidade de Yale, nos EUA, entre 2022 e 2023. No entanto, segundo o STF, ela já retornou ao Brasil e trabalha no escritório de advocacia de Barroso no Rio de Janeiro. Além disso, é doutoranda em Direito Constitucional na Universidade de São Paulo. “Também é mentira que ela será deportada. A única filha de Barroso mora no Brasil”, informou a assessoria da Corte.

A falsa alegação surgiu após os Estados Unidos cancelarem vistos diplomáticos de parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal, medida tomada logo após uma operação da Polícia Federal (PF) que impôs restrições a Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de usar redes sociais e recolhimento domiciliar noturno.

30 mortos em ataques israelenses, incluindo crianças palestinas e o ataque a Igreja Católica em GAZA

ÓPERA MUNDI

Com sistema de saúde sobrecarregado por fluxo de feridos, médicos são obrigados a decidir quem será tratado primeiro

 

Pelo menos 30 palestinos foram mortos desde o amanhecer desta sexta-feira (18/07) em Gaza por ataques israelenses, afirmaram fontes médicas à emissora catari Al Jazeera. Três pessoas morreram no bairro de Tuffah, no leste da Cidade de Gaza, e outras cinco foram assassinadas pela escalada sionista em Jabalia an-Nazla, ao norte do território.

O bombardeio também atingiu tendas que abrigavam palestinos deslocados em al-Mawasi, no sul de Gaza. O ataque causou um grande incêndio e matou pelo menos cinco pessoas, incluindo crianças. Al-Mawasi tem sido alvo recorrente e mortal de ataques israelenses.

O número de mortos inclui ainda sete pessoas que buscavam desesperadamente ajuda. O sistema de saúde palestino está sobrecarregado pelo fluxo diário de feridos no enclave.

A guerra de Israel

Igreja Católica é Atacada por Israel

Um novo ataque israelense atingiu a Igreja da Sagrada Família, na Cidade de Gaza, nesta quinta-feira (17/07). Duas mulheres foram mortas e várias pessoas ficaram feridas, de acordo com médicos do Hospital Árabe al-Ahli. Entre os feridos está o pároco argentino Gabriele Romanelli, conhecido por seus relatos diários ao falecido Papa Francisco sobre a situação dos civis em Gaza.

Em Gaza já matou pelo menos 58.667 pessoas e feriu 139.974, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Em comparação, estima-se que 1.139 israelenses tenham morrido nos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, e mais de 200 foram feitos reféns.

Após o ataque, o Papa Leão 14 emitiu um telegrama, assinado em seu nome pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano. O pontífice afirmou estar “profundamente triste” ao saber da perda de vidas e dos ferimentos causados pelo ataque militar à igreja.

A Igreja da Sagrada Família é a única igreja católica na Faixa de Gaza e abrigava cristãos e muçulmanos, incluindo crianças com deficiência, no momento do ataque.

Motta e bolsonaristas retaliam Lula e tiram R$ 30 bi da saúde e educação para dar a ruralistas

FORUM

Após darem aval ao PL da Devastação Ambiental, Centrão e bolsonaristas aprovam PL que tira R$ 30 bi do Fundo do Pré-Sal e entrega para ruralistas pagarem dívidas. Lula vetou aumento de deputados.

Além de inimiga do povo, a Câmara dos Deputados, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB) e dominada pelo Centrão e a ultradireita neofascista, representada pela bancada comandada por Jair Bolsonaro (PL), ganhou a pecha de inimiga do meio ambiente na madrugada desta quinta-feira (17).

Além de aprovar às escuras o Projeto de Lei 2.159/2021, classificado por ambientalistas como “PL da Devastação”, a horda parlamentar aprovou o Projeto de Lei 5122/23, que tira R$ 30 bilhões da saúde, educação e meio ambiente para entregar para ruralistas pagarem dívidas.

A votação da medida foi articulada nos bastidores entre Centrão, bancada ruralista e bolsonaristas para vingar o veto de Lula ao projeto que aumentava o número de deputados de 513 para 531.

O veto de Lula foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União e justifica que “ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos”, em relação ao efeito cascata que criaria nas Assembleias Legislativas.

No entanto, antes da oficialização do veto, Motta, a bancada ruralista e os bolsonaristas aprovaram o projeto de lei de autoria do eputado Domingos Neto (PSD-CE), relatado por Afonso Hamm (PP-RS), que tira R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal que será disponibilizado como crédito para os ruralistas pagarem dívidas.

O Fundo Social (FS) do Pré-Sal foi criado no governo Dilma Rousseff para receber recursos da União obtidos com os direitos pela exploração do petróleo para projetos e programas em diversas áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o projeto aprovado pela Câmara, poderão ser utilizadas receitas correntes do Fundo Social dos anos de 2025 e 2026 e superávit financeiro (resultado de aplicações dos recursos, por exemplo) dos anos de 2024 e 2025, impactando diretamente nas contas públicas.

O projeto aprovado destina R$ 30 bilhões o total de recursos do fundo que poderão ser utilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos por ele habilitados na concessão de financiamento aos produtores rurais para a quitação de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural.

Na justificativa ao plenário, o deputado do PP que relatou o projeto, afirmou que o projeto visa “restaurar a capacidade produtiva dos agricultores brasileiros, assegurar a continuidade da produção de alimentos e fortalecer a resiliência do País frente aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas”, citando o caso ocorrido no Rio Grande do Sul, seu estado.

Na prática, o projeto habilita os bancos públicos, capitaneados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a emprestarem o dinheiro aos ruralistas e assumirem os riscos das operações, incluído o risco de crédito (calote do devedor). Os juros serão de no máximo 7,5% ao ano, com prazo de pagamento de 10 anos.

Poderão ser quitados com o novo financiamento os débitos relativos a operações de crédito rural, vencidas ou a vencer, renegociadas ou não, contratadas até 30 de junho de 2025.

Entram também Cédulas de Produto Rural, renegociadas ou não, emitidas até 30 de junho de 2025 emitidas em favor de instituições financeiras, cooperativas de produção, fornecedores de insumos ou compradores da produção, desde que registradas ou depositadas em entidade autorizada pelo Banco Central a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos financeiros ou de valores mobiliários.

De igual forma, se o produtor contraiu novo empréstimo para quitar os anteriores, essa nova dívida também poderá ser quitada com os recursos previstos no projeto.