
Essa era minha mãe. Faleceu em 2003, teve uma vida peregrina, pois com a separação dos seus pais, ainda criança, meu avô foi para a ARGENTINA com 3 crianças, JANDIRA, ROMEU E GARIBALDE.
Meu tio mais novo, GARIBALDE, chegando de volta ao BRASIL estabeleceu-se na Colônia Philippson, a primeira colônia judaica do Rio Grande do Sul, fundada em 1904 pela Jewish Colonization Association (ICA) em terras ao norte de Santa Maria para receber judeus perseguidos na Europa. Hoje é ITAARA.
GARIBALDE, devido ao sotoque arrastado da língua, ganhou o apelido de CASTELHANO e morreu sendo mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome. Com a dispersão da Philippson, retirou-se para JULIO DE CASTILHOS, onde tenho uma imensidão de primos de primeiro e segundo grau.
Meu outro tio, ROMEU SOARES DE LIMA, ficou no RINCÃO DOS SOARES, com o meu avô e com minha mãe. Casou-se e teve um filho apenas, LUIZ CARLOS LIMA, que é major do Exército e casado aqui em Santiago. Não conheço sua família, e sei apenas que onde ele mora, pois o meu amigo PORTELA, que é Bacharel em Direito, me contou onde ele mora, na casa que era de um amigo, o Tito. Sei apenas que ele é casado com uma moça que é filha de palestinos. Mas nada sei da vida dele.
E minha mãe, foi a pessoa mais traumatizada com a separação de seus pais, sendo que ela ficou sempre com meu avô e sempre se negou a visitar sua mãe, LEODINA SOARES, que foi morar em TRÊS PASSOS e constituiu uma nova família. Eu acompanhei o sofrimento de minha mãe, pois ela sempre chorava quando falava em sua mãe, mas, pelo sofrimento do meu avô, ela se negou a visitar sua mãe e morreu sem vê-la.
Eu li a história dos SOARES no livro sobre SANTIAGO escrito pelo advogado JOSÉ ÉLVIO SIMÕES e as informações batem todas com as quais eu sempre tive. Eram todos matadores profissionais e compraram bons pedaços de terras no RINCÃO DOS SOARES e abandonaram SÃO PAULO devido a matança que promoveram. Não sem razão, o DEIO RANCHÃO SOARES vem ser meu primo de sangue pelo lado dos SOARES e foi com o ADELMO GENRO FILHO que eu descobri a história do DEIO e mais tarde, quando seu BONOTTO, sogro da nossa juíza criminal, faz um sensata homenagem ao DEIO RANCHÃO e ao ALZIRO FÃO.
Dias atrás, meu amigo de longos anos e leitor do meu blog. GUILHERME BONOTTO me liga e me pergunta se era verdade a história de que o canivete do DEIO degolar seus rivais estava comigo. Ela deu o canivete-punhal antes de eu nascer e fez minha mãe prometê-lo que só daria a mim se ela tivesse um filho homem. Minha mãe guardava todos seus documentos raros numas latas argentinas de balas (doces) que e foi ali que ela guardou o canivete do DEIO e me recomendou que eu não degolasse ninguém que fosse inocente. Eu guardei o canivete no cofre de um colega, grande amigo, e só vou tirá-lo de lá quando eu precisar fazer uma degola.
Minha mãe teve 3 filhos. Duas meninas e eu. Minha irmã mais velha, não sei sua idade, tem apenas um filho, que é militar reformado e advogado aqui em Santiago. Sua filha SIMONE, faleceu em casa, aos 36 anos, era contadora concursada da prefeitura de Santiago. Minha outra irmã, tem dois filhos homens, o Rodolfo, que é dentista e o Guilhes, que mora em SÃO PAULO desde 1998; depois de formado pela UFSM, entrou na VEJA, onde foi editor por 10 anos, foi para o iG do Brasil e foi casado com sua colega LE SORG, jornalista da USP, editora-chefe do ESTADÃO e depois foi para OXFORD, na Inglaterra. Nunca mais falei com ela, mas deve andar pela THE ECONOMIST.

O Rodolfo tem uma filha (essa da foto) e um filho e o GUILHES ainda não teve filhos.
A Marianinha é minha mimosa, é ainda menininha, tem 13 anos, É minha primeira sobrinha neta, Mariana Gorski Bedin Damian.
O Rodolfo é quem exerce a criação da Marianinha, embora eu não o visite há muitos anos. Lembro-me apenas que ela e a NINA brincavam quando bem crianças.
O Rossano, meu outro sobrinho, tem um casal de filhos, mas não os vejo há muitos anos. Só o Régis, filhinho dele, é muito mimoso e afetuoso, gosto muito dele. A esposa do Rossano é de SÃO PAULO.