Sobres as amizades

DAVI DAMIAN*

Teu escrito sobre amizade me lembrou deste que segue, surgiu em uma memória de 5 atrás, mas não lembrei se escrevi ou surgiu vagando e peguei associando alguma fábula medieval como em St. Agostinho na Epistemologia e Teologia.

Um guerreiro sabe que um anjo e um demônio disputam a mão que segura a espada (pensamentos, língua, palavras, atos).

Diz o demônio: “Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo”.

Diz o anjo: “Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo.

O guerreiro fica surpreso. Ambos disseram a mesma coisa.

Então o demônio continua: “Deixa que eu te ajudo”. E diz o anjo: “Eu te ajudo”.
Nesta hora, o guerreiro percebe a diferença.

As palavras são as mesmas, mas os aliados e interesses são diferentes.

Logo como as estratégias em Bovary, surge a trama de Macbeth, onde este tornou-se rei devido a Lady Macbeth e seus estratagemas influenciando tudo e todos até o rei desde o início, sussurros de veneno. As palavras venenosas só funcionam quando alguém que as engolir/ouvir; o personagem “Língua de Cobra” conselheiro/amigo em “Senhor dos Anéis” que deixou um rei Théoden de joelhos e debilitado pelo “encanto de suas palavras/conselhos.

Lady Macbeth por fim sente culpa de ter feito tudo o que fez.

Mas fica a pergunta que o teu conteúdo/escrito esconde sendo claro: “quem hoje sente culpa ou pede perdão por seus atos?”


*DAVI DAMIAN – É psicanalista, Mestre e Doutor em Psicanálise pela UFRGS

Uma vida simples

*Júlio Prates

Eu nasci em meio a um mandiocal. Meu pai sempre plantava-as e eu, desde criança, fui um exímio comedor de mandiocas.

Sempre quando almoço fora, minha festa é quando tem mandioca.

Então, eu cozinho uma panelada de mandiocas, frito dois ovos e faço um arroz básico; raramente como carne e quando como é só frango ou peixes. Raramente como carne vermelha.

Minhas refeições são absolutamente simples e meu modo de comer é mais simples ainda. Sempre fui assim, desde criança sempre comi o que tinha, nunca escolhi comida. Lembro-me, a noite, às vezes. a Nina inventava de comer coxinhas; eu saia e comprava-as, nunca deixei faltar nada para minha filhinha. Ademais, em casa, sempre cozinhava para ela, que adorava as sopas que eu fazia.

Hoje, vivo sozinho. Cuido-me, porque não tenho outra escolha. Passo boa parte do tempo encerrado em casa e para me manter: como mandiocas.

Mandioca é rica em potássio e tem muitas fibras, e é, pari passu, um  alimento tri de bom  para o coração. Ademais, a riqueza em  potássio regula os fluídos e alivia a tensão nas artérias e nos vasos sangüíneos. Vejam, queridos leitores e leitoras, a riqueza que advêm da simples comilança de uma mandioca.

Eu escrevo, geralmente, até as 3 ou 4 horas da manhã. Também pesquiso muito.

Converso a noite com meus amigos e amigas, E os assuntos são os mais variados, mas falamos sempre sobre GAZA, Rafaf, a questão palestina, os EEUU e muitas pessoas trocam ideias comigo; os evangélicos, sempre assustados com a volta iminente de Jesus, só me cansam e tenho que explicar a cada um deles que não acredito em profecias malucas.

Confesso que, hoje, transito entre o agnosticismo e o ateísmo, embora a herança evangélica sempre presente. Acho que sou um pouquinho de cada um, sem uma definição pronta, aliás, não gosto de nada pronto e aprecio as questões abertas da vida. Especulações não são certezas e certezas, em termos de religiões, convenhamos que não existem. Certeza, só tem quem não domina bem os arquétipos ou está numa religião por conveniência.

Um dia, o saudoso Paulo Henrique Amorim disse que o jornalista com menos de cem processos não era um bom jornalista; ele andava na casa dos mil e poucos.

Não sem razão o STF decidiu sobrestar todos os processos que tinham conflito constitucional entre os artigo 5º, X,  e o 220, ambos da CRFB/88. O conflito entre os 2 artigos é evidente que até uma menina como a NINA,  sabe entender que não existe prevalência de um artigo sobre o outro e os dois são conflitantes entre si, pois um diz uma coisa que colide com o que diz o outro. Daí o surgimento do paradigma constitucional.

Aqui em Santiago, as pessoas se assustam com os processos de um jornalista que escreve. Mas a vida é assim mesmo. Gustave Flaubert foi parar nos tribunais da França por causa de seu livro Madame Boravy(foto) e o preconceito de que todas as mulheres da França seriam igualadas a EMMA BOVARY, esposa do médico Charles Bovary. Realidade é uma coisa e arte é outra, disse ele em sua defesa.

Agora, com a modernidade, embora meu blog tenha completado 23 anos, dia 22 de março desse ano,  acho que vou migrar para uma nova forma de comunicação. Esperemos pela hora certa.

Enquanto espero o tempo passar, sem medo de ficar gordo, como mandiocas a noite, a tarde e em todas as horas. Basta eu estar em casa, se é que posso chamar de casa meu modesto refúgio, de onde anoto o que vejo no mundo e debato numa estranha interação com as pessoas, sendo que sou lido em mais de 60 países e firme mais em SP e RJ, assim como nos Estados maravilhosos do Nordeste, e vou tocando a vida, comendo mandiocas, cozidas e depois torradas levemente.

Como não sou advogado criminalista, não me meto a opinar numa área que não conheço nada, por isso, deixo as opiniões sobre o julgamento de hoje, caso Bolsonaro  e outras pessoas, para quem é do metier, não gosto de opinar sobre o que eu não domino.


*Autor de 6 livros, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registro de Editor Internacional  nº 908 225, Sociólogo e Advogado inscrito na SA OABRS sob nº 9980 e Teólogo. 

Eu escrevo apenas a realidade e meu próximo livro será a mais pura expressão de uma verdade humana.

 

 

Os falsos amigos e as falsas amizades

* JULIO PRATES

Um dos maiores enganos das pessoas é confiarem noutras pessoas. A conclusão que eu chego, aos meus 66 anos, é que as pessoas são falsas, cínicas, hipócritas e raramente encontramos alguém sincero.

Eu sempre fui muito criterioso ao escolher meus amigos e errei muito, muitíssimo feio, ao confiar num amigo, que se dizia meu amigo, escrevia que era meu amigo, inseriu-me dentro de sua família, e eu fui tonto, otário, idiota e imbecil a ponto de acreditar nesse suposto amigo.

Por que eu digo que fui otário? Eu jamais duvidei da honradez e da dignidade desse amigo, por ser muito rico, altamente rico, por ter formação da melhor qualidade e por ser sabedor que eu, pobre e humilde, como sempre fui, nunca lhe representaria ameaça alguma.

A história é cheia se exemplos de traições e de traidores, desde traições de amigos, passando por traições familiares, de mulheres e até de filhos contra país. Em nosso meio, a traição mais conhecida é de Judas Iscariotes que entregou Jesus Cristo aos romanos por trinta moedas de prata derivando-se daí na crucificação de Jesus. A traição de Brutus a Júlio César é outro exemplo notável, assim como Domingos  Calabar, no Brasil colonial, que se aliou aos holandeses e traiu o Brasil.

Já escrevi muito sobre as traições de Madame Bovary com seu pobre e excelente marido, o médico Charles Bovary, no romance famoso de Gustave Flaubert. Madame Bovary é um típico exemplo de mulher mentirosa e li o livro sobre a defesa do próprio Flaubert ao defender-se, dizendo que tudo era ficção, quando os moralistas franceses apontavam que o exemplo da personagem de Flaubert passaria uma imagem errada das mulheres francesas para o restantes do mundo.

Eu suma, a literatura é cheia de exemplos de traições femininas, sendo que Anna Kariênina, personagem de Tolstói, na Rússia czarista, que trata da traição de Anna ao seu marido e seu envolvimento com o conde Vronsky, abrindo um pertinente debate sobre a infidelidade feminina e a extensão das podridões das relações sociais no czarismo.

Em suma, traições sempre existiram e envolvem homens e mulheres, e variam de acordo com o caso, passando com a traição de Jesus por Judas, passando Brutus e Júlio César e chegando a Madame Bovary e a Anna Kariênina.

Os exemplos citados são apenas históricos e usados para ilustrar minha reflexão, pois eu tive um amigo que tudo fazia por mim e eu lhe contava tudo que me acontecia, sem saber, sem nunca imaginar que tudo era armado por ele próprio e o escopo de sua falsa amizade amizade comigo era a obsessão que ela houvera desenvolvido por minha companheira.

Meu erro, um dia ela me contou que ele não era meu amigo, que ele a assediava, só que eu não acreditei nela e jamais imaginei que um homem de sua envergadura moral e ética, assim como seu elevado padrão socioeconômico fosse capaz de trair um amigo, especialmente um amigo tão pobre e tão desprovido de qualquer bem material quanto eu.

E segui errando, e confiando tudo de minha vida a esse falso amigo. Confiei tanto, que usou tudo e usou com galhardia e sobriedade e foi o grande vencedor.

É claro, ele e ela conjeturam juntos, pois essa tese era dela, era que longe da pessoa com mais significado para mim eu me suicidaria e ela o usou tão bem que ele optou por esse caminho, certo de que o afastamento de NINA me levaria ao suicídio. E contei o caso análogo do jornalista STOPPA que eu já narrei aqui mesmo.

As mulheres são bandidas tanto quanto os homens e não se preocupam com sentimentos de crianças, é a tese de Dostoiévski sobre o perigo do convencimento humano e o perigo desse convencimento sem limites. Ele, por ser um vivo tarado sexual, e ela por ser uma pessoa sem escrúpulos,  não sem razão citei a obra OS DEMÔNIOS, onde Dostoiévski aprofunda acerca da loucura de seres que se acham superiores aos demais e a partir desse convencimento doentio e altamente patológico não medem esforços para destruírem seres semelhantes, os quais somente a loucura da vazão e força para aprofundarem essa destruição, mesmo que isso implique em destruir crianças e pré-adolescentes, desde, é claro, que atinjam o pai dessa criança.

Eu estou todos os dias, nas folgas, remodelando e reescrevendo os detalhes dessa maldição que se abateu sobre mim a partir desse falso amigo e dessa mulher sem escrúpulos que ainda será julgada pela história, como todos nós seremos. O que ocorre é que gente que se acha superior, como esse falso amigo, não pensa no reverso da jogada e não sem razão está mergulhado numa doença avassaladora, apodrecendo tudo o que ele usou para atacar um ungido de Deus.

Não seu perfeito, pelo contrário, sou falho e imperfeito, mas sei que fui consagrado com o Espírito Santo aos 15 anos, batizado nas águas aos 12 anos, e sei o quanto sou usado por Deus para ajudar pessoas pobres que me procuram em busca de ajuda e as ajudo com prazer, sem nada cobrar pelos meus serviços. Só que não ando falando em Deus, não faço comércio com o nome de Deus, não minto e não iludo ninguém.

Sei o quanto fui traído, inclusive por familiares, mas sigo a vida porque sei entender a pequeneza dos espíritos humanos, noto e decifro as montagens, inclusive jurídicas, armadas para me atingirem, sei detalhe por detalhe de tudo, mas apenas julgo com meus olhos críticos para conhecer bem as pessoas e ver até onde as pessoas vão em suas falsidades e cinismos.

Não busca nada além do que sou, quero morrer simples e pobre como sempre fui, sem nada, mas em plena paz Divina, com Deus no meu coração, não esse deus dos mercadores da fé, continuo dormindo no chão e durmo maravilhosamente bem, tenho uma paz indescritível em minha alma e um amor universal que me faz amar as pessoas e ter a lucidez para entender as maldades e as perdições.

Eu oro todas as noites antes de dormir, falo baixinho com Deus, peço proteção as pessoas que precisam de proteção, peço pela NINA e agradeço aos irmãos e irmãs que me compreendem e oram por mim, sem eu pedir, de livre e espontânea vontade. E nunca escondi a vergonha que eu tenho da comercialização da religião, pois sou avesso a essa busca desenfreada por dinheiro.

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*Jornalista MTb-RS 11.75, Jornalista Internacional com registro de Editor nº 908225, Sociólogo, Teólogo e Advogado.

Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual e também em Sociologia Rural.

Autor de 6 livros e titular de blog www.julioprates.com desde o março de 2002.

escrito direto e sem revisão

NOTA OFICIAL DA OAB-RS

OAB/RS e Polícia Civil reforçam combate ao golpe do falso advogado e atualizam protocolo para registro de ocorrências

O combate ao golpe do falso advogado tem sido uma pauta prioritária da OAB/RS, que vem intensificando ações de prevenção, orientação e articulação com as autoridades de segurança pública. Nesse sentido, a Ordem já promoveu campanhas educativas, firmou protocolos de cooperação com a Polícia Civil e tem acompanhado de perto as operações realizadas para coibir a prática criminosa. Recentemente, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul atualizou o protocolo para registro das ocorrências. Agora, os casos devem ser formalizados diretamente na delegacia de polícia distrital mais próxima ou, ainda, pela delegacia on-line. O encaminhamento por e-mail, utilizado anteriormente, deixa de ser válido.

Leia mais: Golpe do falso advogado: com cooperação da OAB/RS, Polícia Civil faz nova operação e prende suspeitos em São Paulo

O presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, destacou a importância da atuação conjunta com as autoridades de segurança: “A Ordem não tem medido esforços para proteger a advocacia e a cidadania, atuando em diálogo permanente com a Polícia Civil e fortalecendo os mecanismos de prevenção e repressão a esses crimes”, afirmou.

O que mudou no procedimento de registro

Inicialmente, foi disponibilizado um e-mail direto para a advocacia denunciar a ocorrência de golpes. A partir de julho de 2025, as denúncias e materiais relacionados a esse tipo de fraude passaram a ser direcionados ao Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), em razão da natureza predominantemente digital dessas ocorrências. Agora, buscando dar maior efetividade e distribuir de forma equilibrada a apuração dos casos, a Polícia Civil atualizou o protocolo e determinou que os registros sejam feitos diretamente na delegacia de polícia distrital mais próxima ao domicílio do profissional lesado ou, alternativamente, por meio da delegacia on-line. A medida possibilita melhor acompanhamento das ocorrências, evita a sobrecarga de unidades especializadas e garante maior celeridade e eficácia nas investigações.

Fique atento ao golpe!

Os golpistas monitoram sistemas judiciais em busca de processos com liberação de valores pendentes, como precatórios ou indenizações. Em seguida, entram em contato por WhatsApp ou ligação, apresentam-se como advogados, representantes de escritórios ou funcionários de tribunais e forjam documentos oficiais. Para liberar o suposto crédito, exigem o pagamento antecipado de “custas” ou “taxas” via Pix para contas de terceiros. A Polícia Civil já identificou o uso de roteiros para orientar a abordagem e o vocabulário dos estelionatários, conferindo aparência de legitimidade às fraudes.

Como se prevenir

Cidadão

* Desconfie de contatos que prometem liberação imediata de valores mediante pagamento antecipado;
* Verifique e-mails e números de WhatsApp. Contatos oficiais não solicitam Pix para liberar créditos judiciais;

* Confirme informações nos autos do processo e em canais oficiais do respectivo tribunal.

Advogado(a)
* Oriente seus clientes para nunca efetuar pagamentos sem a validação do advogado de confiança.

A OAB/RS também conta com um canal para denúncias. Caso você ou seu cliente seja vítima do golpe do falso advogado, além de registrar a ocorrência, informe à Ordem pelo e-mail denunciagolpes@oabrs.org.br.

Fonte: OAB/RS