
Meus sentimentos sinceros ao Décio Loureiro
Eu soube ontem sobre a morte do filho do ex-parlamentar e empresário DÉCIO LOUREIRO, aos 23 anos de idade.
O Jovem Henrique Loureiro deixou nosso convívio em Tramandaí, onde se encontrava. Confesso que não conhecia o menino. Entretanto, sei a dor horrível que é para um paí e o que Décio está passando desde ontem, o impacto da notícia, o traslado do corpo para Santiago e o rituais fúnebres.
A vida nos prega essas peças e agora o nosso amigo, homem amigo, fino e cordial, passa por esses momentos dolorosos.
Meus sentimentos ao Décio e aos seus familiares
URGENTE! Generais do Exército na Alvorada. Exército, Marinha, Forças Armadas.
A cadeia de significantes de Lacan partindo de Saussure, me veio essa, da nórdica para grega

DAVI DAMIAN*
As vezes é necessário morrer várias vezes por dia, e como Fênix das cinzas se tornar mais forte, um metal martelado, vira outro.
Como Perseu, ter um escudo polido, da defesa o ataque, ter olhos nas costas. Estar de costas ao perigo para realmente enxergar quem se movimenta achando estar invisível.
Post Scriptum: Para quem nao lembra, Perseu matou Medusa. Se olhasse diretamente para ela, seria petrificado. Então, poliu um escudo e estava de costas mas a via no reflexo prateado da calota. Quando ela se aproximou, Perseu cortou a cabeça do “monstro” para usá-la contra um Kraken. Do sangue de ser tão horrendo, surgiu Pégaso.
Na versão de Ovidio, ela não nasceu monstro, Medusa era linda e disse ser mais linda que Atena, a deusa escutou e tentou puni-la. Ao fugir e se refugiar no templo de Poseidon, por tão bela acabou sendo estuprada pelo deus dos mares, fugindo do templo acabou finalmente punida por Atena.
“Se achas bela, se todos se paralisam por tua beleza, se petrificarão pela tua feiúra”.
Então, Medusa. Mas, ela só petrifica homens, não mulheres, devido ao abuso que sofreu.
Todas a punições gregas estão coladas com aquilo que se acha virtude. Como Aracne, Hércules (tu é forte? Vamos ver se tem força pra aguentar a culpa de assassinar a própria família), Ícaro (tu já voa, mas saiba teu lugar).
“Por nossas virtudes é que somos bem punidos”. Nietzsche; “Além do Bem e do Mal”, aforismo 132.
Não tem olho por olho, não é retirar mas repor. Te tiram algo tu não não do outro, mas que o outro reponha. A violência gera a violência
*PSICANALISTA, MESTRE E DOUTOR EM PSICANÁLISE PELA UFRGS
Israel quis punir uma aldeia palestina. Para isso, destruiu 10 mil pés de oliveiras
OPERA MUNDI
Israel destruiu recentemente as oliveiras da aldeia palestina de Mughayyir, a nordeste de Ramallah, onde a produção de azeite é parte importante da renda anual da maioria das famílias. O exército israelense impôs um toque de recolher na aldeia na última quinta-feira e começou a revistar casas, prendendo um número indeterminado de palestinos, incluindo o prefeito da aldeia, Ameen Abu Alia, ao longo de três dias. O cerco a al-Mughayyir ocorreu após relatos de que um colono israelense havia sido atacado perto da aldeia, depois que escavadeiras do exército arrancaram cerca de 10 mil oliveiras na planície oriental, segundo a associação local de agricultores. Algumas das árvores tinham até 100 anos.
O exército israelense afirmou que o toque de recolher e a destruição das terras agrícolas da aldeia tinham como objetivo capturar o agressor, mas o jornal israelense Haaretz citou o chefe do comando central do exército dizendo que “a remoção das árvores visava dissuadir a todos. Não apenas esta aldeia, mas qualquer uma que tente levantar a mão contra os colonos israelenses”. O comandante teria acrescentado que “todas as aldeias devem saber que, se cometerem um ataque, pagarão um preço alto, ficarão sob toque de recolher e serão cercadas”.
A aldeia de Mughayyir vem sendo alvo do exército israelense e dos colonos há pelo menos dois anos. Desde outubro de 2023, colonos atacaram Mughayyir diversas vezes, sendo o maior ataque em abril de 2024, quando danificaram barracas agrícolas, casas e mataram um palestino que defendia sua casa do telhado. O exército israelense restringiu cada vez mais o acesso dos moradores às suas terras, especialmente às plantações de oliveiras no leste, tornando toda a planície oriental da aldeia inacessível para os palestinos.
A aldeia tem vista para as encostas do Vale do Jordão, ao lado da estrada israelense Allon — construída no início da década de 1970 — que corta a parte oriental da Palestina de norte a sul, paralela à borda do vale. Desde 2019, o governo israelense declarou sua intenção de anexar toda a área a leste da estrada Allon, incluindo o Vale do Jordão.
Desde outubro de 2023, colonos intensificaram seus ataques contra comunidades rurais palestinas nessas áreas, expulsando dezenas de famílias beduínas e esvaziando a região de comunidades palestinas. Nos últimos meses, colonos e exército têm se concentrado em assediar aldeias adjacentes à estrada israelense, restringindo a circulação dos palestinos e o acesso às suas terras.
A subsistência arrancada pela raiz
“Por volta das 8h30 da manhã, o exército de ocupação entrou na aldeia e impôs um toque de recolher. Em seguida, começaram a entrar nas casas e revistá-las”, contou Fayez Jabr, agricultor e morador de al-Mughayyir, ao Mondoweiss. “Algumas casas foram revistadas três ou quatro vezes, e o exército prendeu muitos jovens e o prefeito. Enquanto isso, as escavadeiras continuaram arrancando oliveiras na planície oriental.”…
