“Persistência do DNA do esperma em células epiteliais vaginais por até cinco dias após o coito”…
OBSERVADOR – MAGDA CRUZ
As mulheres podem absorver e guardar o ADN dos seus parceiros sexuais.
É partilhada nas redes sociais a alegação de que um estudo encontrou um “microquimerismo masculino no cérebro de mulheres” e que “as mulheres podem absorver e guardar o ADN dos seus parceiros sexuais”. Em várias publicações, os utilizadores citam notícias recentes, identificando como fonte o site zap.aeiou. É uma afirmação enganadora. O estudo apontado é verdadeiro, mas as conclusões estão fora do contexto.
Verdade ou mentira, essa discussão está tomando conta dos debates mundiais sobre um estudo publicado em 2015 na Scientific Reports, e que agora voltou a tona. “Persistência do DNA do esperma em células epiteliais vaginais por até cinco dias após o coito”, afirmou que o DNA do esperma humano pode permanecer nas células vaginais por cinco dias após a relação sexual.
Que santa polêmica essa …
Neste texto, é citado um estudo de 2012 da Universidade de Seattle, nos Estados Unidos, e do Fred Hutchinson Cancer Research Center, um centro norte-americano fundado há quase 50 anos. É nesse estudo que se baseiam para afirmar que “as mulheres podem absorver e guardar o ADN dos seus parceiros sexuais”, mas erradamente.
O médico Marcelino Mota, sexólogo e especialista em Psicologia Clínica, explica ao Observador que o microquimerismo diz respeito à “presença de ADN de um indivíduo num outro geneticamente diferente”. No caso da mulher, “a gravidez é a principal causa de microquimerismo, dada a troca bidirecional natural entre mãe e feto (as células fetais podem ultrapassar a barreira hematoencefálica) e, neste caso, um feto do sexo masculino”.
CNJ dá 5 dias para a juíza explicar explicar agressão a OAB
FONTE – MÍDIA NEWS
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou prazo de cinco dias para que a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, preste informações sobre o bate-boca ocorrido com advogados da defesa do investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, durante júri popular no último dia 15.
O despacho foi assinado pelo corregedor nacional Mauro Campbell Marques, nos autos de uma reclamação disciplinar proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT) e o Conselho Federal da OAB (CFOAB).
No mesmo prazo, a magistrada ainda deve juntar arquivo contendo a íntegra da sessão do tribunal do júri. Durante o bate-boca, a juíza mandou a “OAB se danar”.
A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, ressaltou que a reclamação foi necessária para a preservar a dignidade da advocacia, o respeito às prerrogativas profissionais e a integridade do sistema de Justiça.
JUIZ DE DIREITO MATA NAMORADA EM BELO HORIZONTE
Justiça condena hacker que atacou o TJ-RS
TJ-RS

Um homem de 23 anos foi condenado nesta semana a 9 anos e 26 dias de prisão por comandar um ataque cibernético que paralisou os serviços do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) no último mês de março.
Segundo o G1, a decisão da 12ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre considerou os crimes de invasão qualificada de dispositivo informático e interrupção de serviço de informação de utilidade pública.
O condenado está em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade. Ele está preso desde junho, quando as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e da Paraíba cumpriram um mandado de prisão preventiva na cidade paraibana de Guarabira.
Na ocasião do crime, um ataque de Negação de Serviço Distribuído (DDoS) ao portal do TJ-RS causou instabilidades no acesso externo ao eProc, sistema que permite o acompanhamento de processos judiciais.
Esse tipo de ação interdita as plataformas de rede por meio do congestionamento de acessos a esses ambientes.
Além disso, o criminoso teria transmitido o ataque ao vivo por meio de um canal na Deep Web, oferecendo pagamentos via Pix para participação em ações coordenadas contra servidores públicos e outros ambientes governamentais.
Esta não foi a primeira vez que o TJ-RS sofreu um ataque cibernético, nem a segunda. Em 2020, o hotsite informativo do Eproc foi adulterado por hackers, mas o incidente não atingiu processos e outros bancos de dados do judiciário estadual.
No ano seguinte, o órgão foi vítima de um ataque de ransomware que deixou seus sistemas indisponíveis.
As consequências foram a perda de dados dos servidores nos computadores de trabalho, além de dificuldades que duraram meses no uso dos sistemas, resultando inclusive em suspensão de prazos processuais.
Em 2023, o Ministério Público expôs um descontrole sobre senhas no TJ-RS que resultava no vazamento de informações sobre operações policiais para criminosos.
Na época, foram feitas três operações para cumprir 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão em nove cidades das regiões Central e Metropolitana do estado.

