Eu começo a primeira semana do ano da mesma forma que encerrei a última. Ainda tenho forças para lutar, apesar dos muitos tombos que levei ao longo dos anos.
Hoje sou céptico, descrente de tudo, sozinho, e sei bem de tudo. Um bom arqueiro me buscou tudo nas redes e, hoje, sei cada palavra que foi dita.
Nunca imaginei que o ódio levasse a uma traição para destruir uma vida. Mas a vontade de homens e mulheres não é a vontade de Deus, e quem faz contra um ser humano que se sabe inocente, têm que estar preparado para o resposta divina, pois Deus é – sobretudo – Justiça.
Sei tudo sobre a minha vida. E sei bem quem eu sempre fui ao longo de minha vida. Sei a verdade sobre o amor que dei a Nina e a forma como sempre a cuidei. Assim como a minha família, que foi toda destruída, embora eu tenha feito o impossível e o possível pela edificação harmoniosa. Mas isso não basta, quando existem mentiras e o desejo de usurpar uma outra pessoa.
O que eu vejo de longe é o acerto divino e desse ninguém escapará. Ninguém é ninguém. Eu não falo em Deus e até evito falar em Deus, sequer gosto desses vendilhões que usam e abusam do nome de Deus, sendo que até vivem sem trabalhar fazendo a exploração da fé das pessoas. Sei mais do que eu escrevo, porque ainda não chegou a hora de eu pedir autorização judicial para mostrar o que eu tenho em mãos, sei o jogo de cada um e uma e sei tudo, pois para mim, com meus contatos, é fácil baixar diálogos traiçoeiros ocultos.
Se eu morrer hoje, morro quieto, em paz e tenho apenas a roupa do meu corpo. Nunca juntei nada para mim e não me arrependo, pois sei que Jesus era exatamente assim. Tentaram me tirar o que eu nunca tive, engano bobo. Todos nós temos um limite e nossos limites são conhecidos de todos.
Passei o natal e o ano novo quieto, encerrado, apenas respondi aos amigos e amigas que se lembraram de mim. Nada a lamentar, é minha vida e são minhas escolhas.
Por isso, tenho paz, serenidade e uma vida mansa e em harmonia com o kósmos. Seja para o que for.