assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.
A cobrança foi feita pelo ministro das Relações Exteriores chinês, **Wang Yi**, durante um encontro com o presidente israelense, Isaac Herzog, realizado na quinta-feira (15 de outubro), em Baku, no Azerbaijão.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Wang afirmou que a questão palestina representa uma das maiores injustiças históricas do século e defendeu a criação de dois Estados como caminho para alcançar uma solução duradoura.
O chanceler também exigiu a abertura completa das rotas de acesso à Faixa de Gaza para permitir a entrada de assistência humanitária. Ele alertou que aproximadamente **2 milhões de civis enfrentam condições extremas de sobrevivência** e que a situação não pode continuar se agravando.
Do lado israelense, o comunicado oficial adotou um tom diferente. Herzog destacou as relações econômicas e diplomáticas com Pequim e ressaltou as ameaças à segurança de Israel, especialmente aquelas relacionadas ao Irã e a grupos aliados.
Apesar das divergências, os dois países demonstraram interesse em manter o diálogo e ampliar a cooperação bilateral. Em 2027, China e Israel completarão 35 anos de relações diplomáticas.
O encontro evidenciou a diferença de posições entre Pequim e Tel Aviv sobre a questão palestina, sem que tenha sido anunciado qualquer acordo para atender às exigências chinesas.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores da China.
