Sexta-feira 13 para quem não é supersticioso

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES
Nessa sexta-feira, considerando que não sou superspticioso, achei conveniente render minhas homenagens aos ocultistas.
Quando eu presidi a comissão estadual de ética do Partido Socialista Brasileiro, em 1988, conheci o médico psiquiatra judeu Leonardo Grabois. Por alguma razão, ele tornou-se meu amigo, parceiro de viagens e confidente. Grabois era sobrinho do líder Maurício Grabois, da Guerrilha do Araguaia e quando inciamos nossa amizade, fazia pouco tempo que ele tinha voltado de Israel.
Grabois gostava de perambular pelo Vale dos Sinos, Paranhana e região metropolitana. Ademais, gostava de sentar-se nos bares operários de Campo Bom, Sapiranga e analisar os hábitos e costumes, desde a música à comida.
Foi Grabois quem levou-me nesse sebo pela primeira vez e mentiu para o nosso amigo proprietário que eu era iniciado; nessa ocasião, comprou dois livros de Papus, tratado de ciência oculta elementar, volumes I e II e presenteou-me, apesar de minha resistência em estudar tais literaturas.
Na ocasião, descobri que os livros de Papus integravam uma coleção da revista planeta. Apenas guardei-os  pelo carinho do amigo. Passados uns anos, num outro sebo, na João Pessoa, em Porto Alegre, por acaso, encontro um outro exemplar da mesma coleção, Paracelso, “A chave da Alquimia”. Comprei o livro e guardei.
Com o passar dos anos, mais velho, mais maduro, lendo Paracelso e Papus, senti um relativo desejo de comprar toda a coleção, pois nela havia algum significado fora da simples concepção de compra e venda de livros.
Em março de 2010, no velho sebo onde se respira judaísmo, deixei meu cartão e a pedi ao amigo proprietário se algum dia ele tivesse tal coleção, que me ligasse, que a compraria.
Quase quatro anos depois, em janeiro desse ano, ele ligou-me. Contou-me que estava com muitos livros de uma biblioteca particular de um velho iniciado, porém, de origem russa, não era judeu. Foi desse falecido que caiu em suas mãos os 20 volumes da coleção planeta. Ofereceu-me tudo. Achei caro o valor pedido, mas pensei na Nina e decidi fazer o depósito; o fiz nos últimos dias de fevereiro.
Sexta-feira recebi o pacote. Os livros são bem conservados. Mas – finalmente – reuni KRISHNAMURTI, PARACELSO, ALLAN KARDEC, NOSTRADAMUS, BLAVATSKY, ROSO DE LUNA, BORREL, PAPUS, FIGANÍERE, MOLINERO, GUAITA, KOSMINSKY, LEPRINCE/FOUGUÉ, NICOLAS FLAMEL, SHIMON HALEVI, AUROBINDO e IDRIES SHAH.
Aproveitei a noite de sábado para ler o até então desconhecido Idries Shah, na verdade, autor de 2 volumes, o primeiro deles intitulado “Magia Oriental” e o segundo “Ritos Mágicos e Ocultos”. Confesso que são teses intrigantes.
Durante muitos anos dediquei-me apenas a ler clássicos; vivi muito sociologia, filosofia e psicanálise (embora a anti-psiquatria tenha me seduzido ao extremo). Assim, nunca fui além de Freud. Entretanto, voltei muitos anos no tempo. Num grupo de estudos freudianos que tínhamos em São Leopoldo, nos idos de 86/87/88…debochávamos de Jung, justamente pela crítica que o apresentava como místico, ligado às ciências ocultas…Curiosa minha volta, alguns diriam: curioso corte epistemológico, mas a verdade é que iniciei uma transição de Freud para Jung, um fato que jamais teria admitido anos atrás. Imaginem eu com uma biblioteca de ocultismo em casa? Mas é, aconteceu, são tantas coisas mágicas acontecendo em minha vida, minha filhinha e tantas questões sem respostas, que estou abrindo-me a novas literaturas, a novos entendimentos, a novas buscas.
Como o ser humano é complexo. Transitei do cristianismo para o marxismo, desse para a psicanálise e identifico-me, agora, numa outra transição, de volta a Cabala judaica e lendo ciências ocultas. Talvez eu nunca tenho abandonado a Cabala, não sei exatamente, apenas notei que com o nascimento da Nina voltei a refletir sobre suas bases teóricas e pressupostos metodológicos, pela base, transmissão de valores e plano ético diante da vida. Até entre os bandidos é preciso ética, não sem razão a máfia faz escola com seu ethos. Aqui em Santiago os bandidos são tão medíocres que não conseguem nem ter uma ética de mínima, que é a ética de cumprirem os acordos e manterem a palavra empenhada. Fora disso, são esgotos correndo a céu aberto com a exposição pública da charneca, por onde correm fezes, urinas, cuspes e catarros, sangue e até fetos.
Durante muitos anos acreditei que o Arqueômetro de Saint-Yves d’Alveydre contivesse mesmo todas as chaves das nossas religiões. Cheguei inclusive a aceitar um apêndice de apoio literário de Yves-Fred Boisset, que foi a agradável leitura do seu livro “Saint-Yves d`Alveydre: A Sinarquia, o Arqueômetro – As chaves do Oriente”. Contudo, na minha cabeça, no meu cérebro, esse livro de Boisset provocou um efeito contrário, pois muitas coisas foram desconstruídas. E depois…não consegui juntar os cacos, os fragmentos dispersos de informações que se apresentavam concatenadas, de alguma forma, em harmonia na minha mente.
Essa desconstrução foi horrível por um lado, mas de outro foi muito libertador. Durante anos parei de tentar entender tais sistemas por dentro e prendi-me mais na análise discursiva aparente. Agora, de alguma forma, estou voltando, ou dando voltas em torno de teorias, porém sempre sozinho, sem pessoas para encetar reflexões. Num terrível acaso, descobri que Steiner era discípulo de Goethe e suas teorias evolucionistas e foi quando rasguei tudo que sabia sobre antropologia num terrível nó existencial. No curso de ciências sociais, eu estudei muito, aprendi muito e pude dissecar bem o pensamento dos padres jesuítas sobre antropologia. Mas foi no marxismo que encontrei respostas bem mais sedimentadas. Apenas fiz uma junção de ambas as visões.  .

Por tudo, tenho me cuidado muito, estou perto de chegar a algumas conclusões sobre o ocultismo como uma transição de mundo superiores, mas vou indo, talvez eu morra antes, não sei. Quando a Nina fica longe de mim, sobra-me muito tempo, abandono o Direito e finco-me nessas leituras que levam-me a análises complexas.

Apenas escrevo em busca de compreensão e quiça de algum iniciado sincero disposto a tais reflexões. E que não seja desse grupo macabro que não me suporta e que passa tentando me matar. Só eu sei como recebo suas energias. Eles passam tentando, mas não será fácil.

O que eles não sabem é que eu também.

Há muitos anos li e compreendi Maquiavel e Sun Tzu. E entendi a podridão humana, a falta de ética e a alta traição de pessoas que estavam próximas de mim apenas aguardando a hora para praticarem seus atos pueris e covardes. Sei tudo de todos e todas. A podridão fecunda de onde menos imaginamos e mesmo quem não aparenta exala os mais fétidos odores sociais de suas práticas brasfêmicas.
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*Jornalista MTb-RS 11.75, Jornalista Internacional com registro de Editor nº 908225, Sociólogo e Advogado. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual e também em Sociologia Rural.

 

O meu sangue é ruim

Todos nós sabemos a verdade sobre nossos destinos. É estranho isso, mas eu sempre soube o meu. E tudo começou quando eu tinha 7 anos.

Eu vendia bolinhos no portão da Artilharia, era o ano de 1967.  Um dos jovens que estava ingressando no serviço militar comprou-me um bolinho e depois não quis me pagar.

Fui até minha casa, sem a menor  dúvida, apanhei um punhal muito bem pontiagudo, tapei com o pano de prato e voltei a procurar o malfeitor.

Procurei-o bastante, mas quando o encontrei, não tive a menor dúvida, cravei o punhal em sua perna. Foi um banho de sangue e ele foi socorrido para dentro do quartel.

Como meu pai não falava comigo, fui para casa e contei tudo para minha mãe.

Ela me ouviu atentamente e não me repreendeu, pois ela sabia quem eu era e apenas mandou eu ter cuidado.

Durante anos, na medida em que fui crescendo, sempre notei que eu tinha um lado vivamente assassino dentro de mim. Mas sempre fugi do meu verdadeiro eu e nunca dei vazão as brigas. Mas sempre soube quem eu era.

Formei-me em Direito e sempre quis viver dentro da legalidade e do Estado democrático de Direito. Contudo, sempre soube os limites do Direito, onde termina o Direito e onde começa o homem primitivo.

Os últimos acontecimentos de minha vida fervilharam meu lado escondido e pensei seriamente que minha hora chegou.

Eu sei exatamente o papel que cada um fez para destruir com minha vida, sei exatamente quem é quem e o que fez cada um dos planejaram me destruir por completo. Só se esqueceram que minha derrota completa só de daria com minha morte.

O meu sangue é ruim. Muito ruim.

 

 

Amizades duvidosas e amizades sérias a duradouras

Eu tenho amizades, cito o Dr. Júlio Garcia, que é meu amigo há exatos 46 anos. E nunca tivemos um ruído de comunicação em nossa amizade.

E o Júlio sempre foi um amigo prestativo, sempre honrado nas promessas e propostas e nunca em nada que me prometeu. Cito um breve exemplo, hoje não consegui falar com sua filha, a psicóloga Laís Garcia. E pedi interferência dele como pai. Não levou meia hora, recebi o retorno de tudo e com tudo o que pedi.

Já outros amigos, por serem apenas políticos e sempre ávidos em tirar proveito da situação, só prometem e não tomam nenhuma providência e sequer dão respostas as suas próprias mentiras.

Enfim, cada dia, cada fato e cada ato da vida, tiro uma lição e ratifico a seriedade das amizades e cada vez mais coloco em dúvidas amizades que sempre foram frágeis e sequer entendem quando uma pessoa está adoentada e precisa de ajuda.  Como tudo é medido em cobiça eleitoral, não sem razão tudo vira um desastre.

O certo é que entre a Verdade e a mentira das relações existe um abismo.

Curiosamente, sexta-feira, conversando com o amigo PAULO ROSADO, ouvi dele um análise muito séria sobre políticos locais e quem é mesmo amigo e quem apenas quer tirar proveito da situação. Ouvindo-o,  acabei dando-lhe a mais absoluta razão, pois sua fala é lógica, coerente, sincera e bem analítica.

E assim vou vivendo, seguindo meu destino, guardando o que tem que ser guardado e eliminando de minha vida quem precisa ser eliminado.

 

A sobriedade do descanso

Ontem,  eu fui escalado para representar nosso Escritório no velório e enterro do colega Carlos Martins Alegre. Como eu não conhecia ninguém da família do colega, senti-me bem deslocado, embora a amabilidade de todos. Fiquei muito chocado com as cenas do seu filhinho, de apenas 13 anos, colocando as mãos sobre o pai morto, imagino a dor da pobre criança.

Por fim, com a chegada do colega e amigo Dr. Júlio Garcia, meu amigo desde o ano de 1978, fiquei mais a vontade, mas sempre um tanto deslocado nos atos fúnebres. Júlio Garcia é uma pessoa muito reta e sempre muito educado e polido.

A Simone contou-me que Carlinhos jantou e parece  que foi uma chegada de morte tranquila e em paz. Ele próprio parecia tranquilo e sereno.

Ouvi muitos sussuros do seu filhinho e aquilo tudo não me fez bem. Por fim, voltamos para o Escritório, mas os reflexos de tudo sempre contaminam a gente.

Voltei para casa sozinho, não jantei. Sempre sozinho, acordei pela madrugada, olhei as fotos de minha filhinha e voltei a dormir.

A pessoa que fingia ser meu amigo foi quem armou tudo e notei a extensão da podridão humana, mais uma vez, sempre mais uma vez. Como a podridão humana não tem limites.

Hoje é  outro dia, mas cada vez mais convicto e cada vez mais convicto de quem é mau não sabe medir a podridão. O meio onde vivo é podre e  não vejo a hora de sair desse meio … talvez seja por isso que Carlinhos parecia sóbrio. Ele descansou.

Bolsonaro vira réu pelo furto de jóias e envolve o alto escalão das FFAA

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

Fonte – Poder 360

O valor de mercado dos bens que foram alvo de desvio ou de tentativa de desvio no caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soma US$ 1.227.725,12 ou R$ 6.826.151,661, afirma a PF (Polícia Federal) em relatório divulgado nesta 2ª feira.

NOTA DO BLOGUEIRO 

Agora, a PGR terá 15 dias para oferecer denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por enquanto o processo estará em carga com o Ministro do STF Alexandre de Moares.

Se a PGR oferecer denúncia, Bolsonaro passa a ser réu, acusado de desviar 6 milhões e 826 mil reais, dinheiro esse que custeou sua estada nos EEUU, assim como seus familiares e grupo político.

Eu prevejo que o trâmite processual não seja assim tão rápido, mas tudo vai depender da atuação dos advogados do ex-presidente. Certamente, antes de 2026 não tenhamos o encerramento desse processo. Embora, isso sejam apenas especulações minhas, que sequer sou advogado criminalista.

Mas, enfim, seja como for, o brilhante e eficiente trabalho muito sério da Polícia Federal deixou o ex-presidente em situação altamente delicada.

Presentes do presidente da República podem ser incorporados ao patrimônio pessoal, desde que sejam  “personalíssimos”, tais como roupas, alimentos e perfumes. Mas, segundo a Polícia Federal tais presentes de alto valor foram incorporados ao patrimônio pessoal de Bolsonaro, tais como jóias raras e caras, e que foram  negociados com fins de enriquecimento ilícito. Eis aí o crime de peculato que pesará contra Jair Bolsonaro.

Ademais, estão envolvidos altos oficiais das FFAA, por exemplo, o general 4 estrelas  Mauro César Lourena Cid, genitor do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (agora promovido a coronel), Mauro Lourena Cid ajudou o filho na negociação de venda de presentes, segundo o relatório da polícia federal. Também envolvido o Almirante de Esquadra da Marinha Bento Albuquerque.  Tenente do Exército Osmar Crivelatti. Ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros. Segundo-sargento do Exército Luis Marcos dos Reis. É claro, existem mais nomes envolvidos no mesmo relatório da COVID, onde caíram generais, coronéis e oficiais de alta patente das FFAA. Embora esse seja um outro caso envolvendo as altas patentes das FFAA. 


*Jornalista nacional registro nº 11.175, Registro de Editor Internacional nº 908225, Sociólogo e Advogado inscrito na Sociedade de Advogados nº 9980 OAB-RS. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura  Textual e também em Sociologia Rural. Autor de 6 livros