Como ficaria a câmara de vereadores de Santiago pelas novas regras de cálculo das vagas?

Como pouquíssimos sabem que o cálculo para a composição das câmara de vereadores mudou substancialmente, vou fazer uma simulação, sobre como seria a composição da atual legislatura (2016/2020) se fosse com as atuais regras que vão reger a eleição de 2020, eleições proporcionais.

A conta será feita pelo cociente, que é soma dos votos válidos, excluindo os brancos e nulos, dividido pelo número de vagas. As demais vagas seriam preenchidas pelas sobras.

Pelas novas regras o PP será enormemente prejudicado. É claro, isso é uma simulação, usando os resultados da eleição de 2016, quando houve 29.811 votos válidos. O cociente eleitoral foi de 2.293 votos.

O PP ficaria com 6 vagas.

PDT – 1

PMDB – 1

PSDB – 1

PT -1

PSD – 1

PTB – 1

Solidariedade – 1

Ademais, lembro a todos que a ADI nº 5947, do DEM, que questionava a constitucionalidade das sobras, foi julgada improcedente pelo STF. Assim, vale a regra do cociente e das sobras para a eleição desse ano.

Atila Iamarino: distanciamento e quarentena prolongada ou alternada vai até 2022, segundo a Revista Science

REVISTA FORUM

O biólogo e pesquisador compartilhou em sua conta do Twitter pesquisa que acaba de ser publicada na revista especializada Science.

O biólogo e pesquisador Atila Iamarino compartilhou em sua conta do Twitter, nesta terça-feira (14), pesquisa que acaba de ser publicada na revista especializada Science, pela equipe liderada por Marc Lipsitch, do Departamento de Epidemiologia da instituição americana. As conclusões do estudo, de acordo com o biólogo, “são tensas” e “projetam distanciamento e quarentena prolongada ou alternada até 2022”.

Ele diz que “modelaram como desenvolvemos imunidade contra o Sars-CoV-2 e outros coronavírus. E na falta de outras intervenções, ele pode continuar sendo um problema até 2024(!). O que aceleraria o processo de forma não catastrófica seriam novos tratamentos e aumentar a capacidade de leitos”, descreve.

De acordo com o biólogo, “usando os dados de contágio atuais, projetam que o vírus pode circular a qualquer momento, em qualquer estação do ano. Calor poderia até atrapalhar a transmissão, mas não o suficiente para ajudar. Vide Manaus quente e úmida, mas entrando em colapso de saúde”, alerta.

“Com imunidade permanente, se ninguém pega o vírus mais de uma vez, ele desapareceria em 5 anos. Sem imunidade permanente, não se tem perspectiva de quando ele some. Ainda não sabemos qual o caso e o próprio estudo recomenda testes de imunidade das pessoas para saber melhor”, descreve.

“Em um cenário de imunidade protetora, projetam que quarentena em países de 1º mundo com boa capacidade de leitos precisaria durar até o meio de 2021 e relaxar gradualmente até o meio de 2022. Acelerar isso depende diretamente de aumentar a capacidade de hospitais.

Também reforçam a necessidade de distanciamento desde agora e produção de EPIs e testes para ajudar com isso. A dinâmica de espalhamento este ano dita como os países passarão pelo ano que vem com mais ou menos problemas. As projeções são feitas com base em países temperados.”

Estudo de Harvard aponta que isolamento pode durar até 2022

FONTE – CORREIO DO POVO

Pesquisadores de Harvard publicaram nessa terça-feira um estudo que aponta os possíveis futuros para o período após a pandemia de novo coronavírus.

A pesquisa indica que, caso não sejam tomadas medidas como a criação de novos leitos ou encontrada uma vacina ou medicação que ataque direta e efetivamente o vírus, o isolamento pode ser estendido até meados de 2021, com avanço para alternativas intermitentes, que durariam até 2022.

Para se ter maiores indícios de qual caminho o futuro terá, é fundamental descobrir qual o tempo de imunidade contra a Covid-19 dos pacientes curados. Por um lado, se essa proteção do organismo for similar a de outros coronavírus, é possível que se tenham surtos exporádicos da doença, principalmente no inverno, com uma provável nova onda de contaminação em 2024.

Por outro lado, se a imunidade for prolongada por diversos anos, ou até mesmo permantente, o número de casos tende a diminuir drasticamente. Isso reduziria o tempo de isolamento e a doença poderia ser erradicada em 5 anos. Esse cenário dificultaria o teste de vacinas contra o vírus, já que menos pessoas seriam contaminadas, como ocorreu com a zika.

Fim do distanciamento social

Segundo a pesquisa, para iniciar o distanciamento social intermitente, será necessária a realização de testes para a Covid-19 para determinar o limiar em que se deve iniciar ou terminar o isolamento. Se não houver testes o suficiente, o número de leitos de emergencia disponível nos hospitais pode ser um indicativo. Apesar de longe do ideal, pois pode levar à superlotação e incapacidade de tratamento dos hospitais.

Enquanto as estratégias de distanciamento social muito bem sucedidas podem resultar no uso de contigenciamentos baseados em rastreamento de contatos e quarentenas focadas, como ocorre nos casos da Coreia do Sul e de Singapura atualmente; as de menor efetividade podem resultar em uma epidemia de pico único prolongada, com impacto no sistema de saúde e duração dependendo apenas de sua efetividade.

Os pesquisadores reiteram que entendem o impacto que o isolamento prolongado pode causar educacional, social e economicamente, mas salientam que o impacto no sistema de saúde pode tomar proporções catastróficas, caso o isolamento seja feito de maneira pouco efetiva ou por pouco tempo.

O objetivo do estudo foi propor modelos possíveis, baseados no conhecimento que já se adquiriu sobre a doença, para que se possa entender o futuro da pandemia de Covid-19.

Os pequisadores apontam que os modelos terão de ser moldados basenado-se nas condições de cada local e atualizados conforme dados mais precisos forem descobertos.