Mais de 60 milhões de brasileiros estão endividados, metade deles estão superendividados, segundo dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito (Site da OAB), todos com o nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito.
A morte e o isolamento na pós-modernidade
Tempos atrás, fui visitar um amigo, um velho amigo. Ele perdeu a esposa. Os filhos, todos moram fora do Estado.
Sozinho, com dificuldades para caminhar, coluna problemática, assolado pelos anos, pela vida e pelo tempo.
Ficou feliz com minha visita. Contou-me que quase ninguém o visita. Realista, mostrou-me a pistola que mantém ao lado. Sozinho e isolado, falou-me que tentará resistir enquanto der. Eu entendi o recado. Recordei de obra monumental de Akira Kurosawa: Balada de Narayama. Uma das melhores produções cinematográficas que conheci.
Fiquei chocado, embora saiba bem da realidade dos dias atuais. A pós-modernidade científica e tecnológica avançou muito na robótica, telemática, mas não conseguiu resolver o problema básico do ser humano. Esse meu amigo é de um bom padrão de vida, não lhe faltam recursos. Seu drama é a solidão, é enfrentar as horas e esperar a morte. Ou antecipá-la, o que me parece ser o seu desejo.
Mais uma vez emerge a importância da família, dos laços, da origem do isolamento, das dores e dos dramas, dramas que – muitas vezes – a dinâmica social não nos permite sequer compreender.
A humanidade evolui e trás embutida em sua evolução – pari passu – também a sua involução.
Se fosse no Japão de medievais tradições, como na versão de Akira, ele “subiria” vivo aos montes, para ser devorado pelos abutres. Não sei se subirá o Obelisco ou se será carregado em plagas distantes. Qualquer que seja a hipótese, entre o realismo fantástico e o surrealismo, aflora mesmo é a crua realidade da dor das pessoas que – sozinhas – vivem dramas seculares.
Gabrieli Pedroso e sua manifestação
Todos os vídeos do meu canal foram apagados
Governo Bolsonaro está desenvolvendo aplicativo que permite registrar BO pelo celular
Érica Nishida
Em breve, se o seu celular for furtado, você poderá pegar o telefone de alguém emprestado e registrar um BO (Boletim de Ocorrência) de um aplicativo. Pelo menos é isso o que promete o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Em parceria com o Ministério da Justiça, o Serpro está desenvolvendo o app “Delegacia Virtual”. A ferramenta funciona da seguinte forma: o cidadão insere o seu CPF, tira uma selfie – que é validada por meio do reconhecimento facial do Datavalid, e pode gravar um áudio relatando a situação. O áudio é automaticamente transcrito para texto e uma inteligência artificial, junto com a localização por satélite do cidadão, classifica o ocorrido.
