*JULIO CESAR DE LIMA PRATES
Desde que minha filhinha pediu para morar comigo comprei uma boa cama para ela e ajeitei seu quartinho. Apenas chorei diante do seu pedido e não pronunciei nenhuma palavra.
Desde então, mudei-me para a sala, onde durmo até hoje. Confesso que tenho sentido muito frio dormindo no chão, mas tenho resistido, afinal sou um homem de uma só palavra. Não minto e não engano ninguém.
Nunca pensei que o pedido de uma criança em fase de formação, que tem o direito de escolher a partir dos 12 anos, fosse levantar tanta gente dentro do Tribunal de justiça do Estado do Rio Grande do Sul. O lado bom foi eu descobrir a podridão que rola em tudo e a dignidade é uma abjeção. Pessoas que se diziam amigos, foram os primeiros a armar, eram os piores bandidos, apenas eu, cego, que não queria enxergar o que todos me diziam.
Perdi tudo, não me sobrou nada, tenho um colchão e sobre o qual durmo no chão da sala até hoje e a dona ANA VIERO, pessoa magistral a fabulosa, essa semana ainda me deu um cobertor, que somou-se ao que ela já havia me dado quando desativaram seu hotel. Curiosamente, foi uma família católica que me acolheu na dor, e pouco liga se eu perdi tudo.
Um advogado perseguido pelo prefeito como eu sou, pois o Piru reza pela mesma cartilha de Tiago, enfrenta as maiores discriminações, muitas até inarráveis de indignas, como a apreensao dos móveis do meu quarto que a Procuradoria do Município, na pessoa da Dra. procuradora pediu. É um tratamento VIP que eu recebo, pois eu sei bem quem deve e não tem o mesmo tratamento.
A pessoa que se dizia me meu melhor amigo foi tirar fotos abraçadas em quem ele dizia combater e se dizia oposição. A falsidade huumana não tem limites, basta uns trocos. Todos se vendem. Até uma passagem que eu pedi a um susposto amigo para ir a POA me foi negada, pois eu vivo contando os trocos para pagar a pensão de minha filha e compro um prato de comida por 10 reais e divido com a janta, pois não consigo comprar mais que isso.
E o que é pior, o tratamento dado a mim é totalmente diferente de outras pessoas da comunidade, eu sei coisas que não cabem aqui contar, mas tudo contarei na devido momento, na hora certa.
A minha conta de luz, esse mês, deu 18 reais e ainda consigo pagar, do contrário, seria o caos.
Eu sou a pessoa mais perseguida de Santiago, sejam pelos processos criminais, civis e administrativos. Mas tenho resistido desde o ano de 2017. Os amigos todos sumiram. Outro dia o Dr. Paulo Rosado, um homem sério e idôneo, que me disse que o Guilherme sempre foi PP . É claro, eu respondo pelos meus atos, nunca mudei e sou um homem reto quando assumo um compromisso honro o compromisso assumido.
Mas erro feio em achar que todos tem o mesmo perfil, poucos são os homens honrados que assumem e honram os compromissos assumidos. Nunca pedi ajuda de ninguém, nunca mesmo, e vou me virando como posso. Nunca lesei uma pessoa na minha vida de advogado, sempre me dediquei a ajudar os pobres e as pessoas que sequer podem me pagar. Mas não me queixo, fico feliz em poder ajudar quem me pede ajuda.
Agora, em pleno inverno, tenho o desafio de arrumar uma outra casa ou peça para morar, pois a casa aqui onde moro foi posta a venda e já ando vasculhando um canto onde eu possa ficar. Quando eu me separei, o Juiz honrado Rafael Peixoto, fez tudo certinho e deixei nossas duas casas para a máe de NINA e fui morar numa peça alugada.
Eu continuo o mesmo homem reto e honrado de 18 anos, sou inegociável e honro quem se acerta comigo. O tombo que eu caí é muito grande, tenho passado páscoas sozinhos e nem no dia do aniversário de minha filha eu posso dar-lhes os parabéns ou felicidades. O mesmo vale para o natal, para o meu aniversário e para o dia dos pais.
Ninguém gosta de ser amigo de quem está por baixo, essa é a regra da lógica capitalista e ainda por cima por uma terrível armação que logo todos conhecerão, pois estou com tudo pronto e todos os crápulas que armaram contra mim e apostaram na minha infelicidade, serão bem conhecidos, pois são além de inimigos, são pessoas que me odeiam pelo que eu escrevo e pelo que eu represento pela escrita.
Todos sabem bem o que fizeram comigo e com minha vida, destruíram o amor da criança que eu dava a minha filhinha e apostaram em tudo que eu pudesse significar o estrangulamento financeiro, a ponto de me deixarem sem alimentos.
Mas eu resisto, há anos venho resistindo calado todas as investidas que TIAGO GORSKI lançou contra mim. Foi um batalha desigual, pois eles mentem que construíram as 300 casas populares prometidas em 2016 e até hoje não entregaram nenhuma, e eu é que fui condenado por falar exclusivamente a verdade.
Perdi a crença no poder judiciário, perdi a crença nas pessoas e fiquei chocado com as pessoas que se diziam minhas amigas, quando, na verdade, eram as piores víboras, àvidas para darem o golpe nas minhas costas.
Um dia o Márcio Brasil e o coronel Pazini estiveram na minha casa, queriam os manuais de ISBN emprestados para a tal academia santiaguense de letras. Tratei-os com respeito e carinho, dei-lhes todas as instruções, e mesmo sendo autor de 6 livros e editor de 22 nunca fui convidado para entrar em tal academia . A academia santiaguense é do PP e só quem é do PP ou se submete ao PP é que é aceito, assim como a feira do livro de SANTIAGO, onde eu nunca sequer fui convidado, porque não lambo botas dos ditadores de Santiago e nem nunca lamberei, prefiro morrer quieto a participar desse teatro de fantoches.
Minha preocupação central é achar um local onde eu possa morar e vou seguir resistindo as investidas persecutórias do PP e seus asseclas perseguidores. Mas eles estão lidando com um homem e não com um covarde e por isso eu resisto e vou empenhar-me em somar com quem possa derrubar essa gente que destruiu SANTIAGO e fantasiou o centro, pois aqui tudo é maquiado e fantasiado. O real, que não se esconde em apetrechos, é algo que eles não conhecem.
A podridão que eu descobri é tão assustadora que gastei várias várias canetas lumicolor marcando mais de 5 mil páginas frente e verso de diálogos baixados de aplicativos.
Eu sei coisas, muitas coisas e afirmo que existe uma guerra subterrânea na sociedade santiaguese.
Eu não tenho medo de nada, nem da morte, portanto nada me assusta e eu vou continuar minha luta, limitada, parca, sem recursos, mas vou continuar lutando pela dignidade e pelos pobres açoitados de Santiago.

*Jornalista MTb-RS 11.75, Jornalista Internacional com registro de Editor nº 908225, Sociólogo, Teólogo e Advogado.
Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual e também em Sociologia Rural.
Autor de 6 livros e titular de blog www.julioprates.com desde o março de 2002.

