
A nossa casa foi altamente danificada com o pedregulho que atingiu-nos. O brazilit é velho e não ofereceu resistência ante a força das pedras. Moral da história: tivemos que comprar aluzinco e nos preparar para enfrentar o el nino, que só terminará em março do ano que vem.
Hoje falei com meu amigo PAULO GOMES, que teve sua casa, uma casa de elevado padrão, mas que não resistiu as pedras. Só como a irmã do PAULINHO mora em OSÓRIO e seus sobrinhos, sendo sua irmã viúva de um médico, ele decidiu vender suas casas aqui em Santiago e vai mesmo morar em OSÓRIO, pois ele tem uma vida muito solitária aqui em SANTIAGO e uma idade já meio avançada, 73 anos.
Enfim, a vida é assim mesmo. Nós estamos todos sem e.proc ainda, pois nada de voltar. Tentei abrir meu sistema e nem sinal. Aí perguntei para o KAMAL e a gentil filha dele abriu o e.proc na hora e me disse que ainda estava fora do ar.
Enfim, a gente vai levando a vida como pode. Como a casa é da Dona Anita Mello, viúva do Dr. Frederico, uma pessoa que é minha amiga desde criança, apenas mandei as fotos para ela do tamanho do estrago.
O problema é que a região foi muito castigada, as perdas foram enormes na agricultura e também, em menor grau, na pecuária.
O sul será muito castigado, pelo menos até início de março do ano que vem. Os prejuízos para o Natal já são anunciados e – enfim – precisamos estar prontos pois dezembro, janeiro e fevereiro serão intensos. Enquanto o norte arde com os incêndios e o ar quase irrespirável na Amazônia.
Em suma, os bailes seguem, pois os carros de som anunciavam os bailes e esse é lado bom do nosso povo, que não perde o espírito festivo. Eu acho bem desejeitado bailes no meio desse temporal, mas enfim cada grupo age como melhor lhes convém.
Quem sou eu para opinar sobre bailes se eu nunca fui nem deles?
Mas, enfim, hoje a tarde estive reunido com o dr. Aléssio Viero Neto, sempre lúcido e cortês mesmo com seus 97 anos. Sempre muito ativo, muito ligado e muito preocupado com o futuro do país.
