“Onde quer que estejais, a morte vos alcançará, mesmo que estejais em torres de alta construção!” .

*JULIO PRATES

Eu vou seguindo a minha vida. Sou um existencialista e nunca mudaria um milímetro em minhas convicções. Sempre escrevi na primeira pessoa e não me arrependo de meu estilo.

Conheci o lado bom e lado podre do judiciário gaúcho, razão pela qual decidi colocar minha visão num livro totalmente digital, já assinei o contrato e vou arcar com todas as responsabilidades, sem medo, sem nenhum recuo. Apenas peço desculpas as pessoas decentes, mas minha arma sempre foi minha escrita e seria uma covardia, sem precedentes, eu não colocar a minha versão sobre a podridão humana, o que é abominável.

Juntei várias sentenças sobre sharenting explícito de alienação parental, mas contra mim vale tudo, até crimes explícitos, e nunca fui exitoso em meus modestos pleitos. Mas. afinal, eu sou eu e devo entender até as perseguições mais descabidas possíveis.

Sei bem tudo o que fiz, conheci a falsidade humana da pior espécie  e agora, sem querer, lembrei-me do meu saudoso amigo Tavinho,  uma pessoa boa e rara, que me disse, a primeira vez, que as pessoas me odiavam pelo que eu escrevia.

Tavinho tinha uma percepção incomum, não sem razão, partiu precocemente. Depois da morte de Tavinho, compreendi o lado mais doentio de pessoas da alta elite, que se diziam meus amigos, mas seus planos e suas ambições eram apenas me destruir. Conheci amigos covardes, que diante da chuva de processos contra mim, se afastaram totalmente, como se não me conhecessem. Conheci e convivi com a traição, com a abominável traição, de pessoas que jurava serem íntegras e honradas. A gente se engana demais na vida. Uns morrem enganados, outros descobrem a traição a luz do seu tempo.

Nada mais me surpreende, nada mais me assusta, poucas pessoas chegam ao fundo do poço como eu cheguei. Só que eu cheguei pleno, em paz, com consciência, com lucidez e convicto de que eu não posso parar de lutar, embora, pela primeira vez na minha vida, eu tenha perdido tudo, pois os falsos amigos e chegaram a atingir até meu trabalho e minha dignidade foi altamente afetada.

Por entender a conjunção de esforços de todos que só usavam meu blog, afinal são 23 anos de atividades, fui me afastando de todos e me isolando, conscientemente, de quem se dizia amigo e de quem apenas fingia ser amigo, embora o limite da prática de ambos seja tênue.

Dias atrás, choveram fotos em meu whatsapp, embora as tenha olhado, o sentimento mais profundo que emergiu de dentro de mim foi de solene desprezo, pois eu tive 14 anos, quando comecei trabalhar com carteira assinada e quando fui morar sozinho numa pensão. Quando eu mesmo fazia minha comida e como nunca mudei em minha vida, pois até hoje cozinho para mim. E faria tudo de novo, pois a bravura e a dignidade não têm idade.

Com 14 anos eu era um homem, gerava meu sustento, pagava meu quarto, fazia minha comida, comprava minhas roupas nos velhos brechós e quando vinha o frio, como veio agora, eu me ressentia muito com meus dois modestos cobertores. Mas, sempre resisti as adversidades e vou continuar resistindo até a morte, pois estou muito preparado para morrer, quando assim for a vontade de Deus.

Estou esperando pela mudança do clima para me mudar de onde moro, pois a casa aqui foi colocada a venda e não quero e nem gosto de criar constrangimentos nas pessoas, razão pela qual já arrumei meus parcos pertences e vou seguir minha vida, sempre do mesmo estilo, sem espaços para arrependimentos e convicto que não mudarei nunca.

Existem marcas, sangrias, mas isso todos os seres humanos carregam.

Contudo, sou um homem convicto de que faria tudo de novo, do mesmo jeito, pois sou um homem de uma palavra só, sou avesso a mentiras, e meu coração é o mesmo de identidade e amor com as pessoas pobres e que sofrem as privações da vida.

Ontem, escreveria sobre os bons amigos que conheci, mas preferi deixar um texto do meu amigo DAVI DAMIAN e o sentimento que mais pulsa em mim é dos falsos amigos, pessoas que se aproximaram de mim e nunca pude vislumbrar que elas apenas queriam me destruir, tanto que conseguiram.

Meu lado islâmico é bem mais forte que o cristão, por isso que estando vivo serei sempre o mesmo homem que sempre fui.

É claro, tenho sentimentos, tenho tudo muito maduro dentro de mim, tenho dores e raras alegrias, mas vivo convicto que a vida é um combate permanente e sem tréguas.

Vou seguir assim até o dia de minha morte.

Alcorão 4:78: Onde quer que estejais, a morte vos alcançará, mesmo que estejais em torres de alta construção …


*Jornalista nacional registro nº 11.175, Registro de Editor Internacional nº 908225,  Sociólogo, Teólogo e Advogado.

Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura  Textual e também em Sociologia Rural. 

Autor de 6 livros.