Fonte – Olhar Digital – Vitor Pinheiro e César Scheffer
Ainda indisponível, futura atualização vai integrar o serviço Messenger Rooms à plataforma; recurso permite que usuários sem conta no Facebook participem das reuniões
A iniciativa é uma proposta da empresa para competir com outros apps de videochamadas, como o Zoom e o Microsoft Teams, que ganharam relevância diante da pandemia do novo coronavírus e a necessidade do distanciamento social.
A ferramenta funciona de forma similar às concorrentes: o anfitrião da chamada cria uma sala e compartilha o link ou o código de acesso com os demais participantes para que eles possam entrar na sessão. O recurso permite inclusive a participação de usuários que não possuem contas criadas nas plataformas do Facebook.
Ainda em desenvolvimento, a integração do Whatsapp Web com o Messenger Rooms será inserida na atualização 2.20.139 do Android e também chegará a aplicativos iOS. Segundo o WABetaInfo, o Whatsapp testa adicionar o atalho no menu “Anexar”. O botão de direcionamento será representado por um ícone de uma câmera e posicionado abaixo das opções de “fotos e vídeos”, “câmera”, “documentos” e “contatos”.
Assim que o recurso for acionado, o Whatsapp vai apresentar uma breve introdução acerca do serviço de videoconferência antes de direcionar o usuário para a plataforma do Messenger Rooms.
Um Bolchevique, revolucionário, gângster, terrorista, genocida… Em que realmente se tornou o “Homem de Aço” após derrotar Hitler, o homem mais temido e admirado no planeta. Como um homem assim conseguiu ascender ao poder? Após o sucesso mundial de “Apocalypse”.
A lista de sintomas provocados pelo novo coronavírus aumenta a cada semana e poucos órgãos parecem a salvo da doença, com formas que variam de benignas a muito graves. A doença parece causar problemas cabeça à ponta dos pés, passando pelos pulmões ou os rins.
Em três meses, o que começou como uma gripe clássica se transformou em um catálogo de síndromes que em suas formas mais graves ativam as já famosas “tempestades de citocinas”, uma aceleração da reação imunológica que pode levar à morte.
Não é raro que um vírus provoque tantas manifestações, mas alguns sintomas da Sars-Cov-2, como a perda de olfato ou a formação de coágulos sanguíneos parecem muito específicos desta epidemia.
“A maioria dos vírus podem prejudicar o tecido onde se reproduzem ou provocar danos colaterais do sistema imunológico que combate as infecções”, explica Jeremy Rossman, virologista da universidade britânica de Kent.
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Sintomas do Covid-19 são de quadro gripal, diz especialista
Os médicos suspeitam que a Covid-19 é responsável pela hospitalização de dezenas de crianças em Nova York, Londres e Paris que apresentam quadros inflamatórios “multissistêmicos” raros, que se assemelham a uma forma atípica da doença de Kawasaki ou uma síndrome de choque tóxico, que ataca as paredes das artérias e pode provocar uma falência dos órgãos.
Dezenas de estudos médicos descrevem outras consequências potencialmente letais da doença, como acidentes vasculares cerebrais e problemas cardíacos.
Os cientistas da Universidade de Medicina de Nanjing (China) reportaram casos de pacientes que desenvolveram complicações urinárias e problemas renais agudos.
Também observaram alterações nos hormônios sexuais masculinos, motivo pelo qual aconselham os jovens que desejam ter filhos que consultem um médico após a recuperação.
Desconfiar de quase tudo
O leque de sintomas é único? Não necessariamente. “Em uma doença corrente, as complicações, mesmo que raras, também acontecem”, explica à AFP Babak Javid, especialista em doenças infecciosas do centro hospitalar universitário de Cambridge.
Mais de quatro milhões de casos foram declarados no mundo, mas o verdadeiro número de infecções pode ser “de dezenas ou inclusive centenas de milhões”, de acordo com Javid. “Se uma pessoa em cada mil, ou inclusive uma a cada 10.000, desenvolve complicações, isto significa realmente milhares de pessoas”.
Os médicos generalistas, na frente de batalha, foram os primeiros a tentar descobrir os esquemas da evolução da epidemia.
“Nos afirmaram em um primeiro momento: febre, dor de cabeça, tosse. Depois adicionaram o nariz com coriza, a garganta que arranha. Depois, alguns sintomas digestivos: diarreia, dor de estômago”, afirma Sylvie Monnoye, médica de família em Paris.
Depois as dores na caixa torácica, a perda do paladar e do olfato, problemas de pele como urticária ou frieira nos dedos dos pés, problemas neurológicos. “Começamos a pensar que era necessário desconfiar de quase tudo” comenta a doutora Monnoye.
Lentidão das autoridades de saúde
Um relatório do Centro de Prevenção e Luta contra as Doenças (CDC) dos Estados Unidos analisou os sintomas de 2.591 pacientes hospitalizados entre 1 de março e 1 de maio.
Quase 75% dos pacientes apresentaram calafrios, febre e/ou tosse, e quase todos dificuldades respiratórias, os sintomas mais comuns do novo coronavírus.
Quase um terço reclamou de cãibras, o mesmo percentual de diarreia; 25% de náuseas ou vômitos. Quase 18% tinham dores de cabeça, de 10 a 15% tinham problemas pulmonares ou abdominais, nariz escorrendo, dores de garganta.
Até o fim de abril, o CDC havia enumerado apenas três sintomas: tosse, febre e dificuldades respiratórias. O site oficial foi atualizado desde então, mas adicionou apenas os calafrios, cãibras, dor de cabeça e perda de olfato. As autoridades francesas fizeram o mesmo no início de maio.
Coágulos sanguíneos, falhas renais
A perda do olfato (anosmia) e do paladar (ageusia) foi reportada por 3,5% dos pacientes do estudo do CDC, mas os especialistas acreditam que estes sintomas são mais extensos entre os casos menos graves.
A anosmia e a ageusia acontecem raramente com outros vírus. O mesmo ocorre com os coágulos sanguíneos, que os estudos vinculam com problemas cardíacos, trombose hepáticas, embolias pulmonares e lesões cerebrais nos pacientes de Covid-19.
“Quando um paciente de Covid-19 está muito afetado, pode ter problemas de coágulos sanguíneos, que são muito mais frequentes que com outros vírus”, segundo Babak Javid, que conclui: “Comparado com a gripe, há muito mais probabilidades de estar grave e de morrer”.