Evan foi meu amigo muito anos, muitos anos mesmo. Depois, nunca mais nos falamos, apenas sabia notícias suas pelos familiares.
Foi uma pessoa que marcou minha vida. Éramos amigos e apreciava sua docilidade, seu carinho para com as pessoas, sua amabilidade e pari passu sua singeleza.
Descende de uma cepa muito boa e rara, de uma estirpe quase em extinção.
Perdemos um homem de muito valor, de valor raro, de ponderação e de equilíbrio.
Fiquei chocado ao saber de sua morte, chocado e triste, pois era uma pessoa que eu admirava muito e atribuia a ele grandes virtudes.
Como todos nós que passamos, fica o vazio e o eco das lembranças, das recordações. Eu fico rememorizando aspectos do que foi, diálogos de décadas atrás e fico intrigado com essa magia que é a morte. Honestamente, não sei o que há pós morte, nem sei se temos mesmo alma e espírito. Mas, independente do que temos, vida, espírito, magnestismo, alma ou seja o que for ou o que não for, o certo que pessoas de bondade reconhecida como era o caso do Evan, deixam um vazio com a partida, sentimos o falta, a ausência da vida é um vácuo perceptível que contanima, estranhamente, nossas sensações e emoções.
Morreu um grande homem, um homem de boa índole, um homem exemplar, e eu só escrevo sobre as virtudes de alguém quando eu sou convencido dessa arqueologia moral de tantos valores subjetivos.
Dormiu o sono dos inocentes e dos justos. Foi uma perda para todos nós. Uma referência moral e ética exemplares que fará falta.
