Morre testemunha chave do caso VORCARO

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Testemunha-chave do caso Master, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão morreu nesta 4ª feira (4.mar.2026). Ele havia sido preso pela Polícia Federal horas antes durante a 3ª fase da operação Compliance Zero. Era conhecido pelo apelido de Sicário e trabalhava diretamente com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Ele estava sob a custódia da corporação na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte. As informações são dos jornalistas Bruno Tavares e César Tralli….

Em nota divulgada às 16h55 e atualizada às 17h14, a Polícia Federal informou que Luiz Phillipi havia tentado se matar enquanto estava preso. Afirmou que policiais federais tentaram reanimá-lo e acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que o levou ao Hospital João 23, no centro de BH. A corporação não diz em quais circunstâncias o preso foi encontrado por agentes nem o que aconteceu em sua nota. …

QUEM É O SICÁRIO Luiz Phillipi Mourão integrava o “núcleo de intimidação” de adversários e opositores de Vorcaro, segundo a Polícia Federal. Na decisão que autorizou a operação desta 4ª feira (4.mar), o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, cita duas conversas entre ele e o banqueiro que podem ser interpretadas como intimidação: publicidade…

Eis o que diz o despacho de Mendonça sobre Luiz Phillipi: tinha relação direta com Vorcaro; recebia R$ 1 milhão por mês por seus “serviços ilícitos” –o valor era pago por intermédio de Fabiano Zaettel, também preso na operação desta 4ª feira (4.mar); era responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e “neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”; há indícios de que ele acessava e colhia dados de sistemas restritos de órgãos públicos; era quem coordenava o grupo conhecido como “A Turma”, responsável por intimidar as pessoas.