
O MOSSAD é o serviço secreto do Estado de Israel, um grupo célebre, sério e comprometido com a defesa do Estado de Israel e que se preocupa – no mundo inteiro – com a emergência do neonazismo e suas diferentes manifestações.
Eu sempre fui muito simpático ao MOSSAD e andei até bem afastado do meu campo de simpatias. Contudo, as notícias que nos chegam há dois dias sáo contraditórias, até certo ponto confusas, mas que tem lógica e uma conexão incrível.
Afinal, do que se trata?
Simples, identificou-se em Israel que o MOSSAD está aliado aos grupos contrários ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e sua tentativa de impor uma estúpida reforma no poder judiciário Israelense. Isso é tão fabuloso quanto alvissareiro e volta, para todos nós, a ser o admirável serviço secreto ao lado do povo e não ao lado dos governantes.
Esse certamente foi o mais duro golpe que Benjamin Netanyahu levou em sua vida política, desde que foi primeiro-ministro de 1996 a 1999 e de 2009 a 2021 e, agora, recentemente. É claro que seu recuo na demissão do Ministro da Defesa, Yoav Gallant, tem claramente a posição do MOSSAD, que abriu uma fenda terrível na política de Estado em Israel, mas consagrou uma incrível unidade popular de simpatias e adesões ao MOSSAD, que hoje goza de prestígio a ponto de, se quiser, derrubar o próprio Netanyahu.
A crise da reforma do poder judiciário acabou criando, dialeticamente, um novo fenômeno dentro do Estado de Israel, que foram as concentrações de amplas simpatias populares em torno do MOSSAD, algo inédito na própria história do serviço, desde sua criação no ano de 1949.
Eu tive muitos amigos militantes ativos mossadistas que trabalhavam no setor de inteligência de produtividade rurícula no Brasil e eram pessoas retas, altamente honradas e gente do maior quilate. Nos anos em que morei fora e até por ter estudado no Instituto Marc Chagall não foram poucos meus amigos, cujas amizades estendem-se até os dias atuais.
Curiosamente, o advogado santiaguense CILON ROSA, frequentava a Sinagoga do Bom-fim e sempre que me encontra lembra-me do nosso amigo em comum, o saudoso Bernardo, que partiu para o encontro com o Eterno bem antes de nós e deixou uma enorme lacuna entre seus amigos e aliados.
De qualquer forma, as notícias que nos chegam de Israel são formidáveis e a manutenção de Yoav Gallant e o recuo de Netanyahu foi a chama ascendente em meio ao caos do conflito fratricida que voltou todas as atenções para dentro de Israel, agora sob novos olhares e ótimos olhares, diga-se de passagem.
Eu só posso saudar a lucidez e o discernimento do MOSSAD e sua postura ao lado do povo e contra o próprio governo israelense, embora preservemos todos a autoridade intocada do Presidente Isaac Herzog, um estadista sério e respeitado.
