O recente golpe militar no Níger deixou claro a tendência dos militares na África. Afora, Burkina Faso e Mali, agora a especulação é sobre é o próximo país a romper com o Ocidente?
Se 3 países saíram da curva, isso fica evidente o descontentamento dos africanos com o massacre que sofre dos europeus, especialmente a França e da linha atlanticista.
É claro que já se pode falar numa nova tendência na África e as razões não são puramente econômicas como no Níger, onde todos querem ignorar o banditismo estatal e a ala jihadista do país, que promove o islamismo, altamente assentado nos setores mais pobres e marginalizados do país.
O próximo país deve ser a Nigéria? Se for, ainda não sei como os EEUU e a ala atlanticista da europa pretende dominar a situação. O jihadismo é um movimento com o qual os próprios europeus sequer sabem enfrentar e a França demonstrou bem isso recentemente.
Pelo sim, pelo não, a grande verdade que emerge nesse contexto, é a facilidade com que esses países estão quebrando a dita democracia ocidental e atlanticista. A sorte dos EEUU é que na América Latina não temos o islamismo forte e nem um ponta jihadista acesa. Aqui, cresce o movimento com bandeiras social-democratas, mas sem a válvula propulsionadora jihadista que sempre vem embutida nas teorias islâmicas.
Na esteira dos grandes acontecimentos desse século, eis que as teorias maometistas ganham largo espectro de significativos avanços e deixam os falcões do Pentágono cada vez num brete mais agudo. Afinal, o brete é enorme, é só ver o que aconteceu no Níger, em Burkina Faso e Mali? Será que os rumos de 3 países são suficientes para indicar uma tendência?
E olhemos, pois, para a Nigéria. E nem quis abordar o fator Putin e a simpatia dos africanos pela Rússia.
