
Ontem, após muito tempo, eu conversei longamente com minha filhinha.
Nina não parece que tem 12 anos. Ela é fantástica.
Suas conversas comigo tem um tom: política.
Disse-me que discorda do socialismo, pois no socialismo os ricos continuam ricos e os pobres, pobres. Nina é a favor do comunismo direto.
É estranho. Eu não a crio e não a ensinei nada de teorias políticas.
No meio da conversa pergunto-lhe então em qual partido político gostaria de se filiar e cito: PSOL, PT, PSB ou PC do B.
Nina é taxativa: – hoje seria o PT.
Não sei como, mas Nina está ligada na guerra da Ucrania, sabe bem sobre Rússia, China, e tem um dedinho de simpatia pelo Ortega. A Luciana teria inveja do esquerdismo de minha filha. Nunca faria nada igual.
Eu imagino o problema que seja em sala de aula. Pobres dos professores. A mãe dela votou em Bolsonaro, o avô dela é Bolsonaro. Ela não convive comigo e de onde saiu tanto à esquerda da esquerda?
Mas, enfim, é uma filha do mundo, nasceu para o mundo. Vai cursar direito, já tem isso bem definido aos 12 anos.
Vamos seguir acompanhando-a.



