O Brasil tem assistido, nos últimos dias, uma guerra jurídica entre os advogados de Bolsonaro e do Tenente Coronel Cid, pela imprensa. É uma novidade em nossa realidade jurídica, pois até então as táticas eram discutidas nos autos.
Agora, existem guerras de teses, sínteses e antíteses, expostas pela imprensa e existe já uma “guerra”, fomentada, onde a imprensa é quem julga quem está se saindo melhor.
Essa guerra reside no ineditismo e isso pode abrir, sim, uma nova estratégia jurídica. Sinceramente, essa guerra ganhou uma visualização tão grande, que a imprensa está pautando tudo, onde um advogado ataca os argumentos do outro, tudo midiático.
Essa expressão ganhou vulto tamanho, que até os grandes filósofos, cito Giraldelli e Pondé, têm consumido suas preleções telemáticas exclusivamente em cima dessa briga de argumentos, que, pelo visto, sequer chegam aos autos. Os grandes nome do jornalismo, grandes nomes do meio jurídico, também perderam-se nessa análise histérica, é só observar Capez e Pavinato, ontem, na Jovem Pan.
Toda essa emergência midiática trás, embutida em si mesma, uma forte contradição com o ética tão defendida pelas OABs e mesmo pela OAB nacional. A questão agora é: como impedir que um modesto escritório provinciano faça tais debates, se eles estão impregnados em todas as grandes portais da imprensa?
Creio que o momento é rico também para um belo debate entre advogados e os limites da publicidade de teses pela imprensa.
Como tudo, aí está a grande contradição da prática jurídica e o momento exige um oportuno debate.
