O prefeito de Jaguari que era amigo do RANCHÃO e outra dos evangélicos de esquerda

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

A minha amiga Cris Zamperete, conceituada historiadora, estava mal da gripe e me disse que as filas na UPA eram enormes. Daí eu liguei para uma namorada que já foi, mas continua amiga e sempre me manda receitas médicas, e pedi receita de antibióticos. Como ela ainda estava no consultório, a receita veio na hora. A telemedicima está em vigor no Brasil desde 2022 e só no gabinete de um juiz que me foi negado tal atendimento, é claro, o caso, agora, dentre outras, vai para o CNJ. Friso que não é nada com Santiago-RS.

O remédio foi entregue a  minha amiga e eu fiquei pelo escritório conversando com os colegas e amigos, como sempre faço todas as tardes.

Lembrei-me então de falar com a Dra.Marta Marchiori, amiga de longa data. Ela estava com seu namorado, nosso ex-prefeito Dr. Vulmar Leite, e ele pede para falar comigo.

Vulmar me disse, brincando,  que apareceu num relatório da PF que o punhal verde amarelo seria meu, brincando com o nome da operação que mataria a alta cúpula do país. Mas o pivô da brincadeira era, como sempre, o punhal ou canivete que era do Deio Ranchão Soares. cuja história eu contei nesse blog e  atraiu a atenção do meu amigo GUILHERME BONOTTO, que me ligou por causa da história.

GUILHERME, sempre muito apegado a família e a tradição, contou-me que no livro do seu BONOTTO, o homem mais rico da região, tinha uma homenagem ao RANCHÃO e ao ALZIRO FÃO. Eu respondi ao Guilherme que digitalizei as páginas, por ocasião do lançamento do livro, e distribui-as entre meus parentes pela lado dos SOARES, onde não existem traíras e nem patifes. São pessoas da maior envergadura moral e ética, onde eu incluo esse meu primo.

Vulmar me convida para jantarmos e que marcariam uma data na semana que vem. Educado e gentil, devolve o telefone a Dra. Marta e ela emenda com as histórias do RANCHÃO, que segundo ela, era amigo do seu avô SÍLVIO MARCHIORI, que foi prefeito de Jaguari. 

Daí Marta entra em detalhes da amizade entre RANCHÃO e o PREFEITO MARCHIORI. Ela me conta que todos viviam o terror por medo do RANCHÃO, que era famoso por degolar quando provocado. Ela contou-me que RANCHÃO pediu um cavalo emprestado para o prefeito MARCHIORI e foi um estardalhaço nas 4 bocas. Ele, sem conhecer o desconhecido, emprestou-lhe um cavalo e logo correu a notícia de que RANCHÃO andava num cavalo do prefeito SILVIO MARCHIORI.

Contou-me que lá num certo dia RANCHÃO apareceu, devolveu o cavalo e foi bem recebido, pois o prefeito era muito cortês com todos que chegavam em sua casa rural. Segundo MARTA, que se criou ouvindo as histórias do seu avô, ele contava que RANCHÃO nunca quis entrar na casa, comia nos galpões e seguia sua rotina. Quando a pressão estava grande pelas famílias de FLORIDA, que queriam matá-lo, junto com policiais e matadores de aluguéis, RANCHÃO sempre tinha o hábito de trocar de cavalos com o prefeito MARCHIORI e fizeram uma grande e longa amizade, até que RANCHÃO foi assassinado.

MARTA, antes de desligar o telefone, ainda me conta que estava em recuperação de sua mão quebrada e reafirma que na próxima semana jantaríamos juntos.

Outro dia eu conversava com uma das pessoas do complexo multimídia e ele me lembrou do Doutor PAULO MARCHIORI BUSS, médico da UFSM, Mestre e Doutor pela USP, membro titular da cadeira 44 da Academia Nacional de Medicina, diretor-presidente da FIOCRUZ por 8 anos, palestrante internacional e apontado pela crítica, ao lado de MIGUEL NICOLELIS, como os 2 maiores nomes da medicina no BRASIL. Pois o Dr. MARCHIORI BUSS, primo da Dra. Marta Marchiori, quando eu estava criando um podcast, ele prontamente me disse que aceitava participar, tamanha é sua humildade e desejo de contribuir com o país, embora poucos saibam que ele é natural de Jaguari. Volta e meia nos falamos por whatsapp e sempre ele me manda os boletins nacionais da FIOCRUZ. As vezes, eu lhe conto alguns segredos que eu sei, que não são tão segredos assim, pois ele é leitor cativo do meu blog, embora o desprezo de alguns setores das elites locais contra meu blog.

Nossa ideia é fazer um convite de podcast com o DR. MARCHIORI BUSS e com a Dra MÁRCIA TABACOW, médica de São Paulo e neta de MANOEL TABACOW, fundador do HOSPITAL ALBERT EINSTEIN e um dos maiores nomes da medicina de SÃO PAULO.  MÁRCIA é amiga do médico PALOMBA e de diversos outros nomes de peso de medicina nacional.

Hoje, conversando com o vice-presidente do PDT, meu amigo PORTELLA, ele me pergunta se eu sabia onde morava meu primo, que é oficial do exército e cuja história da morte de seu pai eu contei aqui no blog. Falei a verdade, disse que não sabia, pois embora sejamos primos de sangue, não temos contato e cada um vive no seu canto. Aí que o Portella me conta que meu primo havia comprado a casa de TITO BECOM, um casa bonita, até conheço, mas nunca entrei nela.  Não entendi bem o porquê da história do PORTELA, deve ser alguma coisa com o punhal de RANCHÃO SOARES, pois tenho vínculos com aquelas bandas, outra hora eu lhe pergunto a história.

Essa história do punhal ou canivete mexeu tanto com Santiago que até pedi para um amigo, advogado, guardá-lo para mim até eu precisar usá-lo. Eu não uso arma, sou evangélico de esquerda e só uso o canivete para cortar carne.

Sim, fui batizado na igreja evangélica aos 12 anos e nunca mudei de religião. Agora, descobri porque o MINISTRO JORGE MESSIAS, da AGU,  futuro Ministro do STF,  é meu amigo no facebook,  é que ele é evangélico e eu não sabia. 


*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado). Embora santiaguense, até hoje nunca foi convidado para a Feira do Livro de Santiago.

Não suporto traidores e nem traidoras, sou homem de uma só palavra.