A oposição em Santiago segue sem a unidade possível para a eleição do próximo ano.
Os maiores nomes do campo oposicionista continuam sendo Guilherme Bonotto, Marcelo Brum e Miguel Bianchini.
Contudo, existe um racha visível nesse espectro, pois a ala bolsonarista não fecha com a ala lulista e assim configura-se o racha, pois PT e PDT tendem a seguir sozinhos sua caminhada.
Guilherme Bonotto é visivelmente o nome mais forte da oposição, pois demonstrou isso numa disputa municipal direta contra o PP. Marcelo Brum, que obteve 8 mil votos como candidato a deputado federal em 2020, é outro nome potencialmente forte.

Já Miguel Bianchini, presidente do PL, na minha opinião, é candidato a prefeito pelo seu partido e não aceita opoiar outro nome fora do PL. Bianchini já me disse que se não tiver outro nome no PL, ele próprio vai para a disputa. Um nome que cresceu muito, Magdiel, me disse que não aceitar concorrer a prefeito e nem a vice e vai novamente a reeleição para vereador. Eu tive, recentemente, uma boa conversa com Miguel Bianchini e saí com a forte impressão que ele próprio é o candidato.
A rigor, não se pode subestimar a capacidade de Bianchini e nem imaginá-lo abatido. Bianchini é uma fera para trabalhar e nunca parou. Investe forte na ideia de família, aprofundou os vínculos com os católicos e só quem não o observa bem é quem o subestima.
É claro, no campo da oposição, fica aberta lacuna, afinal quais serão os próximos passos de Marcelo Brum? Gostem ou não, Marcelo tem 8 mil votos dentro de Santiago, e isso é um capital não desprezível. A questão é: se Bianchini sair pelo PL, Marcelo concorreria a prefeito pelo Republicanos?
Duvido que alguém saiba responder essa dúvida com grau de certeza. Embora todos tenham claro que Marcelo teria tudo para ser um vereador bem votado e recomeçar seu plantio. Mas ele não deixa pistas dos seus passos e ninguém sabe ao certo o rumo que tomará. Já o nome mais forte da oposição, Guilherme Bonotto, não demonstra interesse em entrar numa nova disputa.
Mas, afinal, nada é definitivo, nada é acabado, fechado e cristalizado. Tudo pode acontecer ainda.
No campo do PP, o partido dominante, a indicação de Piru parece ser mais cristalizada, embora o nome de Júlio Ruivo sempre cause frisson. Altamente experiente, excelente conhecedor de orçamento, duas vezes vice-prefeito e duas vezes prefeito, Ruivo é um nome fortíssimo. Ademais, passou pela administração, é um nome limpo e intacto e ninguém sabe prever seu futuro.
Bianchini me disse que Ruivo não tem coragem de romper com o PP. Assim, se o quadro se mantiver, é provável que ele sequer vá à convenção. E a vereador, ele já me disse que não aceita concorrer.
Tiago pretender fazer Piru seu sucessor. E o grande debate que se nota, nos bastidores, é pela indicação do eventual vice. Existem nomes potencialmente fortes. Gioda e Mara Rebelo correm por fora e Éldrio Machado é o nome mais consolidado, mais forte e mais bem aceito, isso é visível para quem observa a política local de fora.

Éldrio é o nome mais midiático e vivamente apoiado pela mídia dominante e até por setores não tão fortes, como é o caso do comunicador Gilnei Martins, que é oposição ao PP, mas rende-se em elogios ao nome de Éldrio.
Éldrio faz costuras com todos os setores e é muito forte nome para eventual vice. Faz bem o estilo Chicão.
Já no campo PT/PDT tudo são dúvidas, pois até agora não apareceu sequer um nome, embora a certeza de que a ala lulista da oposição de esquerda marchará sozinha.
Certeza é uma só, nesse contexto. O PP não tem como manter as 9 cadeiras, considerando novo cálculo dos candidatos, sendo que o Partido só poderá apresentar 14 candidatos a vereadores. Desses – obrigatoriamente – 5 devem ser mulheres e apenas 9 vagas sobram para os homens.

Alexsandra Terra (foto) marcha firme para ser a mulher mais votoda, respaldada num excelente trabalho e na sua sólida formação acadêmica. E Alberto tem tudo para ser o mais votodo dos homens. Na hipótese ruim, o PP perde duas.
É claro que ainda é cedo para eventuais análises, pois sequer sabemos quem são so nomes e tudo é um quadro em aberto.
Bianchini me disse que o PL faz 5 vereadores, embora eu não veja o quadro assim. Magdiel será o mais votado, mas o PL pode fazer 3 vereadores, podendo chegar a 4 na sobra. Mas isso é mera projeção.
Se Marcelo Brum concorrer pela oposição de direita, poderá se eleger. Aí o Republicanos faz 1 ou 2 vereadoes.
E a oposição de esquerda, PT/PDT? Imagino que esse espectro fará dois vereadores.
A oposição, muito por baixo, poderá fazer 6 vereadores, contando as alas bolsonarista e petista/trabalhista. Racionalmente, serão 3 do PL, 1 do Republicanos e 2 da frente de esquerda. É claro que têm as sobras e é muito cedo para essas projeções. Agora, se a frente de esquerda fizer 3, acaba a hegemonia do PP no parlamento. Da mesma forma, se o PL fizer 4 ou se o Republicanos fizer 2.
Só o que poderá mudar o curso da eleição em Santiago é um escândalo muito forte. E não estamos livres disso.
