Os dias em Santiago e a rotina de uma vida sem vida

Há muito tempo eu não saia de casa.  Como sofro muito com a retinopatia diabética para escrever, uso as boas luzes do Escritório do Dr. Marcos Luiz e digito em caixa altíssima, a maior que eu consigo. E assim restrinjo minha vida a única rotina.

Sexta-feira a noite eu me preparei para ir embora e o colega Marcos me disse que todos iríamos assistir uma peça do Teatro Serelepe e depois comeríamos uma pizza na Convexo. Eu disse que não poderia ir, no fundo estava muito machucado, o Maico Amaral me contou mil novidades da Nina e o que para ele pode ser bom, para mim é uma desgraça.

Mas vivo quieto, não divido minhas dores com ninguém e para não desagradar meus colegas e amigos, decidi ir com todos ao Teatro.

Ficamos de nos encontrar na frente. Reenconto um amigo que gosto muito dele, o Peruffo, que foi diretor do IBGE e está namorando uma irmã do colega MARCO, uma moça que eu eu raramente falo com ela, embora saiba que ela é policial.

A Dra. Maria Amaral Pagnossin é uma pessoa muito amável e foi com seu esposo, que é oficial do Exército, cujo nome de Guerra é PAGNOSSIN.

No fim, sem conhecer as pessoas, fiquei quieto, apenas assisti as esquetes.

Mas a vida é cheia de surpresas. Conversei com o Peruffo e com o oficial Pagnossin, sempre muito discreto e quieto, No fundo, não quis ser deselegante, afinal estavam todos empolgados com os sabores das pizzas.

Sentei ao lado do Peruffo, sempre temos assuntos e se tornou um ambiente até agradável. Pedi uma água mineral com gás para tomar meus Tandrilaxs e assim fui indo. Sentei entre o colega MARCOS CONTREIRAS, que tecnólogo em informática do Escritório, um moço quieto e muito recatado.

Nas mesas, ao longo de 3 mesas, notei uma meninhas, mas não as conhecia e é muito difícil articular um papo com crianças. Lá pelas tantas a amiga TIANE me diz que uma delas era sua filha, a LAVINYA, que estuda no 9º semestre do antigo primeiro grau em SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Notei que uma das menininhas era muito fechada e Lavinya é muito amável para o diálogo. Descubro que ela tem a mesma idade da NINA, mas me deixou muito feliz com sua proposta, quer estudar tudo sobre Direito e ser uma super-advogada.

Notei sua seriedade e prometi levar-lhe alguns livros. Ela é tudo o que eu mais gosto em jovens: leituras.  Olhou o instagran da NINA e achou a Nina muito bonita, livre, espontánea e alegre.

No sábado, meu  sobrinho amigo GUILHES DAMIAN foi para o Escritório e passou a tarde comigo. Conversamos muito e atualizamos as interação entre São Paulo e RS.

No final, Lavinya não chegou a tempo, foi mais tarde para o Escritório, mas guardei os livros para ela. Algum dia os achará.

Separei para ela o livro do ROBERTO LYRA FILHO, a quem eu conheci pessoalmente e entendi bem sua proposta de romper com o positivismo e o jusnaturalismo a partir da teoria dialética do Direito.  Gostei muito do Lyra e entendi bem sua proposta, embora seja impossível alguém entender tudo sem entender o que é Dialética e o que são as vertentes epistemológicas do Direito, embora os idiotas de hoje sequer saibam o que sejam vertentes epistêmicas. Aliás, sequer sabem o que é Epistemologia.

Mas o meu domingo foi muito bom. Eu já estava deitado em casa, nos meu colchões, pois durmo no chão, e o colega Dr. Marcos Luiz bateu aqui em casa com sua esposa. Que amores. Vieram me trazer um prato de bolo de milho, receita da Dona TIANE. Confesso que fiquei muito emociado, porque isso é um gesto puro de amizade e de fraternidade.

E assim vou levando minha vida. Sei que meu Recurso Especial vai abrir um escarcéu, mas não espero nada diferente, quem já perdeu tudo, não teme mais nada.

Vou me dedicar ao meu sobrinho que raramente vem ao sul, adotou SP desde 1998 e é um dos grandes nomes do jornalismo, assim com sua companheira, PHD em OXFORD e um dos maiores nomes do jornalismo nacional.

Gui é muito inteligente, muito esperto e é sócio de um empresa que fabrica jogos eletrônicos para celulares, embora já tenha em seu currículo, que começou aqui na UFSM, em 1994, duas vezes o prêmio mundial Prêmio Malofiej,  a principal premiação internacional de infografia, frequentemente referida como o “Oscar” ou o “Pulitzer da infografia mundial”, com sede na ESPANHA.

Nós devemos ter uns parafusos a mais, pois o RODOLDO, embora tenha cursado filosofia, antes de tudo, formou-se em odontologia e seguiu firme na profissão. Me dou muito bem com meus dois sobrinhos e amo demais minha sobrinha-neta, a MARIANINHA GORSKI DAMIAN (foto), acho que ela tem 13 anos, cuja mãe é psicóloga e uma pessoa sempre doce e amável.

Este é o empresário Wagner Damian, com NINA ao seu segundo dia de vida. Foto histórica e rara. O pai do Wagner era dono de uma potente madeireira, localizado no passo do Rosário, e o avô do Wagner, também madeireiro, morreu degolado pela serra que prendeu seu lenço e o matou degolado. O Wagner é uma pessoa muito boa, muito calmo, paciente, embora com seus 79 anos, vive ao redor dos filhos e netos.

Essa é dona JANDIRA SOARES DE LIMA, que gerou toda sua familia, minhas 2 irmãs e eu. Jandira teve dois irmãos, ROMEU SOARES DE LIMA e GARIBALDE SOARES DE LIMA. Romeu viveu até os 99 anos e faleceu as vésperas de completar 100 anos, teve um só filho, que é capitão do exército. Meu outro tio, desde que chegou da ARGENTINA, foi morar na COLÕNIA JUDAICA PHILIPPSON, onde hoje é Itaara e foi a primeira colônia judaica do interior do Estado. O nome dele é GARIDALDE e faleceu aos 97 anos.

Os dois irmãos RODOLFO PRATES DAMIAN e GUILHES PRATES DAMIAN, na noite de Tókio, Japão.