A Márcia Tabacow é minha amiga, médica e neta do Dr. Manoel Tabacow, fundador do Hospital Albert Eisntein, que vem a ser filho do famoso Jacob Tabacow, da famlia Goldstein Tabacow. Márcia é uma apaixonada pela medicina e foi responsável por me introduzir no Jardiance para controle da diabete.
Como toda boa judia russa é uma trabalhadora incansável. Dona da Clínica Tabacow, é um dos nomes mais referenciados pela medicina paulista e com reconhecimento Brasil afora e em Israel.
Embora rica e poderosa, é petista de carteirinha, apaixonada pelo MST, ama e se dedica a sua família e ela própria dirige seu carro blindado pelas ruas de São Paulo nas correrias entre a casa e o hospital, muitas vezes pelas madrugadas.
Obstetra e gineco também se dedicou a estudar homeopatia, ortomolecular e acupuntura. Antes da pandemia, nos passávamos bom tempo de conversa e lero lero sobre o futuro do PT. Márcia gosta de política e leva tudo muito a sério.
Agora, devido aos problemas médicos que estou enfrentando, ainda diabetes e crises de retinopatia, voltei a procurar a Márcia, que pronta e gentilmente retomou o contato comigo.
Lembro-me no natal antes da pandemia, ela mandou um monte de massinha de modelar para Nina. Ela achava a Nina muito bonita e vivia me elogiando minha então menininha.São as relações que a gente vai forjando ao longo da vida.
Agora, estou apenas esperando alguns desdobramentos e vou a São Paulo. Problemas de saúde e reunião com professores. Tenho raízes, embora ignoradas em Santiago, minha cidade natal, fui aluno do Instituto Cultural Judaico Marc Chagal de Porto Alegre, e tive como secretário-geral no PSB o médico judeu e socialista Leonardo Grabois, que foi meu secretário-geral quando eu fui presidente da comissão estadual de ética do PSB. E foi um relatório de minha autoria que gerou a expulsão de centenas de militantes nazistas de dentro do PSB.
Curiosamente, o único santiaguense que frequentava a Sinagoga do Bomfim era meu colega Cilon Pinto e tínhamos em comum um amigo: o saudoso Bernardo.
Agora, um nazistazinha submarino resolveu me enfrentar e bancou um briga sem precedentes contra mim. Pois ele vai conhecer com quem ele se meteu, pois humildade e simplicidade não pode ser confundido com fraqueza e nem leniência. Eu sei tudo que esse cara armou nas minhas costas e toda a destruição que ele semeou em minha vida.
Os nazis são como víboras, não fazem nada de frente, armam pelas costas e usam os outros para baterem na gente. Eles vão levar uma surpresa comigo. Pois na hora certa e exata eu sei agir. E tenho pontes onde os submarinos* sequer sonham.
Agora não tem mais como recuarem. Um lado perderá. E veremos quem tem mais a perder. Eu com meu passado ou eles com seus passados. As vísceras ficarão expostas e muitas máscaras cairão.
*Submarinos é o apelido dado aos nazistas que vivem disfarçados de gente idônea em nossas sociedades. Vivem submersos, vivem escondidos nas profundezas, mas nem por isso deixam de existir.
