TOFFOLI ANULA PROVAS CONTRA LULA E DIZ QUE PRISÃO FOI ERRO HISTÓRICO.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (6) a anulação de todas as provas obtidas pela Operação Lava Jato por meio de acordo de leniência celebrado pela força-tarefa com a Odebrecht. Essas provas foram utilizadas pela operação para embasar a prisão do presidente Lula. A decisão foi tomada pelo ministro ao analisar uma reclamação apresentada pela defesa do petista.

MORO DEFENDE LEGALIDADE DA LAJA JATO APÓS TÓFFOLI RECONHECER A ILEGALIDADE DAS PROVAS.

O senador Sergio Moro (União-PR) afirmou, no começo da tarde desta quarta-feira (6),  que lutará no Senado contra a anulação de todas as provas obtidas pela Operação Lava Jato por meio de acordo de leniência celebrado pela força-tarefa com a Odebrecht. Nesta manhã, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a anulação de todas as provas do acordo e afirmou que a prisão do presidente Lula foi um “erro histórico”.

“A corrupção nos governos do PT foi real, criminosos confessaram e mais de seis bilhões de reais foram recuperados para a Petrobras. Esse foi o trabalho da Lava Jato, dentro da lei, com as decisões confirmadas durante anos pelos tribunais superiores. Os brasileiros viram, apoiaram e conhecem a verdade. Respeitamos as instituições e toda a nossa ação foi legal. Lutaremos, no Senado, pelo direito à verdade, pela integridade e pela democracia. Sempre”, afirmou Moro, em uma rede social. Moro, no entanto, é alvo de processos na Justiça que podem resultar na cassação do seu mandato parlamentar.

Ao longo de 135 páginas, Tofolli afirma que as provas obtidas pela força-tarefa da operação, conduzida pelo então juiz Sérgio Moro e pelo então procurador Deltan Dallagnol foram fruto de uma “armação”. “Tratou-se de uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais, mas com métodos e ações contra legem (contrário à lei)”, afirmou o ministro em sua decisão, segundo o Congresso em Foco.