
Fiquei profundamente chocado com a morte de Oneron Dichet, afora ser meu amigo, gostava muito de trocar ideias comigo. Era uma dessas pessoas que tem estampado no rosto o símbolo da bondade, da pureza de uma alma e o perfil reto, quase em extinção.
Sua morte, assim tão prematura, afinal tinha apenas 56 anos, choca a todos nós, aponta-nos para esse mistério bárbaro que é o segredo da vida e como se processa rápido a separação dos nossos corpos de nossas almas.
Confesso que fiquei embasbacado, correram-me as lágrimas e senti uma dor muito forte diante da incógnita da morte.
Tenho certa convicção que partiu um homem bom, decente e amável.
Nossa sociedade está em luto. É muita dor, muita mágoa e muita tristeza.
Sozinho, encerrado, como sempre, deitei-me no sofá e pus-me a pensar: – como pode?
Perdemos um homem decente, bom e exemplar. Perdi uma amigo amável e doce.
Aos familiares, meus profundos sentimentos.
