Recebi do Doutor em Psicanálise pela UFRGS, DAVI DAMIAN … pense diferente

 

“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos em buracos quadrados. Os que enxergam as coisas de um jeito diferente.
Eles não gostam muito de regras. Eles não respeitam o status quo. Pode-se citá-los, discordar deles, exaltá-los ou difamá-los. A única coisa que não se pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os julgam loucos, nós os julgamos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo… são as que mudam.”

Steve Jobs

Ministro Marinho ameaça pedir demissão se governo cortar em sua área sem aviso

METROPOLES

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, indicou, nesta quarta-feira (30/10), a possibilidade de pedir demissão do cargo caso o governo federal resolva fazer mudanças em programas e benefícios sob a alçada do MTE.

 

“Se eu for agredido é possível. Nunca fui. Estou dizendo que essa discussão não existe”, disse. “Uma decisão sem minha participação num tema meu, é uma agressão”, completou o titular da pasta do Trabalho.

Marinho ainda disse que o cargo dele pertence ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Todo cargo de ministro é do presidente. Se ele achar que o ministro não está servindo, ele pede para sair”, declarou.

A fala do ministro ocorreu durante a coletiva de imprensa sobre os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro, que mostra que o Brasil criou criou 247.818 vagas de emprego formal.

Marinho desconhece mudanças no seguro-desemprego

Ao ser questionado sobre algumas opções estudadas pela equipe econômica para cortar os gastos das contas públicas, como mudanças na multa por justa causa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no seguro-desemprego e no abono salarial, Marinho reforçou que o assunto não foi debatido dentro do MTE nem mesmo entre outros ministros.

“Se ninguém conversou comigo, não existe [debate sobre essas possíveis mudanças]. Se eu sou responsável pelo Trabalho e Emprego. A não ser que o governo me demita”, afirmou o o titular do Trabalho. “Não me consta que nenhum ministro de Estado tenha discutido esse assunto”, completou.

“As áreas técnicas têm a obrigação de estudar. O que não é de bom comportamento é vazar estudo, que não esteja autorizado pelo ministro titular da pasta”, afirmou.

Na semana passada, Marinho negou os rumores de eventuais mudanças em benefícios do MTE. Em publicação no X, ele escreveu que “o Ministério do Trabalho e Emprego NÃO cogita ou realiza QUALQUER debate sobre o fim da multa rescisória, paga ao trabalhador e à trabalhadora após a demissão, ou sobre a redução do FGTS”.

 

 

 

Um mergulho em Edgar Allan Poe

*JÚLIO CÉSAR DE  LIMA PRATES

Chego nesse 2 de novembro de 2024 bastante lesionado.  Minha saúde, depois da crise recente que me levou ao Hospital, nunca foi a mesma. Embora sempre medicado,  sei sentir meu corpo e eu sei bem o que é recuperação plena. Converso  quase que diariamente com o Dr. Aléssio Viero, que completou 95 anos. Sou, a rigor, 30 anos mais jovem que ele. Mas parece uma fantasia, sinto-me demolido internamente. E nunca mais consegui ser o mesmo.

Ainda escrevo 12 horas por dia e, embora tenha 2 livros prontos, nenhum tocou-me profundamente. Exceto, uma história bem recente, deu-me luzes para eu reescrever tudo, embora meu pique para a escrita tenha sofrido reveses.

Eu moro sozinho, vivo sozinho e passo a maior parte do meu tempo sozinho.  Tenho amigos e amigas que conversam comigo pelo whatsapp, o que ainda não me gera o isolamento completo. Sou bem adaptado ao isolamento, embora a falta de pessoas seja uma constante. Mas procuro disfarçar e não demonstro para não gerar constrangimentos.

A história recente que me comoveu e deu-me luzes para reescrever tudo tem um viés à Edgar Allan Poe. Tudo foi obra do acaso, mas a história me inspirou e tem a ver com a cremação de um corpo e um velório de uma pessoa que faleceu queimada. Os fatos eram tudo o que me faltava para encaixar uma história e, imediatamente,   retomei meu pique de reescrita. O curioso é o viés à Poe, com quem nunca me identifiquei e sequer li suas obras. Quando contei a versão ao meu amigo DAVI DAMIAN, Doutor em Psicanálise, na hora ele me citou POE, pois o drama do crematório e o velório, cortado pelos ruídos das máquinas crematórias, quer queiramos, quer não, acaba sempre em ALLAN POE.

Em suma, encontrei o rumo que me faltava e desde então tenho me dedicado a reescrita. Assombrosa escrita, embora boa parte dos meus escritos tenham uma conotação à Casa Soturna,  de  Charles Dickens, cuja obra me foi emprestada pela Dra. Marta Marchiori e ainda está comigo até hoje, embora eu a devolverei no momento oportuno.

Meus pais estão sepultados no cemitério de Santiago. Mas não sinto inspiração para visitar o seu túmulo. Eventualmente, quando vou  visitar o cemitério, visito o túmulo onde estão meus pais. Embora eu seja adepto da cremação,  ainda não paguei um plano local, embora minha vontade seja essa.

A mulher com quem eu me casei, dia 02 de novembro de 1980, mora em Milão, na Itália e, apesar da separação, ficamos sempre bons amigos. E certamente, não quer diálogos com Santiago. Mas é uma pessoa maravilhosa, amável e dócil.

E assim vou indo. Meu rumo é mais um livro, mas escrevo com esmero e técnica.  Quero concluir esse,  depois descanso em paz.


*É escritor, autor de 6 livros, jornalista brasileiro registrado no Ministério do Trabalho sob nº 11.175, jornalista com registro internacional nº 908225, Bacharel em Direito, em Sociologia e em Teologia.  Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual. Também é Pós-graduado em Sociologia Rural.

E-mail de Oracy Dornelles, dia 20 de maio de 2011

Amigo Júlio, tive uma idéia hoje que, acho, resolverá o “problema” do Processo do Russo: O “Santiago” não vai publicar livro nenhum. Vai se ater somente em seus geniais quadrinhos. A publicação na Internet do Processo, sugerido pelos pernambucanos, é meio inviável, pois esse Processo tem umas 100 pgs. e muitas são de pouco interesse jornalístico e muitas de pouca nitidez para uma reprodução fiel. Trará dubiedade. A SOLUÇÃO:  Tu, Jornalista Júlio Prates, deverá escrever êsse livro! Poderás usar todos os meus comentários, à vontade…

Tu és um advogado. Quem melhor que tu para opinar e dirigir essa leitura? Faz um livro de umas 60 págs, uns 200 exemplares de início, impressos na Ponto Cópias, quer sairá baratinho. Arrumarás facilmente um patrocínio. Até eu poderei te ajudar com uns 500 reais, se possível. Deverá sair por uns 3 ou 4 mil $ toda a edição. Lançarás agora em nossa Feira do Livro, em novembro. Publicas só as partes mais contundentes do “Pocesso”, naturalmernte explicadas por tua pena inspirada. Acho que deves fazer isso, como uma contribuição à História de Santiago, e até, por que não? , à História do Direito em nossa terrinha. Seria um retrato de Santiago do Boqueirão na época de ouro das Oligarquias!!!

 Abraço, Oracy

Túmulo do Russo vai virar livro nas mãos do cartunista Santiago, 20 de abril de 2011

Hoje pela tarde, recebi um e-mail do meu prezado amigo Neltair Abreu, popular Santiago, reconhecido pela crítica mundial como um dos 10 maiores cartunistas do planeta, assim indicado no Salão de Tóquio, Japão.

Eu prestei algumas ajudas ao conterrâneo na produção do livro sobre o Russo, alma milagrosa cujos restos mortais estão enterrados no cemitério municipal. E hoje o Santiago quis saber se essa foto do túmulo que eu lhe mandei, há dois anos atrás, era de minha autoria. O autor da foto parece ser mesmo o colega Rafael Nemitz e dei ciência ao cartunista dessa informação.

Russo vai dar o que falar. Já publiquei crônicas do Oracy Dornelles sobre sua morte, sobre o sofrimento que passou antes de morrer, cujo corpo foi estirrado com vida na antiga cadeia, hoje câmara de vereadores e no exato local onde será construído o multipalco Caio Abreu. Contam que ele ainda foi trazido com vida, que gritava muito em função dos ferimentos e lhe deixaram morrer a míngua.

O cartunista Santiago conseguiu os autos do processo de então. Leu tudo atentamente e o fato constitui-se num notável fenômeno sociológico (falo em sociologia da religião e fenômeno messiânico) na medida em que seu túmulo é alvo de amplas visitas, centenas de plaquinhas agradecendo por graças alcançadas, o povo faz oferendas com cigarros, charutos, garrafas de cachaça, grãos de milho, dezenas de velas queimadas por dia.

Nesse dia de finados haverá uma peregrinação ao seu túmulo. O Russo não é um santo institucionalizado, mas é o santo mais popular de Santiago e da região, nenhuma outra cidade tem um herói-ladrão cuja alma dizem ser santa e que atende a preces (fato comprovado nas centenas de plaquinhas de agradecimento).

Agora, o Russo vai ser imortalizado pelas mãos do maior cartunista do mundo e um dos maiores intelectuais do nosso Estado, o santiaguense Neltair Abreu, mais conhecido como Santiago e sua história vai correr o Brasil e o mundo, desde o vilipêndio desonroso que fizeram com seu corpo, de não entrar pelo portão da frente do cemitério e sim jogado pelos fundos, até os urros desesperados pelos ferimentos e a morte a míngua, sem socorro.

É claro que essa história do Russo é uma questão ideológica e deve ser vista do ponto-de-vista da luta de classes em nossa cidade e região. Para alguns setores da sociedade santiaguense Russo é um bandido e não merece tal culto. Para outros, ele é o mais popular herói e santo de nossa cidade. Se não é um santo legitimado pela Igreja Católica, o é legitimado pela aclamação popular e deriva-se daí a perspicácia e a leitura de Santiago.

Reconhecemos o esforço da Professora Rosâni Vontobel com seu projeto “Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são”. Segundo a Professora esse epíteto era uma tentativa de anular aquele outro famoso que nos identificava por esse Brasil afora: “Santiago do Boqueirão, quem não é bandido é ladrão”. Ironicamente, nossas elites estão furiosas, pois a obra de Santiago vai dar notoriedade a quem eles chamam de ladrão e bandido. Um ladrão e bandido que a aclamação popular transformou em santo e milagreiro e cujo o túmulo é alvo de peregrinação. A dialética é fantástica, escreve certo por linhas tortas e a história oficial agora será recontada, reescrita e reinterpretada.

Que peça o destino está pregando na sociedade santiaguense.