A oposição de Santiago é burra

Eu fico perplexo e estarrecido quando vejo e assisto os desdobramentos da oposição de Santiago.

Cito um exemplo. Tínhamos uma excelente rádio e TV digital pertencente ao Lucas Figueira,  Lucas foi estrangulado ao extremo e preferiu ir embora para Porto Alegre.  Um político de oposição, nunca contou com o  apoio da oposição, que viu sua rádio quebrar, fechar as portas, tudo diante da indiferença da oposição.

O PP é totalmente diferente. Eles investem, dão um jeito e contribuem com os veículos que lhes apoiam.  E sempre foram assim, são eficazes, são metódicos e aplicados. Ademais, sabem valorizar e apoiam quem fecha consigo.

A oposição, só sabe criticar o PP e sua prática, como se a prática do PP fosse errada. Nada mais absurdo, O PP investe certo e altamente correto.

Por mais que tenhamos oposição de direita e de esquerda, a grande verdade é que ambos são omissos. Só se lembram que existem veículos de oposição nos dias das eleições.  O PP investe sempre, todos os dias, todos os meses, e todos os anos. Por isso são melhores e são mais aplicados e mais eficientes.

A oposição vai seguir seu rumo, sendo omissa e sendo cega. Só sabendo falar mal do PP.

Passaram-se as eleições e o PP segue investindo por dentro e por fora em  seus apoiadores. É louvável que o PP saiba reconhecer, investir e apostar sempre nos seus quadros midiáticos.

Quando chegar a eleição de 2026, vão surgir as críticas, de novo, mas será tarde, o PP estará com tudo azeitado e a mil.  A oposição, que vive só de críticas, perderá de novo e saem as críticas mais absurdas, de novo, como sempre. E não escapa ninguém da oposição.

É assombroso e  patético o que vivemos em Santiago.

Pais e filhas, pais vivos e pais mortos

  • * Júlio César de Lima Prates

Poucas pessoas me compreendem. Mas meu olhar é muito observador. Olho e examino tudo a minha frente, com cautela e com cuidado.

No dia dos pais eu escreveria uma história conjugada em duas, são duas filhas.

Todos os meios dias, quando saio para almoçar, atravesso a praça. Noto diversas pessoas que carregam seus almoços e sentam num banco, próximo a uma torneira, e ali almoçam.

Há muito tempo, sem que ela saiba que a cuido, observo uma menina que carrega sua comidinha em potinhos de plásticos e logo a seguir chega um senhor, que usa uma muleta, amparado pelo encosto côncavo, que eu imagino ser seu pai. Na precariedade de um banco de praça, admiro seu amor e seu afeto ao servir a comida ao seu pai. Ela carrega os talheres, um pano de prato e faz tudo com muito amor. Por várias vezes assisti a divisão dos alimentos e pude ver o quanto ela tem um potencial afetivo raro, pois, para mim, o ato de alimentação, é altamente sublime.

Quando tinha minha casa, era o momento mais sublime, especialmente com minha minha filhinha, a quem eu amava fazer e dar-lhe comida. O destino me impôs uma perda muito grande, mas segui vivo e seguirei até quando Deus assim quiser.

Não sei o nome daquela moça, não faço a menor ideia quem seja, nada da família, e por tudo, suponho que seja uma pessoa muito pobrezinha. Mas a docilidade e a meiguice ao servir aquele pobre homem a faz rica, eu a admiro muito e o valor que ela transcende é incomensurável.

O segundo exemplo que usaria em minha narrativa foi de um outra moça, artista plástica e desenhista. Passei a ela o projeto de capa  do meu livro, em Santa Maria.

Mas ao saber detalhes dessa vida, fiquei muito perturbado. Ele perdeu o pai em 2021, de COVID. Só que ela o amava tanto que a carga comercial do dia dos pais a fez profundamente triste e machucada.

Soube os relatos da dor dela, os pormenores do seu sofrimento e angústia contínua e permanente machucadura pela morte de seu paizinho.

Assim, o exemplo da mocinha que alimenta seu pai na praça e o exemplo da designer que eu encomendei carrocinhas de latas puxadas por burros, de certa forma tocaram-me muito profundamente.

Foi bom e foi um bom alívio saber que existem meninas, ainda, que amam seus pais, que os cultuam e dedicam suas vidas a eles. Dão-lhes alimentos, amam suas presenças e vivem na singeleza a grandeza de um amor sincero. Ou choram suas faltas eternas, pois a morte do pai dessa minha amiga, que é designer e bailarina numa escola, enche  meu coração de orgulho do sentido do amor de uma filha e seu pai.

A vida é uma síntese e nossos corpos e gestos sintetizam os exemplos do amor, do desamor ou da significância da criação. Essa é dialética fabulosa do todo de uma interação.


*É escritor, autor de 6 livros, jornalista brasileiro registrado no Ministério do Trabalho sob nº 11.175, jornalista com registro internacional nº 908225, Bacharel em Direito, em Sociologia e em Teologia.  Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual. Também é Pós-graduado em Sociologia Rural.

 

CORONEIS INDICIADOS

FONTE – GGN

O Exército indiciou três coronéis sob a suspeita de escreverem uma carta no fim de 2022 que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra a eleição de Lula (PT). A investigação concluiu que o coronel da ativa Anderson Lima de Moura e os coronéis da reserva Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo cometeram os crimes de crítica indevida e incitamento à indisciplina. O quarto coronel investigado, Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, não foi indiciado porque conseguiu uma liminar suspendendo a investigação contra si.

Sentença exemplar para o caso Marielle Franco e Anderson Gomes

FONTE – TERRA

Seis anos e sete meses após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, a Justiça condenou à prisão nesta quinta-feira, 31, os assassinos confessos dos dois. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram sentenciados pelo Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a penas que somam 137 anos de reclusão – 78 anos para Lessa e 59 anos para Élcio. Ambos estão presos em penitenciárias de São Paulo e Brasília desde março de 2019.

A sentença foi lida pela juíza Lúcia Glioche depois da decisão tomada pelos sete jurados. Eles se reuniram na tarde de ontem, após acompanhar dois dias de julgamento, com depoimentos de promotores, da defesa dos acusados e de testemunhas. “A sentença se dirige aos acusados aqui presentes. E mais: ela se dirige aos vários Ronnies e vários Élcios que existem na cidade do Rio de Janeiro – livres por aí”, afirmou a magistrada. “A Justiça é lenta, é cega, é burra, é injusta, é errada, é torta, mas chega.”